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Santos, SP/

09/02/2012

Loja em aeroporto custa mais que em shopping

Michele Loureiro (mloureiro@brasileconomico.com.br)

Aluguéis de lojas nos aeroportos aumentaram até 200% nos últimos dois anos

Contratos antes negociados com Infraero passarão pelo crivo das novas concessionárias. Comércio gera 25% das receitas dos aeroportos brasileiros.

A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília pode fazer decolar os preços dos aluguéis das 533 lojas instaladas nos terminais aéreos.

Os acordos antes negociaciados diretamente com a Infraero passarão a ser analisados pelos novos concessionários e empresas como Dufry e H.Stern podem pagar aluguéis a preço de ouro.

Segundo a Associação Nacional de Concessionárias de Aeroportos (Ancab), em alguns casos, o preço do metro quadrado dos terminais brasileiros subiu até 200% nos últimos dois anos e a tendência é continuar em alta.

Mas a área é tão nobre que há casos de empresas que, para não perder o ponto, estão renovando o contrato com valor superior ao faturamento, segundo o presidente da Ancab e ex-ministro da Aeronáutica, brigadeiro Mauro Gandra.

Dois fatores explicam o apego à área comercial dos aeroportos: primeiro o bom momento da economia brasileira que levou cerca de 180 milhões de pessoas a viajarem de avião, só em 2011.

A segunda é que esse batalhão de gente não tem muita opção de consumo dentro dos terminais. Daí as empresas cobrarem preços abusivos é um pulo.

Sigilo absoluto

Não por acaso as locatárias não planejam abandonar seus postos. A joalheria H.Stern, por exemplo, tem uma única loja, no aeroporto de Guarulhos, e não pretende sair de lá tão cedo. A empresa não diz quanto vende a loja de Cumbica mas em nota enviada ao Brasil Econômico, diz não temer aumento de aluguel.

A rede de fast food McDonald's é outra que não pretende decolar de Cumbica, nem diz quanto fatura no aeroporto, mas é um caso emblemático de quanto vale o ponto.

Segundo Gandra, a rede paga aluguel de R$ 614 mil por 600 metros de aluguel em Cumbica. "A uniade vende 1,1 mil Big Mc por dia", afirma Gandra.

Numa conta rápida, é possível saber que não é pouco. Na ação promocional Mc Dia Feliz, a mais importante da rede, vende-se, em média 2,7 mil Big Mcs, por loja.

No aeroporto de Brasília, o terceiro mais movimentado do país, o grupo R.A. concordou em pagar R$ 169 mil mensais para instalar um restaurante da marca Viena.

Em Salvador, um franqueado da rede de lanchonetes Bob's ofereceu R$ 192 por 205 metros quadrados. Segundo Gandra, o metro quadrado no terminal paulista custa mais caro que o metro quadrado do Shopping Iguatemi, região nobre de São Paulo.

Fonte: Brasil Econômico - 8/2/2012

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