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Santos, SP/

20/03/2012

Alunos da 50.ª turma do Curso de Café da ACS visitam Fazenda Boa Esperança, em Bragança Paulista

Alunos da 50.ª turma do Curso de Café da ACS visitam Fazenda Boa Esperança, em Bragança Paulista

Os alunos da 50.ª turma do Curso de Classificação e Degustação de Café da Associação Comercial de Santos (ACS) visitaram, na última sexta-feira, 16 de março de 2012, a Fazenda Boa Esperança, da Queiroz de Moraes Companhia de Café, em Bragança Paulista, a 90 quilômetros da Capital paulista.

A visita faz parte das atividades do Curso de Café da ACS. As aulas da 50.ª turma começaram em 5 de março de 2012 e terminarão em 29 de março, quando ocorrerá a solenidade de formatura.

A comitiva, integrada por 14 alunos, foi liderada pelo diretor Ronaldo Taboada, 1.º secretário da Associação Comercial de Santos.

Os alunos da 50.ª turma saíram da sede da Associação Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137, Centro Histórico, às 7h10 de sexta-feira.

O gerente José Adil Braggion, da Fazenda Boa Esperança, recebeu a comitiva da ACS, juntamente com Ana Teresa Braga Lonzi, do Apoio Comunicação; Micheli de Faria, consultora de qualidade; Erik Morandin, coordenador de torrefação do Terroir de Bragança; Emerson Moraes, representante comercial do Terroir de Bragança; e Ricardo Rufino Junior, auxiliar de produção.

A fazenda

A Fazenda Boa Esperança fica nas encostas da Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo, a 30 quilômetros do sul de Minas Gerais.

A Queiroz de Moraes produz o Terroir de Bragança na fazenda, exclusivamente a partir de grãos de café das variedades catuaí, catucai, obatã, bourbon, tupi e novo mundo.

Cada variedade conta dispõe de espaço delimitado de cultivo e acompanhamento constante para garantir o melhor desenvolvimento. A colheita do café acontece em períodos determinados, com mão de obra treinada e de forma criteriosa.

O complexo engloba ainda as Fazendas Santa Maria e Fenícia.

As coordenadas geográficas da Fazenda Boa Esperança são: Latitude Sul de 22 99 1350° e Longitude Oeste de 46 57 5494°

Bragança Paulista fica no Planalto Atlântico, nas encostas da Serra da Mantiqueira, e oferece condições especiais para o cultivo do café.

O Terroir de Bragança é produzido em área controlada na Fazenda Boa Esperança, detentora de selos de qualidade que garantem a produção rastreável, responsável e sustentável, em respeito às normas e aos mais exigentes mercados nacionais e internacionais.

Da escolha das variedades de plantio, em áreas privilegiadas com até 1.080 metros de altitude, até a industrialização, tudo é rigorosamente acompanhado e registrado.

O ciclo de café de Bragança Paulista aconteceu nos Séculos 18 e 19, impulsionando a construção de ferrovias e trazendo riqueza à região. No decorrer do Século 20, a cidade e arredores sofreram com o abandono dos cafezais, mas viram um renascimento como polo produtor de café.

Neste contexto, a Queiroz de Moraes contribui para resgatar a qualidade e o sabor do café de tradição secular da região.

A fazenda dispõe de moderna torrefação, produtora de quatro cafés de excelente qualidade, comercializados no mercado nacional:

1) Suprême – De grãos de microlotes colhidos na Fazenda Boa Esperança, 100% processados artesanalmente, originando um produto exótico com sabor e aroma inigualáveis.

2) Edition Limiteé – De grãos excepcionais, peneiras altas de frutas maduras colhidas a mão em plantas acima de 1.000 metros. Sabor acentuado e marcante, acidez cítrica e aroma frutado.

3) Gourmet – Blend sofisticado de peneiras altas, frutas maduras, artesanal, em terreiros suspensos, aroma com notas de caramelo e toque achocolatado.

4) Café Classique – Expresso, de aroma e sabor diferenciados, com secagem em terreiro tradicional.

