09/02/2011

Os apagões voltam à ordem do dia

Editorial

Uma das maldades cometidas por críticos da então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff era de que havia no ministério uma torcida permanente para que o país continuasse com baixas taxas de crescimento. É que projeções dos técnicos indicavam a possibilidade de um colapso no fornecimento de energia caso a economia registrasse expansão superior a 5%.

Os comentários maldosos, agora engrossados por apoiadores de pré-candidatos presidenciais da oposição, aumentaram quando a então ministra, já no comando da Casa Civil, surgiu como a opção petista para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Houve até quem insinuasse que a crise de 2008 teria ajudado a então pré-candidata, com a retração econômica de 2009 evitando a escassez energética.

Mesmo com a economia ainda retraída, mas já revelando sinais de recuperação, cerca de 40% do território nacional foi atingido por um blecaute na noite de 10 de novembro daquele ano.

Responsabilizada pelo episódio, Furnas Centrais Elétricas, controlada pela estatal Eletrobras, recebeu multa de R$ 53,7 milhões aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ontem reduziu o valor para R$ 43,3 milhões, ainda assim o maior já aplicado pela agência reguladora.

Cálculos preliminares indicam um crescimento econômico de 7% a 8% em 2010, mas o fornecimento de energia aconteceu sem sobressaltos o ano todo para desespero dos mais maldosos.

Na madrugada de sexta-feira, contudo, a gestão Dilma foi surpreendida pelo seu primeiro apagão, que atingiu oito estados nordestinos. Ontem, a falha de um transformador deixou 2,5 milhões de paulistanos sem energia por quase meia hora.

O "mini pagão" aconteceu no momento em que os presidentes do Operador Nacional do Sistema Elétrico e da Empresa de Pesquisa Energética eram convocados às pressas pelo Palácio do Planalto.

Uma indicação de que a presidente Dilma Rousseff decidiu assumir a linha de frente na solução do problema e, com isso, tentar evitar que surjam motivos para novas maldades.

Fonte: Brasil Econômico - 9/2/2011
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