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Santos, SP/

30/03/2011

O risco de atraso nas obras para a Copa de 2014

Editorial

Joseph Blatter, o poderoso comandante da Fifa, voltou a criticar, no início dessa semana, a lentidão com que se desenvolvem os preparativos para a Copa de 2014, especialmente as obras de infraestrutura na maioria das cidades-sedes.

"É preciso dizer aos brasileiros que o torneio será amanhã e não depois de amanhã", ironizou durante entrevista em Genebra.

Mais incisivo que em críticas anteriores, insinuou que poderá não haver partidas da Copa das Confederações em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O torneio, que serve como uma espécie de teste dos estádios, acontece um ano antes do Mundial.

Blatter também atribuiu a "divergências entre políticos" a não definição, até agora, da cidade onde será feito o sorteio das eliminatórias.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, procurou minimizar as críticas, garantindo que dos doze estádios da Copa, apenas dois (São Paulo e Natal) estavam atrasados. "As obras estão a pleno vapor", enfatizou, mas sem fazer eco junto a algumas autoridades também envolvidas nos preparativos para os eventos esportivos, como o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes.

Ontem, em São Paulo, Paes contestou o dirigente da Fifa, mas não deixou de alfinetar o governo federal. "A prefeitura não lançará mão de contratos emergenciais e concorrências esquisitas", disse o prefeito, numa contestação direta à medida provisória que simplifica os procedimentos nas licitações de obras para a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016.

Também criticou a situação dos aeroportos brasileiros, a começar pelo da própria cidade que comanda. "Aquilo parece uma rodoviária de quinta categoria malcuidada", disparou.

Faltam três anos para a Copa e cinco para os Jogos Olímpicos e não é segredo para ninguém que as preocupações do dirigente da Fifa têm fundamento, principalmente no que se refere à infraestrutura aeroportuária.

Divergências expostas a essa altura justamente por quem deveria estar trabalhando em conjunto pelo sucesso dos dois eventos indicam a preocupante possibilidade de algum fracasso. Afinal, o tempo passa, já alertava o saudoso locutor esportivo Fiori Gigliotti.

Fonte: Brasil Econômico - 30/3/2011
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