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Santos, SP/

26/07/2011

Incerteza sobre a dívida dos EUA eleva tensão no mercado

Perigosamente perto do dia 2 de agosto, data em que o governo americano não terá mais condições de pagar seus compromissos sem autorização para elevar sua dívida, um clima de tensão e expectativa se instala nos mercados globais. Os investidores não apostam no pior cenário - um calote prolongado -, mas começaram a se mover em busca de proteção. O franco suíço foi a moeda escolhida na "fuga para a qualidade", papel antes reservado ao dólar, e ontem atingiu cotação recorde ante a moeda americana. O ouro teve seu maior valor nominal ontem: US$ 1.622,49 a onça. As bolsas flertaram com a baixa durante todo o dia e as americanas tiveram queda discreta. As margens para operar com títulos do Tesouro no mercado futuro americano aumentaram e os rendimentos desses papéis ensaiaram movimento de alta.

Enquanto democratas e republicanos ultrapassam todos os prazos razoáveis para chegar a um acordo para elevar a dívida de US$ 14,3 trilhões e o Tesouro avalia as alternativas já não tão distantes de ficar sem dinheiro, o Fundo Monetário Internacional advertiu os EUA a colocar logo um ponto final na questão. Em relatório, o FMI advertiu que a desconfiança sobre a capacidade de pagamento do país, que vai além da atual disputa no Congresso, poderia causar uma recessão interna séria e consequências danosas para a economia mundial. No pior cenário, a economia americana contrairia 5% e o resto do mundo, entre 3% e 4%.

O calendário eleitoral explica boa parte do radicalismo republicano nas discussões para elevar o teto da dívida. A proposta do partido, que pode ir a votação em dois dias, prevê o aumento gradual do limite em US$ 1 trilhão agora e US$ 1,6 trilhão em alguns meses, com fortes cortes de despesas. O presidente Barack Obama e os democratas se opõem a esse salvamento a conta-gotas que os deixaria reféns de nova autorização em 2012, quando Obama tentará se reeleger. Os democratas propõem corte de US$ 2,7 trilhões e elevação do limite da dívida de US$ 2,4 trilhões, o suficiente para atravessar o período eleitoral. À noite, em cadeia de TV, Obama culpou os republicanos que só insistem em cortes pelo impasse e fez novo apelo ao entendimento.

Fonte: Agências internacionais / Valor Online - 26/7/2011

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