04/02/2011

Boas notas na escola, mais notas na economia

Costábile Nicoletta - Diretor adjunto do Brasil Econômico

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) demonstra que cada R$ 1 investido pelo governo em ações sociais traz de volta R$ 1,37 em riquezas para a economia do país, como informa a reportagem de Maeli Prado na edição desta sexta-feira do Brasil Econômico.

No caso da renda, o efeito é mais notável: um incremento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em políticas sociais representa 2% de alta no rendimento das famílias.

O Brasil aplica 21,1% do PIB em previdência, educação, saúde e assistência social. De acordo com o Ipea, a educação gera mais valor para a economia. Cada R$ 1 investido pelo governo nessa área corresponde a R$ 1,85 de aumento no PIB.

O mesmo valor gasto no setor agropecuário ou de minério gera R$ 1,4 a mais no PIB, compara Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do instituto. Quem estuda consegue salários melhores e eleva seu consumo, analisa Castro: "Os investimentos sociais são uma alavanca essencial para o crescimento econômico com distribuição de renda".

O estudo do Ipea constata que investir em educação e em programas de melhoria de vida da população traz dividendos consideráveis para a economia. Consumidores mais bem instruídos passam a ser mais exigentes e obrigam as empresas a evoluir para atendê-los satisfatoriamente.

O mesmo se pode esperar de suas expectativas com relação a seus representantes políticos. Uma população letrada será menos tolerante com vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores e presidentes cuja atuação não condiga com as promessas de campanha.

Cidadãos bem informados de seus direitos compreendem melhor seus deveres na comunidade, no município onde moram. Têm condições de transformar o país, de tornarem-se pessoas melhores, mais preocupadas com o que acontece no mundo e empenhadas para que o planeta não sofra as consequências da ignorância humana.

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Costábile Nicoletta é diretor adjunto do Brasil Econômico

Fonte: Brasil Econômico - 4/2/2011
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