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08/07/2011

Os jovens profissionais a serviço da inovação

Clayton Harada - Pesidente da Gonow, empresa de tecnologia especializada em consultoria e outsourcing

Currículo criativo focado na experiência em projetos acadêmicos, profissionais ou experimentais. Formação renomada é favorável, mas conhecimento de softwares diversos e línguas estrangeiras são básicos.

Como se isso não fosse suficiente, o mercado quer ainda que essas pessoas, às vezes com apenas 25 anos, sejam comunicativas, saibam liderar e estejam em dia com as últimas tendências. São os jovens profissionais a serviço da inovação.

Com tantas aptidões, é comum que a contratação dos jovens das gerações X, Y e Z crie grandes expectativas. A versatilidade em lidar com o turbilhão de informações e ousadia em enfrentar problemas são características que podem colaborar muito para isso.

Afinal, a maneira não linear de pensar e a pluralidade nos assuntos desses indivíduos os fazem estar mais próximos da inovação.

Não surpreende que com esse perfil independente e autossuficiente eles sejam muitas vezes direcionados às áreas de criação, pesquisa e desenvolvimento. Ocupam e destacam-se em cargos que variam entre designers, redatores e arquitetos de informação.

Podem passar até 24 horas na internet, da qual não só recebem conteúdo como participam dele. A expressividade e a individualidade desses líderes, bem como o fácil contato com estrangeiros, em longo prazo podem trazer soluções. Tomemos como exemplo a contratação de um profissional da área de TI.

Hoje pouco importa um programador que conclua um projeto duas vezes mais rápido do que a média. É necessário que ele, apenas ao observar, seja capaz de avaliar qual a linguagem mais adequada para o processo. Ele precisa encontrar uma saída eficaz para multiplicar a sua força de trabalho por cem.

Para se diferenciar hoje, é preciso entregar um projeto de 12 meses em dois. Ninguém mais quer o programador que pensa "só trabalho aqui e minha função é codificar". Ele precisa ser interessado, ouvir, questionar, participar e sugerir.

Todavia, esses jovens geralmente são muito ansiosos e com pouco foco. Querem que tudo se desenvolva rápido, sem paciência, disciplina ou persistência.

São pouco atraídos por sólidos planos de carreira, uma vez que exigem promoções rápidas, não se adaptando a modelos formais de cargos e salários. Fatores como esses podem se tornar verdadeiros barris de pólvora entre profissionais de diferentes gerações.

O dinamismo é tanto que inovação virou sinônimo de sobrevivência. Vejo inovação como um conector de soluções e ideias distintas, que resolvem um problema de uma forma nova, nunca imaginada, algo que temos de incorporar no nosso trabalho.

É por esse motivo que precisamos escutar esses jovens e estabelecer um ambiente propício a seus talentos e criatividade, ainda que restrito a regras da empresa.

Muitos sentem necessidade de serem reconhecidos como parte de um projeto, principalmente agora que começam a assumir cargos mais altos. Esse é um dos maiores desafios das empresas que buscam alavancar iniciativas inovadoras.

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Clayton Harada é presidente da Gonow, empresa de tecnologia especializada em consultoria e outsourcing

Fonte: Brasil Econômico - 8/7/2011
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