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Santos, SP/

04/02/2011

Ministro apela a diálogo para evitar Marcha da Partida no Egito

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Revolta Árabe O ministro da Defesa do Egito, Mohamed Hussein Tantawi, foi nesta sexta-feira para até a praça Tahrir, epicentro dos protestos da oposição, pedir diálogo no dia em que milhares de egípcios são esperados nas ruas de Cairo na Marcha da Partida, esforço máximo pela renúncia do ditador Hosni Mubarak.

O general Tantawi pediu aos manifestantes concentrados na praça Tahrir que insistam com seus líderes que dialoguem com as autoridades.

Segundo a TV estatal egípcia, ele foi ao local para vistoriar o dispositivo de segurança montado nos arredores --a cargo das Forças Armadas. Nos últimos dois dias, manifestantes pró e antigoverno entraram em violentos confrontos e até mesmo tiroteios, enquanto os militares apenas tentavam separar os grupos.

Acompanhado de chefes militares, Tantawi conversou com alguns dos jovens e insistiu na oferta de diálogo feita pelo regime de Mubarak. A oposição rejeita qualquer negociação enquanto o ditador, no poder há 30 anos, ainda estiver no governo.

"Diga ao líder espiritual [líder da Irmandade Muçulmana, o principal grupo de oposição] para aceitar um diálogo conosco", disse Tantawi, segundo a rede de televisão dos Emirados Árabes Unidos Al Arabiya.

O general, que disse falar em nome das Forças Armadas, lembrou também que Mubarak se comprometeu a não participar nas eleições presidenciais de setembro.

As Forças Armadas já pediram, em pronunciamento na televisão, que os manifestantes voltem para suas casas, alegando que as demandas foram atendidas. Eles têm mantido uma postura de observação e contenção durante os confrontos, em uma medida que evitaria sua associação com as dezenas de mortes e centenas de feridos.

MARCHA

Centenas de egípcios seguiam nesta sexta-feira para a praça Tahrir para se unir aos milhares de manifestantes que passaram a noite no local, com a expectativa de dar um golpe decisivo em Mubarak após 11 dias de protestos.

Os egípcios faziam fila diante de uma barreira, na qual os soldados revistavam sistematicamente os manifestantes. Muitas pessoas pediam a abertura de outra entrada pelo temor de ficar de fora do início da prece muçulmana de sexta-feira. O término das orações varia de acordo com as mesquitas, mas costuma ser por volta das 13h da hora local (9h de Brasília).

Um jornalista do canal de TV Al Jazeera afirmou que cerca de 65 soldados estão perto da Ponte 6 de Outubro e do museu, usando equipamento antidistúrbios. Eles também limitam acesso dos egípcios ao Corniche.

A situação no Cairo, especialmente no centro da cidade, parece ser tranquila até o momento e não há registros de novos tiroteios.

Na quinta-feira, houve vários choques entre partidários do regime e manifestantes contrários a Mubarak, especialmente nos arredores da praça Tahrir, o que causou a morte de ao menos oito pessoas, segundo as agências de notícias. O último saldo de vítimas do governo egípcio, divulgado nesta quinta-feira, fala em oito mortos e mais de 900 feridos na semana de confrontos.

Fonte: Folha / Uol - 4/2/2011
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