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Santos, SP/

31/01/2011

Criatividade contra gargalos, em terra e nos ares

Editorial

Perto de 9 milhões de brasileiros vão experimentar, neste ano, as emoções da primeira viagem de avião, mais de 1,5 milhão somente nestas férias de verão. Esse público que debuta nos ares provoca mudanças de comportamento, algumas curiosas, nos segmentos ligados ao transporte aéreo.

Funcionários das companhias, por exemplo, passam por uma espécie de reciclagem e têm de recordar, em terra e no ar, um bê-á-bá há muito deixado de lado no trato com os passageiros.

Também cresce a oferta de guias, impressos e virtuais, com dicas para os estreantes nas viagens aéreas.

Atentas, as companhias correm para conseguir atender essa demanda crescente e, com criatividade, procuram contornar o gargalo na infraestrutura aeroportuária. Com participação ainda pequena na comparação com as líderes Tam e Gol, a Trip e a Azul investem em jatos de maior porte, ampliando a oferta de assentos, ao mesmo tempo em que criam novas rotas pelo interior do país.

É uma espécie de descentralização para atender o público emergente, cujo destino preferencial é justamente as cidades médias. A Trip voa hoje para 82 cidades e planeja ampliar esse número para 90 neste ano, incluindo regiões nordestinas onde ainda não está presente.

Plano semelhante tem a Azul, que também orienta seus radares em direção às cidades do interior, onde os gargalos inexistem ou são contornáveis.

Diante desse quadro, a semana passada trouxe duas notícias animadoras para a aviação comercial no país. Na primeira, o Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) concedeu a licença ambiental prévia para a ampliação do aeroporto de Viracopos.

Na sexta-feira (28/1), a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) estabeleceu regras para os reajustes tarifários nos terminais, obrigando a Infraero a cumprir requisitos de eficiência. Na prática, significa uma porta aberta para a concessão de aeroportos à iniciativa privada.

Afinal, pelo menos nestes próximos anos, ainda vai haver muita gente voando pela primeira vez. E quem estreou nos aviões neste ano certamente vai querer voar de novo.

Fonte: Brasil Econômico - 31/1/2011
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