18/03/2011

Obama tenta reconquistar um aliado histórico

Editorial

Tradicional reduto da boemia carioca e um dos locais mais conhecidos do Rio de Janeiro, o Bar Amarelinho, terá que fechar as portas no próximo domingo, coisa rara desde 1921, quando sucedeu o então café Rivera, com a denominação atual, referência à cor do prédio que o abrigava, na Cinelândia, centro da cidade.

Inusitado também o motivo do fechamento, o discurso que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará no local.

Palco de grandes manifestações contra o regime militar, como a passeata dos 100 mil, em junho de 1968, a Cinelândia também esteve no trajeto de abertura da campanha da candidata Dilma Rousseff à Presidência da República.

Acontecimento sem precedentes na história do país, o discurso público de Obama indica bem a importância da visita do presidente americano, vista como um marco na reaproximação entre Brasil e Estados Unidos.

Com a economia ainda em recuperação, surpreendido pelos movimentos populares contra as ditaduras no Oriente Médio, envolvido em dois conflitos militares - Iraque e Afeganistão - ainda indefinidos e acossado pela China como um competidor político e comercial cada vez mais relevante, os Estados Unidos veem nas sinalizações de boa vontade do governo Dilma a oportunidade de retomar laços com um tradicional aliado e emergente de peso.

Do lado brasileiro, como relatado nas páginas a seguir, a oportunidade também é histórica e pode ser traduzida basicamente na criação de mecanismos que facilitem e agilizem a entrada de produtos verde-amarelos no mercado americano.

O principal deles é a renovação do Sistema Geral de Preferências (SGP), que permite a isenção de tarifas de importação de parte dos EUA.

Centralizar as negociações nos temas comerciais seria a estratégia do governo brasileiro para evitar algum tipo de comprometimento anti China. Afinal, assim que se despedir do visitante, a presidente Dilma Rousseff começa a se preparar para a viagem ao país asiático, onde participará da II Cúpula dos países do Bric, no dia 14 de abril.

Fonte: Brasil Econômico - 18/3/2011
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