14/04/2011

Atraindo investimentos

Adriano Pires - Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE)

Com a abertura do mercado em 1997 e com as recentes descobertas de grandes reservas de petróleo no pré-sal, o Brasil tem se tornado cada vez mais atrativo para investimentos.

A US Energy Information Administration (EIA) estima que o Brasil é o país que mais contribuirá para o crescimento da produção de petróleo no mundo entre 2008 e 2030, com um incremento na produção da ordem de 2,8 milhões de barris por dia (b/d) no período.

A OGX é a maior companhia privada de petróleo e gás do Brasil. Em junho de 2008, a OGX iniciou a negociação de suas ações, tendo captado US$ 4,1 bi.

A OGX tem participação em 29 blocos exploratórios sob concessão nas bacias de Campos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Parnaíba e Santos. A OGX possui um valor de mercado de aproximadamente US$ 40 bi.

A HRT Oil and Gas foi criada em julho de 2009. O portfólio da empresa é constituído por 21 blocos na Bacia do Solimões e 5 blocos offshore localizados na Namíbia. O valor de mercado é de US$ 6,9 bi, e seus recursos certificados líquidos são de 2,073 bilhões de bep. Em outubro de 2010, a empresa realizou seu IPO e arrecadou R$ 2,5 bi.

A QGEP é concessionária em oito blocos de exploração no Brasil. No início de fevereiro, a empresa realizou seu IPO, no qual arrecadou R$ 1,5 bi. Diferentemente de OGX e HRT, a QGEP já apresenta áreas em produção, como Manati, na Bacia de Camamu (BA) no qual detém 45% de participação em parceria com a Petrobras.

A espanhola Repsol desistiu de realizar seu IPO no Brasil após realizar uma ampliação de capital totalmente subscrita pela chinesa Sinopec por US$ 7,1 bi, e que deu direito a 40% da sociedade à petrolífera chinesa.

A BG, Galp e Shell também declararam aumento em seus de investimento no Brasil. A BG triplicou sua previsão de investimentos no Brasil de US$ 10 bi para US$ 30 bi no período 2011-2015. O Brasil é o principal alvo de investimento da companhia, que projeta uma produção de 550 mil bep/d no país em 2020.

A companhia iniciou um projeto para instalação de um centro de pesquisas no país, ao qual destinará inversões de cerca de US$ 1,5 bi nos próximos 10 a 15 anos. A Galp pretende realizar em breve sua capitalização.

A estratégia, poderá ser o lançamento de ações em bolsa de valores ou o direcionamento dos papéis às empresas parceiras, investidores institucionais ou fundos de investimentos, com valor previsto de US$ 2,8 bi. A Galp planeja investir US$ 7 bilhões até 2015, sendo US$ 1,7 bi este ano e o restante entre 2012 e 2015.

A Shell pretende perfurar dez poços nos próximos dezoito meses no pré-sal da Bacia de Santos, blocos em terra na Bacia do São Francisco, na Bacia de Campos e na área chamada Parque das Conchas. O valor dos investimentos, não declarados oficialmente pela empresa, é estimado pelo mercado em US$ 2,5 bi.

Em um momento em que o país apresenta estabilidade econômica e política, a indústria petrolífera, desde que não seja submetida a demasiado intervencionismo, tem potencial para atrair novos investimentos e ampliar o desenvolvimento do Brasil.

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Adriano Pires é diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE)

Fonte: Brasil Econômico - 14/4/2011
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