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19/07/2011

Há local perfeito para iniciar um negócio?

Marcelo Nakagawa - Consultor e professor de empreendedorismo e inovação

Se você iniciasse seu negócio hoje, em que local o instalaria? Já não é de hoje que empreendedores utilizam suas garagens diferentemente dos demais. Quando, em 1938, os estudantes William e David decidiram montar um negócio, foram apoiados financeiramente pelo seu professor de engenharia, Fred Terman.

Como professor não tem tanto dinheiro sobrando assim, os US$ 538 recebidos não davam para muita coisa. Assim, resolveram montar o negócio na garagem da casa do David mesmo. E para simplificar, nomearam a empresa com os sobrenomes dos dois: Hewlett e Packard, ou HP para os mais chegados.

Sem querer, a HP popularizou a economia de garagem e o mito de que qualquer pessoa, com um punhado de dinheiro na mão, criatividade, capacidade de trabalhar poderia criar uma empresa que mudaria o mundo. E de fato, empresas como Disney, Mattel, Apple, Microsoft, Google e Amazon passaram pela fase de garagem.

Mas é possível iniciar em algo menor ainda. Em 1910, Joyce Hall, na época com 18 anos, queira deixar sua marca no mundo e, a partir do seu quarto na YMCA na cidade de Kansas City, começou a enviar, por correio, amostras do seu produto para varejistas da região. Como não tinham nada a perder, os varejistas colocavam o produto de Hall nas prateleiras.

A marca de Hall era vendida rapidamente o que incentivava os lojistas a fazerem mais pedidos. Assim, a partir de um pequeno dormitório, a Hallmark se tornou um sucesso e mais de 100 anos depois, as pessoas continuando enviando, inclusive pela internet, a marca de Hall para desejar felicidade para as pessoas queridas.

Poucos conhecem a história de Joyce Hall, mas muitos já não duvidam de que um negócio pode ser criado em um quarto e mudar o mundo. Jerry, David, Michael e Mark fundaram seus negócios em dormitórios. Jerry Yang e David Filo criaram o Yahoo! em seus quartos na Universidade Stanford.

Michael Dell iniciou a mesma forma, mas na Universidade do Texas. E Mark Zuckeberg criou (você sabe como) o Facebook em Harvard. Mas é possível iniciar em algo menor ainda. Phil Knight até tinha escrito um plano de negócio para importar tênis do Japão e revendê-los nos Estados Unidos, mas só depois de uma viagem ao país do sol nascente que conseguiu fechar o contrato.

Mas como ele e seu sócio não tinham revendedores e tampouco recursos para contratá-los, Phil enchia seu porta-malas de tênis de corrida e ia comercializá-los na porta dos eventos esportivos. Assim nascia, em 1964, a Blue Ribbon, que hoje é conhecida pelo nome da deusa grega da vitória, Nike. Mas o porta-mala ainda foi o início de muitas outras empresas.

Em 1986, cansado de quebrar no quilômetro 34 da maratona, o corredor Brian Maxwell, com a ajuda da namorada nutricionista, criou o conceito de barras de alimentação. Maravilhado com os resultados, enchia seu porta-malas de barrinhas e ficava vendendo nas corridas. Brian até poderia ter colocado seu sobrenome como nome do produto, mas optou por Powerbar.

Muitos empreendedores, no início da empresa, acabam se preocupando demais com a localização do negócio quando deveriam vislumbrar uma estratégia eficiente, buscando clientes e consolidando diferenciais competitivos.

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Marcelo Nakagawa é consultor e professor de empreendedorismo e inovação

Fonte: Brasil Econômico - 19/7/2011

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