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Santos, SP/

22/03/2012

BC testa e aprova solvência de bancos brasileiros

Giulia Camillo (gcamillo@brasileconomico.com.br)

- Relatório de Estabilidade Financeira do BC mostrou solidez dos bancos brasileiros
- Relatório de Estabilidade Financeira mostrou que sistema nacional permaneceria solvente mesmo em cenário mais crítico

"Mesmo em cenários extremos, não haveria quebras de instituições no sistema bancário brasileiro".

A afirmação do diretor do Banco Central, Anthero de Moraes Meirelles, baseia-se nas conclusões do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta quarta-feira (21/3) pelo órgão.

O documento apresenta os resultados das análises sobre o sistema financeiro nacional, incluindo testes de estresse macroeconômico e de sensibilidade a variações das taxas de juros, câmbio e inadimplência.

Mesmo no cenário mais crítico avaliado, a conclusão foi de que não haveria instituições insolventes (com patrimônio negativo) no país, embora o Índice de Basileia do conjunto fique em 10,5%, abaixo dos 11% regulamentares.

Essa análise simula as piores situações desde 1999 para cada variável macroeconômica, com o dólar a R$ 3,59, a Selic a 28% e o Produto Interno Bruto recuando 5%.

Segundo Meirelles, esses testes são feitos considerando a situação atual dos bancos e que não haja medidas do governo ou das próprias instituições para mitigar esses problemas.

"É uma situação hipotética, muito pouco provável, mas que serve para avaliar a resiliência do sistema. Mesmo assim, não teria quebra de nenhum banco", explica o diretor do BC.

Situação real

Na análise do cenário atual, o BC também destaca a robustez do sistema bancário brasileiro. Segundo o Relatório, o crédito cresceu a uma taxa de 19% em 12 meses em 2011, mostrando um arrefecimento do ritmo visto em 2010 (20,6%) e uma convergência para uma maior sustentabilidade da expansão.

Já a inadimplência seguiu em alta no final do ano passado, com as taxas nas carteiras de Pessoa Física e Jurídica atingindo 5,5% e 1,9%, respectivamente, em dezembro. Apesar do aumento, o Banco Central mostra-se otimista em relação aos atrasos nos pagamentos, prevendo uma estabilização da taxa.

Em termos de rentabilidade, o documento indica que houve uma interrupção no crescimento devido a ajustes nas provisões para crédito. "Não obstante, indicadores macroeconômicos do mercado interno sugerem que se trata de impacto pontual, e não de tendência", aponta.

Basileia

Por fim, a conclusão do Banco Central é de que a solidez do sistema financeiro nacional permaneceria mesmo com a introdução das normas Basileia III.

Em dezembro, o conjunto do sistema bancário brasileiro possuía um Índice de Basileia de 16,3%, acima da exigência mínima, de 11%.

"Considerando as recomendações de Basileia III e supondo que sua introdução fosse imediata, a simulação revela que a maioria das instituições do sistema bancário estaria apta a cumprir as novas exigências", completa o Relatório.

Fonte: Brasil Econômico - 21/3/2012

 

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