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Santos, SP/

13/10/2011

Exportações mais fracas criam cenário obscuro para China

Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)

A queda no superávit comercial da China pelo segundo mês consecutivo levanta temores de que a China possa entrar em pouso forçado já no terceiro trimestre.

Para a consultoria britânica Lombard Street Research, a alta do iuane e a desaceleração global estão prejudicando o principal motor do crescimento econômico no país: as exportações.

"O dado divulgado hoje mostra queda marginal nas exportações e importações, confirmando desaceleração rápida do crescimento do PIB chinês no trimestre", afirmou em relatório Diana Choyleva, diretora da Lombard Street Research.

Para a analista, a queda nas exportações é a peça que faltava para compor um quadro obscuro para a economia chinesa.

A consultoria possui uma visão mais pessimista do que a média quando se trata das perspectivas para o gigante asiático.

"Um pouso forçado será necessário para controlar a inflação", prevê a analista, que considera que os auxílios fiscais concedidos na época da crise foram exagerados.

Nesta manhã, o governo da China divulgou que o superávit comercial do país recuou 12,4% em setembro, frente ao mesmo mês do ano passado, somando US$ 14,5. O saldo também mostrou um recuo frente a agosto, quando o superávit chegou a US$ 17,8 bilhões. No acumulado do ano, a queda no saldo comercial é de 10,6%, somando US$ 107,1 bilhões.

O principal motivo é a desaceleração nas exportações. Considerando os dados de julho a setembro, as vendas externas da China recuaram 0,7% no terceiro trimestre, frente ao trimestre anterior, segundo dados da Lombard Street Research.

Para agravar o quadro, o Senado americano aprovou nesta semana um projeto de lei que poderá penalizar a China, acusada de manipular sua moeda. O mecanismo prevê que os EUA estabeleçam barreiras alfandegárias às importações da China, em represália à política cambial do país.

Segundo dados da consultoria, as exportações deram o principal impulso para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre, quando a expansão atingiu 9,5% frente ao mesmo período do ano passado.

A analista discorda da ideia corrente de que a demanda doméstica do país deve sustentar o crescimento. Segundo estimativas da consultoria, já no primeiro trimestre deste ano a demanda doméstica caiu cerca de 1%.

"Em um mundo de demanda fraca, o único motor real de crescimento da China - as exportações - está falhando", diz o relatório.

De acordo com a consultoria, o fraco desempenho do comércio exterior deve interromper a leve apreciação da moeda chinesa, que se valorizou pouco mais de 3% em 2011.

Para a analista, o governo chinês vai interromper essa alta, visando dar mais força às exportações.

Fonte: Brasil Econômico - 13/10/2011
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