05/04/2011

O mnduo mduou ou fmoos nós?

Marcelo Nakagawa - Consultor e professor de empreendedorismo e inovação

8do bm? Se v6 entenderam a msg até aqui, blz! Você está acompanhando e não perseguindo uma nova geração de pessoas que processa informações de uma forma muito diferente daqueles que lembram de Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho e Junior; Falcão, Sócrates e Zico; Cerezo, Serginho e Éder.

Esta nova geração lê qualquer livrinho de 500 páginas de Rowling ou Tolkien em três dias ou menos. Cseougnem etsa porzea prouqe não leem cada letra e palavra como faziam os que sabem que não foi Dasaiev que escreveu Guerra e Paz.

O que está acontecendo quando essas gerações se encontram na sala de aula? De um lado, professores que ainda lembram do Júnior de 1982. Do outro, quando muito, lembram do Júnior Baiano ou Roque Júnior. Neste momento, só haveria burburinhos, risadinhas e ouviríamos algo como Sandy e Junior ou Fábio Junior. Adeus aula.

Mas toda generalização é injusta. Há os bons professores e os alunos aplicados. Isto é observado em todos os níveis da educação e o resultado final deste processo culmina com o tão sonhado emprego.

Mas esta nova geração está cada vez mais incomodada em ser empregada para alguma coisa. Foge da estabilidade e é ávida por desafios constantes. Quando um emprego já não é desafiador, muda de empresa como migra do Orkut para o Facebook, do MSN para o Twitter e do notebook para o iPad.

É em um mundo de mudanças rápidas e contínuas que o tema empreendedorismo tem sido cada vez mais analisado pelas instituições de ensino. Muitos líderes acadêmicos já chegaram à conclusão de que formar um ótimo engenheiro de alimentos que talvez será contratado por uma empresa alimentícia já não é suficiente.

É preciso formar engenheiros empreendedores que saibam aplicar seu conhecimento de forma inovadora em qualquer contexto e limitação de recursos. O mesmo vale para dentistas, geógrafos, físicos, oceanógrafos, administradores e até para os mestres e doutores em todas as áreas. O conhecimento aplicado de forma empreendedora tende a produzir mais e melhores benefícios para todos.

Nos últimos meses tenho dado longas sessões de treinamento sobre educação empreendedora para professores de universidades e faculdades ícones como a Unicamp, Insper, PUC-RS, Unifei, Senac-SP e outras que são fortes regionalmente como a Unimonte de Santos, a Unindus de Curitiba ou a Facens de Sorocaba.

Este treinamento é baseado na nova plataforma de educação empreendedora Bota Pra Fazer, difundida no Brasil pelo Instituto Empreender Endeavor. A entidade incentiva o docente a abandonar, de forma planejada, seu tradicional papel de professor para se posicionar como um facilitador. Assim, ele ajuda o participante a aprender a partir da sua realidade, ele não ensina de forma dogmática.

Essa a abordagem estimula o participante a empreender, a pensar grande e a mudar o mundo, com ética, por meio dos seus negócios. Neste programa, os participantes tendem se a desconectar, pelo menos momentaneamente, dos seus facebooks, twitters e iPads para tratar de Mark Zuckerberg, Jack Dorsey, Steve Jobs e vários outros empreendedores. Ninguém mais fala do Júnior... Só um engraçadinho que lembra que o cofundador da Microsoft também poderia ser chamado de Bill Gates Júnior.

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Marcelo Nakagawa é consultor e professor de empreendedorismo e inovação

Fonte: Brasil Econômico - 5/4/2011
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