04/07/2011

Deal se sustenta no valor às pessoas

Fábio Hayashi, presidente Deal Group

Minha história é o canal!

Antes de explicar a minha motivação em empreender, vou descrever resumidamente, a trajetória em minha carreira: ingressei profissionalmente em TI aos 17 anos. A primeira experiência foi em uma multinacional japonesa (1995 a 1999) e a segunda foi em uma empresa de TI iniciante (1999 – 2004), onde obtive experiências totalmente diferentes.

A primeira possuía uma estrutura mais sólida, estratégica e organizada. Porém, limitava o rápido crescimento e dinamismo. A segunda não tinha toda a estrutura de uma multinacional (eram apenas 19 pessoas), mas, em contra partida, existia uma estrada pela frente, com várias oportunidades de aprendizado. E, com isto, tive uma participação direta e ativa no crescimento da empresa.

Com toda a janela de oportunidade, percebi que sonhar e realizar é possível. Basta estar preparado e querer. Eu apenas não dei continuidade naquela consultoria de TI, pois ela passou, como na multinacional, a limitar o meu crescimento.

Com isto, analisei, em 2003, a viabilidade de montar a minha própria empresa, estudando os pontos fortes e as deficiências de cada organização em que eu passei.

Queria fazer diferente: fazer da forma correta! Isto me motivou a empreender.

Nas experiências anteriores, percebi que, a partir de um determinado porte de empresa, as pessoas passam a ser números, o que não concordo até hoje.

Priorizo, antes de tudo, o bom capital intelectual que existe dentro de nossos quadros. É nele que está o combustível da empresa e para quem buscamos manter a motivação constante. A DEAL é parte de um grupo ciente de que irá crescer sempre valorizando os excelentes profissionais que possui.

Conheci a Tecnologia aos 14 anos, quando estava na oitava série. Um amigo me disse que existia um tal de colégio técnico, onde não era necessário fazer faculdade para ter uma profissão. Pronto! Estava traçado o meu destino! (Por favor, apenas entendam tal afirmação considerando a minha idade na época! Crianças, estudem! Certamente, acabei fazendo faculdade e MBA.)

Com o passar do tempo, obtendo mais experiência e entendendo a necessidade das pessoas, organizações e mercado, percebi que Tecnologia é apenas a atividade meio, e não atividade fim!

Ela existe para facilitar a vida das pessoas, para melhor organizar e otimizar as empresas, para ajudar a transformar ideias em realidade. E isto tem tudo a ver com os meus objetivos: servir e ser útil.

Desde o início das operações da Deal, sempre tive um objetivo. Transformá-la em um grande grupo. Eu me espelho em grupos como Votorantim e Pão de Açúcar. Inicialmente, isto era apenas um desafio pessoal, mais uma meta a ser vencida. Este norte está criado desde o primeiro dia da empresa e está claro não somente para os nossos funcionários, como também, para os nossos clientes e parceiros.

Uma coisa era definir um norte. Outra coisa era o porquê de segui-lo. Qual o objetivo disto? O que quero com isto? Por que ser um grande grupo, se o que me motiva não é dinheiro? Vale a pena ser um grande grupo num país tão desigual e cheio de injustiças?

Acredito que cada ser humano tem uma missão na Terra. Com base nisto, venho estudando o que podemos chamar de “Além do Óbvio”. Sendo assim, eu tinha duas opções:

1 – Apenas tocar a minha vida.

2 – Fazer a diferença. Ajudar a melhorar o país em que vivemos!

Optei pela segunda, ou seja, empreendo para deixar um mundo melhor para as próximas gerações! E para isso, precisamos ser grandes, pois grandes, temos mais poder e influência, ajudamos a ditar regras, melhoramos a educação (fundamental para melhorar a nossa sociedade, política, etc.), impomos limites e respeito.

Aliás, faço questão de mencionar uma frase muito marcante em minha vida: Se a nossa geração não foi capaz de deixar um mundo melhor para os nossos filhos, queremos pelo menos deixar filhos melhores para o nosso mundo. (Fabio Barbosa, conselheiro do Santander)

Como disse, tenho uma difícil, mas não impossível missão nesta Terra. Acho que nem preciso dizer, mas adoro esta missão!!

A saída dos meus sócios foi um ponto desafiador na vida da Deal. Infelizmente, os sonhos de ambos não eram iguais aos meus. O que isto significa na prática: que falar e agir devem ter total coerência, ou seja, se eu quero um dia chegar a ser um grande grupo, é necessário investir fortemente neste sonho.

E com isto, o lucro é único: ou se reinveste na empresa, ou realiza resultado no bolso dos acionistas.

Como conseqüência, eu sempre optei por reinvestir boa parte dos lucros em nossa operação.

Vale ressaltar que admiro e respeito a decisão e opção dos meus ex-sócios e serei eternamente grato a eles por me ajudarem justamente no início de um grande sonho! Basílio e Gustavo, vocês são demais!

Em resumo, terminamos a sociedade, mas não a nossa amizade! E tenho certeza de que os nossos caminhos ainda se cruzarão novamente!

Aprendi um nobre ensinamento com o Sr Edson Hayashi, conselheiro administrativo do grupo, e também, conhecido como meu pai!

Problemas existem para serem enfrentados. Deixá-los de lado ou para trás o tornará um perdedor.

Faça a diferença, ou seja, não traga problemas, traga soluções!

Fonte: Itweb - 3/7/2011
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