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Santos, SP/

13/04/2011

O saldo positivo da viagem de Dilma à China

Editorial

A primeira parte da visita da presidente Dilma Rousseff à China encerra-se hoje com um encontro com o primeiro-ministro Wen Jiabao, no Palácio do Povo, em Pequim, exibindo um saldo positivo.

Pelo volume de recursos envolvido, chama mais a atenção o investimento de R$ 19 bilhões que a Foxconn - maior fornecedora de produtos da Apple na China - planeja fazer no Brasil para produzir aqui telas para tablets e telefones celulares.

ZTE e Huawei também confirmaram projetos no interior paulista, envolvendo, respectivamente, R$ 316 milhões e R$ 553 milhões. O resultado é animador também por estabelecer um novo tipo de relacionamento entre os dois países e, especialmente do lado chinês, revelar a extensão dos interesses comerciais para além de minério, soja e celulose.

"A gente já começa a ver uma mudança de postura da China", constata Norton Rapesta, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimento do Itamaraty.

Essa nova disposição pôde ser constatada logo no início da visita presidencial quando, em meio aos atos protocolares de praxe, os chineses anunciaram a aceitação da carne suína brasileira, ampliando essa acolhida também para a avicultura.

Pelo potencial do mercado chinês, é fácil prever seus efeitos nas granjas brasileiras. Mesmo a Embraer, cuja relação com a potência asiática estava emperrada, conseguiu garantir a manutenção de uma linha de produção em território chinês, que corria o risco de ser fechada, para a produção do jato executivo Legacy, em lugar do avião comercial ERJ145.

O compromisso da China ficou explícito no documento de 29 itens divulgado após encontro entre Dilma e o presidente Hu Jintao. "A parte chinesa manifestou disposição de incentivar suas empresas a ampliar a importação de produtos de maior valor agregado do Brasil", diz o texto.

Em contrapartida, o Brasil reafirmou o compromisso de "tratar de forma expedita a questão do reconhecimento da China como economia de mercado."

Diplomaticamente, a presidente brasileira evitou referências ao artificialismo do câmbio chinês.

Fonte: Brasil Econômico - 13/4/2011
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