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Santos, SP/

06/04/2011

Indústria amplia para atender a construção

Caio Luiz
Maurício Godoi

São Paulo - Impulsionada pela demanda de setores da construção civil, infraestrutura e montadoras de veículos, a indústria de insumos apressa-se a ampliar capacidade. A Votorantim Metais, a refinaria de zinco localizada em Juiz de Fora (MG), aumentará a produção do metal em 15 mil toneladas anuais ainda este ano. Com investimento de R$ 520 milhões, a empresa passará a produzir 113 mil toneladas de zinco anualmente. Diante da recuperação do mercado interno de zinco, alumínio e níquel em 2010, a companhia retomou o projeto, que havia sido iniciado em 2008 e paralisado. Agora, a empresa tem a expectativa de incrementar as vendas até 10 % em 2011. "Hoje o mercado brasileiro consome 230 mil toneladas de zinco por ano, com chances de uma ampliação de pouco mais de 8 % até o fim deste ano. Por isso, estamos investindo na unidade para suprir a demanda", informou o gerente de Marketing e Planejamento do Negócio de Zinco da Votorantim Metal, Eduardo Perez.

Outra empresa que aposta no setor de construção é a Braskem. A empresa lança oficialmente amanhã uma nova fábrica de PVC em Alagoas que elevará sua capacidade de produção em cerca de 40%, passando de 510 mil toneladas de capacidade instalada para um volume de 710 mil toneladas anuais. De acordo com o diretor de Negócios Vinílicos da Braskem, Marcelo Cerqueira, o investimento na nova planta será de US$ 469 milhões. Segundo Cerqueira, a empresa visa a, com o mencionado aporte, aproveitar o crescimento do mercado de construção civil, principal consumidor do PVC na fabricação de tubos e conexões, além de portas, janelas e até mesmo de telhas.

A receita da cadeia da construção deve crescer entre 7,5% e 8% em 2011, de acordo com análise setorial elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Para o setor, os recursos destinados ao crédito habitacional estão garantidos e há expectativa de investimentos, além do fato de a indústria de material de construção ter apresentado crescimento nominal de 12,1% em 2010. Por outro lado, é forte o "apagão" no setor da construção, pois, com o aumento do nível de escolaridade dos jovens, vem caindo a procura por trabalho na construção civil. Segundo pesquisa da FGV, os jovens agora preferem ocupações menos braçais.

Fonte: DCI - 6/4/2011
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