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Santos, SP/

30/05/2011

O verdadeiro craque da economia

Costábile Nicoletta - Diretor de Redação do Brasil Econômico

O presidente do Clube Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, explica por que a agremiação ficou com o título de time mais bem administrado no levantamento feito pelo Brasil Econômico com base no cruzamento de indicadores econômicos com desempenho nos gramados (um suplemento especial foi publicado junto com a edição 435 do jornal, que circulou no dia 20 de maio deste ano).

A fórmula de Marcos Malucelli é de uma simplicidade desconcertante: "Mais do que gerar receita, o mais importante foi a contenção das despesas para não gastarmos mais do que podíamos. Como estamos fora do eixo Rio-São Paulo, as receitas são bem menores em patrocínio de camisa, placas em estádios e direitos de transmissão. Gastar menos do que se arrecada não é segredo, mas poucos clubes seguem essa linha. Dessa forma, tivemos superávit em 2009, 2010 e a meta é mantê-lo neste ano, mesmo com um maior investimento em nosso time do que no ano passado".

O prosaico princípio contábil de ajustar receitas com despesas não está entrosado com as finanças da maioria dos clubes brasileiros.

Exímio produtor de craques para o futebol mundial, o Brasil não demonstra o mesmo talento para organizar esse esporte no país a ponto de fazê-lo rentável o suficiente para manter esses jogadores nos gramados onde aprenderam a ter intimidade com a pelota.

Mais do que uma frase manjada, isso parece ser uma sina que nunca abandonará os dirigentes tanto do ludopédio quanto da administração pública.

A cidade de São Paulo tornou-se na semana passada um clássico dessa incompetência, ao ser oficialmente preterida pela Fifa para ser uma das sedes da Copa das Confederações, torneio que se realiza um ano antes da Copa do Mundo no país que a organiza, como forma de testar os estádios e a infraestrutura dos municípios que recepcionarão as seleções, os profissionais envolvidos com o certame e os turistas que decidirem assistir às partidas.

As declarações de governantes e de diretores dos clubes envolvidos na construção do estádio no qual se imagina que serão disputados os jogos do Mundial na capital paulista são tão evasivas e recheadas de lugares-comuns quanto o que se ouve nas entrevistas dos atletas ao final de cada porfia, quando tentam explicar as razões da derrota.

Outra informação relevante trazida pela entrevista com o presidente do Atlético Paranaense é o prejuízo que os clubes tiveram ao se submeterem novamente ao monopólio da Rede Globo nas transmissões das partidas pela televisão: pelo menos R$ 400 milhões. Trata-se de uma derrota imposta igualmente aos torcedores, obrigados a aceitar os horários e a programação dos jogos exigidos pela Globo.

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Costábile Nicoletta é diretor adjunto do Brasil Econômico

Fonte: Brasil Econômico - 30/5/2011
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