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Santos, SP/

24/03/2011

O conflito no canteiro de obras de Jirau

Editorial

As trágicas consequências do terremoto seguido de tsunami no Japão, o agravamento do conflito na Líbia e a visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil ofuscaram a repercussão dos acontecimentos nas usinas de Jirau e Santo Antônio, duas das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em execução no rio Madeira, em Rondônia.

Dia 16, um quebra-quebra, que durou nove horas no canteiro de obras de Jirau, envolvendo 20 mil trabalhadores resultou na destruição de 45 ônibus, o incêndio em 35 alojamentos e caixas eletrônicos saqueados.

A paralisação das obras na usina se estendeu a Santo Antonio, onde os operários cruzaram os braços em solidariedade aos colegas de Jirau.

Diante da ameaça de uma marcha dos trabalhadores sobre Porto Velho, capital de Rondônia, considerada irreal por quem acompanhou os acontecimentos desde o início, o governo federal deslocou a Força Nacional de Segurança para a área.

Nebulosas a princípio, as causas do conflito acabaram se direcionando para as condições de trabalho no local, agravadas pelas disputas entre dirigentes sindicais para assumir a representação dos trabalhadores.

Na avaliação de especialistas em energia, os acontecimentos dificilmente provocarão atraso significativo da obra, mas frustram os planos do consórcio construtor de Jirau de acionar as turbinas antes do prazo contratual para se capitalizar com a venda da energia no mercado livre.

Pode estar aí a origem do primeiro impasse envolvendo o consórcio, caso tente uma revisão de tarifas para compensar esse prejuízo, e as autoridades da área energética. Ontem, executivos do BNDES, o financiador da obra, foram taxativos no alerta de que não será aceito nenhum reajuste.

Ao mesmo tempo, e já de olho em Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, o banco de fomento admite ser mais rigoroso com as empreiteiras nas contrapartidas sociais e trabalhistas.

A greve em Santo Antônio foi encerrada ontem e tudo indica que a situação em Jirau também caminha para a normalidade. Fica a indagação se havia necessidade da intervenção da Força Nacional num conflito que acabou se revelando de cunho social e trabalhista.

Fonte: Brasil Econômico - 24/3/2011
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