Clima e Previsão do Tempo
Santos, SP/

08/08/2012

Ações de Petrobras e Vale perdem no ano; saiba o que fazer

As ações da Petrobras e da Vale sempre foram o porto seguro dos investidores brasileiros. Além da solidez das empresas, contavam a seu favor os retornos expressivos registrados nos últimos anos.

De alguns meses para cá, porém, a situação mudou, e os especialistas alertam: o ideal é que o investidor "abra seus horizontes".

Só este ano, até 2 de agosto, as ações ordinárias (ON) da Petrobras (PETR3) acumulam queda de 10,27%, segundo cálculos da Economatica.

As ações ordinárias da Vale (VALE3) registram queda de 4,5%. Ações ordinárias são aquelas que dão ao investidor direito a voto nas assembleias da empresa.

Antes da crise financeira de 2008, as ações das duas empresas acumulavam ganhos expressivos.

Em 2007, as ON da Petrobras tiveram ganho acumulado de 98,88%. Em 2008, porém, veio a reviravolta: a queda foi de 45,74%.

De lá para cá, as oscilações foram intensas. Em 2009, o ganho foi de 55,62%. Em 2010 e 2011, houve queda (de 24,33% e 22,21%, respectivamente).

Ações ordinárias da Vale acumulam queda de 4,5%

As ações da Vale seguiram por caminhos parecidos. Depois do ganho expressivo de 2007 (88,90%), registraram queda em 2008 (de 51,72%).

A situação ainda foi favorável em 2009 (alta de 83,39%) em 2010 (ganhos de 13,75%). No ano passado, porém, a queda foi de 24,11%.

Os resultados se mostram ruins para quem investiu em ações das duas empresas nos últimos anos não só diretamente, mas também por meio de fundos de ações.

Os fundos com maior número de cotistas hoje no Brasil são justamente aqueles que compram papéis apenas de uma das duas empresas.

Situação não deve mudar no curto prazo

A expectativa diante da exploração da camada pré-sal e as eventuais interferências do governo na sua gestão são os motivos da instabilidade das ações da Petrobras, diz Ricardo Almeida, professor de Finanças da HSM Educação.

A empresa teve, no segundo bimestre deste ano, um prejuízo de R$ 1,3 bilhão – o primeiro desde 1999. Para o especialista, a situação não deve se reverter no curto prazo.

O resultado da Vale também ficou abaixo das expectativas dos analistas no segundo trimestre. A empresa teve um lucro líquido de US$ 2,662 bilhões, 58,7% menos que no mesmo período de 2011.

"O resultado da Vale é emblemático, porque mostra que existe uma nova realidade para o setor minerador. O preço do minério de ferro na China, o principal mercado para o Brasil, vem caindo muito nos últimos meses", diz Roberto Altenhofen, analista da Empiricus Research e consultor do site Investmania.

Para Altenhofen, a perspectiva, tanto no caso da Vale como da Petrobras, é de resultados “contidos” nos próximos meses, pelo menos até o fim do ano.

Especialistas sugerem que investidor 'saia do lugar comum'

Os especialistas sugerem, assim, que os investidores abram o "leque de opções" e não fiquem restritos às antigas "queridinhas" da Bolsa.

"Para quem vai entrar na Bolsa agora, o ideal é pulverizar seus investimentos por vários setores e privilegiar o mercado interno", diz Marcos Crivelaro, professor de finanças da Fiap.

Ricardo Almeida, da HSM Educação, concorda. "A ideia de que Petrobras e Vale são empresas sempre seguras precisa ser desmitificada", diz. "Vivemos uma economia mais sólida e existem outras empresas que, assim como Petrobras e Vale, também não apresentam riscos, mas cujas ações têm menos oscilações. É preciso sair do lugar comum."

Os especialistas sugerem a compra de ações de empresas geradoras e transmissoras de energia elétrica, que geralmente pagam bons dividendos. Os dividendos são a parte do lucro que as empresa distribuem aos seus acionistas.

Fundos diversificados podem minimizar perdas

Já quem optar por investir por meio de fundos deve, na análise do professor Crivelaro, optar por carteiras diversificadas, que não fiquem restritas a ações, mas também tenham aplicações em renda fixa. "No longo prazo, isso pode minimizar as perdas", diz.

Para quem já tem ações das duas empresas, a dica de Roberto Altenhofen, da Empiricus Research, é ter calma. "Como os preços das ações estão depreciados, eu evitaria mexer nelas agora para não haver prejuízo. O investidor só deve mexer se precisar mesmo do dinheiro", afirma.

O analista só enxerga uma possível mudança de cenário no longo prazo, dentro de cerca de um ano e meio. "Nesse sentido, se o investidor quiser comprar ações das duas empresas agora e segurá-las por um tempo, pode ser uma boa."

Fonte: UOL / 8/8/2012

Voltar

Leia também

Associação Comercial promove II Seminário Internacional Universidade- Empresa da Baixada Santista, SANTAPORTAL, 07/10/2022

Associação Comercial realiza evento sobre tecnologia quântica

Previsão Oceanográfica

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site, de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.