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Santos, SP/

10/02/2012

Lucro da Petrobrás cai 5,3% em 2011 e soma R$ 33,313 bilhões

No 4º trimestre, ganho líquido caiu 51%, para R$ 5 bilhões, devido ao fraco desempenho da área de abastecimento; é o pior resultado da Petrobrás desde o primeiro trimestre de 2007

André Magnabosco e Mônica Ciarelli, da Agência Estado

SÃO PAULO E RIO - A Petrobrás reportou lucro líquido de R$ 33,313 bilhões no ano todo de 2011, retração de 5,85% em relação ao ano anterior. A receita líquida anual foi de R$ 244,176 bilhões, alta de 15,26% na mesma base comparativa. O Ebitda no ano passado atingiu R$ 62,246 bilhões, com alta de 4,81% em relação a 2010.

No quarto trimestre de 2011, o ganho líquido de R$ 5,049 bilhões representa uma queda de 52,38% em relação ao mesmo período de 2010.

A receita líquida da companhia, por sua vez alcançou R$ 65,257 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 20,34% em igual comparação. A expansão é justificada principalmente pelo efeito do câmbio nas exportações e pelo reajuste de 10% na gasolina e de 2% no diesel em vigor a partir de 1º de novembro.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) trimestral somou R$ 14,054 bilhões, com retração de 2% na mesma base comparativa. O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 400 milhões, ante R$ 1,880 bilhão positivo no mesmo período de 2010.

José Sérgio Gabrielli, atual presidente da petroleira, será substituído a partir do próximo dia 13 por Maria das Graças Foster, ex-diretora da área de Gás e Energia. Ela assume a presidência da Petrobrás com o desafio de intensificar o ritmo de produção da companhia.

No ano passado, a estatal fracassou pelo segundo ano consecutivo na tentativa de alcançar a marca de 2,1 milhões de barris de petróleo produzidos em território nacional. A produção em 2011 atingiu 2,021 milhões de barris diários, novo recorde da empresa, mas ainda aquém do esperado pela diretoria da Petrobrás.

Para acelerar o ritmo da produção da companhia, Graça Foster, como é chamada a futura presidente da Petrobrás, terá à disposição um plano de negócios que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões entre 2011 e 2015.

Abastecimento no vermelho

O salto de 69% nas importações de petróleo e derivados no quarto trimestre de 2011 em relação ao ano anterior contribuiu para que a área de Abastecimento encerrasse o período com prejuízo líquido de R$ 4,412 bilhões, ante lucro de R$ 1,427 bilhão apurado entre outubro e dezembro de 2010.

O fraco desempenho da área de Abastecimento aparece como principal explicação para o lucro líquido de R$ 5,049 bilhões apurado no trimestre, 51% inferior ao previsto por analistas do mercado. Este é o pior resultado da Petrobrás desde o primeiro trimestre de 2007 - o levantamento considera os dados divulgados pela própria companhia, inclusive os números ajustados ao padrão IFRS a partir do primeiro trimestre de 2010.

O balanço considera a adoção de prática contábil prevista no CPC 19, aprovado pela Deliberação CVM 666/11, que permite a utilização do método de equivalência patrimonial para avaliação e demonstração de investimentos em entidades controladas em conjunto. O ajuste, ainda segundo a companhia, teve efeito nulo em termos do lucro líquido e do patrimônio líquido atribuíveis aos acionistas da Petrobrás.

Em contrapartida ao prejuízo na área de Abastecimento, a área de Exploração e Produção (E&P) reportou avanço de 31,6% no lucro trimestral, para R$ 10,328 bilhões. O resultado amenizou a queda de 52,38% no lucro da Petrobrás no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior e é explicado pelo aumento da produção e, principalmente, pelo avanço de 31,41% no preço internacional de venda do petróleo. O preço dos derivados vendidos no Brasil e do gás natural também apresentou aumento nessa base comparativa.

A área de Gás e Energia teve lucro líquido de R$ 483 milhões no quarto trimestre, com alta de 34,54% em relação aos três últimos meses de 2010. A área de Biocombustível voltou a repetir prejuízo, de R$ 40 milhões no trimestre, em contrapartida à área de Distribuição, cujo resultado trimestral foi positivo em R$ 270 milhões. Na área Internacional, o lucro cresceu 377%, para R$ 291 milhões.

Vendas

O volume total de vendas da Petrobrás no mercado interno atingiu 2,630 milhões de barris diários no quarto trimestre de 2011, o que corresponde a um aumento de 4,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o indicador apresentou alta de 0,7%. Os números consideram a venda dos derivados, incluindo diesel, gasolina e nafta, além de gás natural e alcoóis e nitrogenados.

A comercialização de diesel, principal derivado vendido pela estatal, subiu 7,6% na comparação anualizada, para 905 mil barris diários. O aumento dos negócios no mercado doméstico ocorreu em decorrência, principalmente, do crescimento da economia, do aumento da safra de grãos e da menor colocação do produto por terceiros.

Já as vendas de gasolina somaram 547 mil barris diários no quarto trimestre, contra 414 mil barris diários registrados em igual período do ano anterior. Segundo a companhia, o incremento foi puxado pela maior competitividade do preço em relação ao etanol na maior parte dos estados, pelo crescimento da frota de veículos flex-fuel e pela diminuição da colocação do produto por outros players.

Ainda na comparação entre quartos trimestres, as vendas totais ao mercado externo encolheram 1,45%, para 1,220 milhão de barris diários. Com isso, as vendas totais da Petrobrás no trimestre somaram 3,850 milhões de barris por dia, aumento de 2,47% ante o mesmo intervalo de 2010. Em relação ao terceiro trimestre de 2011, o indicador apresentou alta de 1,48%.

No acumulado do ano, o volume total vendido pela estatal foi de 3,716 milhões de barris diários, alta de 2% ante 2010. As vendas no mercado interno alcançaram 2,521 milhões de barris diários, expansão de 6% em igual comparação.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 10/2/2012

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