24/05/2011

Mourão na Subcomissão de Portos

Coluna De Olho no Porto

Paulo Schiff(*)

O deputado federal Alberto Mourão é o atual presidente da Subcomissão de Portos e Vias Navegáveis da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal.

Tem gente que diz que quando não se quer resolver um problema, cria-se uma comissão para tratar dele. Subcomissão, então, seria pior ainda.

No caso dessa subcomissão presidida por Mourão, pode ser diferente.

Uma, pelo perfil “obreiro” do ex-prefeito de Praia Grande. Mourão tem um histórico de estudar as questões nas quais se envolve e concretizar soluções para elas.

Para citar alguns exemplos, a urbanização da orla, a municipalização da rede pública de ensino e a construção do Hospital Irmã Dulce e da Via Expressa Sul, tudo em Praia Grande. Isso sem falar da impressionante multiplicação do orçamento da cidade.

E outra, pelo momento dos portos. A economia cresce com continuidade, os gargalos aparecem e assustam, e um dos mais configurados é justamente o dos portos.

Com as 100 milhões de toneladas que o Porto de Santos deve movimentar em 2011, os congestionamentos de caminhões e a fila de navios na barra dos últimos anos devem se repetir ou se agravar.

Se a projeção de movimentar de 240 milhões a 270 milhões de toneladas em 2024 se confirmar e o ritmo tartaruguesco da obras de infraestrutura e expansão se mantiver, dois cenários são possíveis:

- Caos no complexo Anchieta-Imigrantes e no sistema viário das cidades do litoral.

- Perda de cargas para outros portos e redução da importância de Santos no comércio internacional do Brasil.

Nenhuma das duas alternativas é desejável.

E aí o trabalho de Mourão pode ganhar importância. Mesmo estando no PSDB, que faz parte da banda da oposição a Dilma, como presidente da Subcomissão de Portos o deputado passa a ter um canal de comunicação com a Secretaria Especial dos Portos.

E como líder tucano familiarizado com as questões portuárias, pode levar ao governo Alckmin as prioridades de infraestrutura que a manutenção da importância de Santos exigem com urgência.

Além, é lógico, da sensibilidade para ajudar a destravar alguns nós ambientais da expansão. Pelo menos os entraves insensatos.

As tais visitas técnicas aos portos brasileiros que fazem parte da rotina da Subcomissão, a tal radiografia do cenário portuário nacional que ela está programando, tudo isso pode ser perfumaria.

Mas a ação política que a presidência dela possibilita, essa pode ser realmente importante e decisiva.

(*)Paulo Schiff é jornalista. Email: prschiff@uol.com.br

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