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Santos, SP/

25/11/2011

Brasil conquista a rota mundial de feiras

Alex Ricciardi

São Paulo - Por atraírem cada vez mais visitantes e expositores internacionais, as grandes feiras de negócios brasileiras já começaram a ter impacto no setor em nível mundial - tanto que os organizadores dos maiores eventos de diversos setores em outros países têm começado a disputar datas com suas concorrentes no Brasil.

"Acabamos de atingir 201 feiras já marcadas para 2012, expansão de 11,6% sobre 2010. Estamos chegando a locação de 3,4 milhões de metros quadrados em pavilhões confirmada", explica o dirigente da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), Armando Campos Mello. Ele diz que em 2012 as feiras associadas à entidade devem movimentar no Brasil cerca de R$ 1,36 bilhão entre aluguel de estandes, alimentação, equipamentos, segurança, limpeza, transporte, montagem de estruturas e serviços gerais. "Aguardamos que 5,4 milhões de visitantes compareçam às nossas feiras no próximo ano. Teremos 42 mil empresas nacionais e cerca de 8 mil estrangeiras expondo."

Tanta agitação atrai players mundiais, como a Hannover Fairs Sulamérica, subsidiária nacional da alemã Deutsche Messe AG que passará a organizar uma versão local da MDA (Motion, Drive&Automation, feira alemã de hidráulica, pneumática e tecnologia mecânica), afirmou Wolfgang Pech, vice-presidente da Deutsche Messe.

Com a expressividade do setor e a falta de espaços para o segmento, empresários destacam a disputa pelos pavilhões, além do alto custo dos aluguéis. "O preço de se fazer feiras em São Paulo é muito alto se comparado ao de outros pontos do Brasil", observa Constantino Bäumle, diretor da companhia. Mas é difícil escapar do poder de atração da cidade mais rica da América Latina: "Fala-se muito em regionalização do mercado de feiras no Brasil, mas São Paulo sempre será um local privilegiado", vê Fábio Luiz Cerchiari, consultor da área.

Outra prova da relevância do Brasil no cenário internacional vem do upgrade entre as economias globais. Com Produto Interno Bruto (PIB) visto em US$ 2,4 trilhões em 2011, o País estaria pronto para superar o Reino Unido e virar a sexta maior economia do mundo, estima o site de finanças MarketWatch.

Fonte: DCI - 25/11/2011

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