Mais informações sobre a fazenda e os cafés especiais podem ser obtidas no site: www.terroirdebraganca.com.br

Programação

O programa na Fazenda Boa Esperança começou com recepção com café da manhã na sede, que reproduz uma estação de trem e conta inclusive com uma locomotiva Maria Fumaça, da antiga Companhia Paulista (CP), um vagão-restaurante e um especial, com poltronas e sofá, para transporte de passageiros.

Na recepção, todos foram convidados a assistir um vídeo institucional da fazenda, que apresentou um panorama das atividades, da plantação até o café servido na xícara.

Depois, os alunos fizeram visita ao campo, para conhecerem as espécies de cafeeiros e outros detalhes, características e variedades dos pés de café.

O próximo passo do roteiro foi conhecer os sistemas de terreiros para secagem dos grãos. Um dos destaques foi o terreiro suspenso, com cobertura.
Todas as atividades de campo são devidamente registradas em sistemas informatizados, que permitem acompanhar cada etapa da produção.

A seguir, o almoço, servido na recepção, mas desfrutado no vagão-restaurante, assim como a sobremesa.

A degustação foi realizada nas salas de provas de café. Foram preparadas quatro variedades de café para os alunos do curso da Associação Comercial de Santos experimentarem e apontarem características como aroma e sabor.

Após a degustação, os alunos conheceram as tulhas, onde o produto fica armazenado em repouso. Também visitaram o armazém, onde a carga permanece estocada em sacos de 60 quilos, para serem então despachados para o Porto de Santos.

A visita foi encerrada no final da tarde, quando a comitiva regressou para Santos.

Eis o nome dos alunos que fizeram a visita à Fazenda Boa Esperança:

Bruno Henrique dos Santos Silva - Stockler Comercial e Exportadora
Diego Morais Monteiro - MC Coffee do Brasil
Emanuel da Silva Fagundes - Portobello Surveying Certificação, Inspeção e Intermediação
Fábio Graciano Machado - Portobello Surveying Certificação, Inspeção e Intermediação
Felipe Drumond Marinho Marques - Volcafé
Goshi Ogawara - UCC Ueshima Coffee do Brasil
Guilherme de Arruda Botelho
Isabela Soares de Andrade - UCC Ueshima Coffee do Brasil
João Daniel Ferreira de Andrade
Luana Camila Figueiredo de Almeida - Porto de Santos Comércio e Exportação
Marcelo Lima dos Santos - Stockler Comercial e Exportadora
Milene Trindade de Jesus - Associação Comercial de Santos 
Newton Junqueira Franco de Mattos
Simone Maciel Padro Mangrão

O curso da ACS

O Curso de Classificação e Degustação de Café da Associação Comercial de Santos é  realizado desde 1989, sempre com aulas de segunda a sexta-feira, durante um mês, e habilitou mais de 750 profissionais.

Durante o ano, a ACS promove cursos nos meses de março, maio, julho, setembro e novembro. A turma de julho é integrada principalmente por japoneses, que vêm especialmente a Santos para as aulas.

Para participar é necessário ter 18 anos de idade, cópia do diploma ou certificado de conclusão do Ensino Fundamental ou equivalente, atestado de sanidade bucal emitido por profissional habilitado e cópia da cédula de identidade ou passaporte.
 
Entre os objetivos, o curso pretende formar profissionais capazes de identificar as diferentes características do café, atender às exigências do mercado e criar oportunidades de negócio. Além de atrair alunos de todo o Brasil, é reconhecido também pelos principais países consumidores.
 
O curso de café da ACS é considerado o melhor da modalidade no País e um dos principais do mundo e oferece a oportunidade de acompanhar todo o processo do grão – desde a produção até a estufagem para exportação.
 
A programação inclui atividades extraclasse, como a viagem à fazenda produtora de café e visita a um terminal de embarque do produto no porto.

As aulas teóricas e práticas de classificação e degustação são realizadas na Sala de Classificação da ACS, na Rua XV de Novembro, 137 - 3.º andar.
 
Os alunos passam por aprendizagem teórica e prática sobre a história do café, produção, armazenagem, aspectos econômicos nacionais e internacionais, legislação, tecnologia, fiscalização, identificação de grãos, prova de bebida e desenvolvimento de blends.
 
Ao final, os alunos aprovados recebem, além do certificado, a carteira de classificador de café e uma colher de prova.

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