Clima e Previsão do Tempo
Santos, SP/

29/03/2011

As lições da escassez de mão de obra

Editorial

Maior hidrelétrica do planeta, com um conjunto de 26 turbinas e potencial de 18,2 mil megawatts (MW), Três Gargantas, no rio Yang-Tsé, na China, é tida como um dos símbolos da capacidade de realização da potência asiática.

No mundo da energia chegou-se até a ensaiar uma rivalidade com a congênere brasileira Itaipu, cujas 20 turbinas e capacidade máxima de geração de 14 mil MW colocaram-na em segundo lugar, entre as maiores, quando a usina chinesa entrou em produção plena alguns anos atrás.

Por isso, causou surpresa a informação sobre um encontro, em Londres, em abril de 2008, entre os diretores das duas hidrelétricas, por solicitação dos chineses. Mais surpreendente foi o motivo da reunião, a negociação de um acordo de assistência nas áreas de operação e manutenção de Três Gargantas.

Com know how próprio, fruto de quase duas centenas de alterações no projeto das máquinas, quando apresentavam problemas, os técnicos brasileiros surgiram como os mais capacitados para socorrer os chineses, que não conseguiam chegar ao potencial máximo de geração das turbinas.

O episódio merece ser lembrado no momento em que crescem em diferentes segmentos da indústria as lamentações sobre a escassez de mão de obra qualificada.

Em alguns casos, o tom dos lamentos dão a entender que a falta de qualificação dos trabalhadores pode até reduzir o ritmo de crescimento do país, jogando para baixo um Produto Interno Bruto, projetado entre 4,5% e 5% em 2011.

É o caso da indústria naval que, enquanto espera a liberação de recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), financiador de 80% de suas atividades, tem dificuldade para contratar um contingente calculado em 10 mil trabalhadores, que vão se juntar aos 56 mil atualmente atividade nessa indústria, como mostra o repórter Paulo Justus na edição desta terça-feira (29/3) do Brasil Econômico.

Essa carência expõe a importância de as empresas colocarem o aperfeiçoamento de seus trabalhadores como uma das prioridades. É uma garantia de bons resultados junto aos competidores internos e também pode assegurar voos mais altos em direção ao mercado externo. Como no caso dos técnicos de Itaipu.

Fonte: Brasil Econômico - 29/3/2011
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