11/04/2011

O que se espera da visita de Dilma à China

Editorial

A presidente Dilma Rousseff inicia hoje, em Pequim, sua terceira e mais importante viagem internacional. Nesses seus cem dias de mandato fez uma rápida visita à Argentina e esteve em Portugal, onde não cumpriu toda a programação em função do falecimento do ex-vice-presidente da República, José Alencar.

A importância econômica da visita à China pode ser avaliada pelos mais de 300 empresários que acompanharão a presidente, todos motivados pela possibilidade de ampliar as exportações para o gigante asiático e, ao mesmo tempo, atrair investimentos.

Há a expectativa de que sejam fechados pelo menos 20 acordos comerciais em áreas de grande importância estratégica para os dois lados, como petróleo e gás, geração energética, pesquisa agropecuária, produção de alimentos e segmentos industriais de tecnologia avançada.

"Queremos elevar as exportações de produtos de alto valor agregado", afirma Luís Guilherme Parga Cintra, secretário do Itamaraty, citando como exemplo a Embraer, que deve assinar contratos de venda dos modelos Embraer 190 e Legacy para companhias aéreas chinesas.

Apesar de ter fábrica em território chinês, a empresa brasileira esbarra no protecionismo ao ser impedida de produzir aeronaves maiores, já que a indústria local desenvolve modelos próprios.

Mônica Fang, vice-presidente executiva da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) defende a tese da complementaridade entre as duas economias e justifica: "Ambos os países têm grande território e população e são os que mais crescem hoje".

É o que enxergam empresários brasileiros de setores de concorrência mais amena, entre eles alimentos, bebidas e moda que se mostram otimistas, como Hélder Couto Mendonça, presidente da Forno de Minas.

"Nossos produtos não encontram concorrência na Ásia", diz ele, que acompanha a comitiva presidencial e vai oferecer pão de queijo na tentativa de conquistar os chineses pelo estômago. Afinal, são 1,3 bilhão de habitantes, 200 milhões dos quais consumidores de classe média.

Fonte: Brasil Econômico - 11/4/2011
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