{"id":94141,"date":"2020-10-15T14:28:13","date_gmt":"2020-10-15T17:28:13","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/economia-divida-do-pais-deve-ser-a-2a-maior-dos-emergentes-em-2020\/"},"modified":"2020-10-15T14:28:13","modified_gmt":"2020-10-15T17:28:13","slug":"economia-divida-do-pais-deve-ser-a-2a-maior-dos-emergentes-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/economia-divida-do-pais-deve-ser-a-2a-maior-dos-emergentes-em-2020\/","title":{"rendered":"ECONOMIA:  D\u00edvida do pa\u00eds deve ser a 2\u00aa maior dos emergentes em 2020"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil dever\u00e1 atingir em 2020 o segundo maior n\u00edvel de d\u00edvida p\u00fablica de um grupo de 40 pa\u00edses emergentes e de renda m\u00e9dia, segundo estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). Nas proje\u00e7\u00f5es do FMI, o endividamento bruto brasileiro alcan\u00e7ar\u00e1 a marca de 101,4% do PIB, atr\u00e1s apenas dos 120,3% do PIB previstos para Angola, e muito acima dos 62,2% do PIB esperados para a m\u00e9dia desse grupo de economias. O n\u00famero deve ficar em 61,7% do PIB na China, em 89,3% do PIB na \u00cdndia e em 65,5% do PIB no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Pelas estimativas do Fundo, o Brasil ter\u00e1 a maior d\u00edvida bruta das economias emergentes e de renda m\u00e9dia em 2022, quando o indicador atingir\u00e1 103,5% do PIB, ao passo que a de Angola recuar\u00e1 para 93,8% do PIB. Os n\u00fameros fazem parte do Monitor Fiscal, relat\u00f3rio divulgado na \u00edntegra nesta quarta-feira. O documento indica que o endividamento bruto brasileiro crescer\u00e1 at\u00e9 2025 (data da \u00faltima proje\u00e7\u00e3o que consta do texto), quando dever\u00e1 bater em 104,4% do PIB. A d\u00edvida bruta \u00e9 um dos principais indicadores de solv\u00eancias das contas p\u00fablicas acompanhados pelos analistas.<\/p>\n<p>Em 2019, o endividamento bruto do Brasil ficou em 89,5% do PIB, de acordo com os n\u00famero do Fundo, que adota uma metodologia diferente da usada pelas autoridades brasileiras para o c\u00e1lculo do indicador. O FMI inclui na conta os t\u00edtulos do Tesouro na carteira do Banco Central (BC), ao passo que, pelo crit\u00e9rio brasileiro, esses pap\u00e9is n\u00e3o s\u00e3o considerados. Em 2019, a d\u00edvida bruta do pa\u00eds ficou em 75,8% do PIB pela metodologia usada pelo BC. O FMI espera que, pelo crit\u00e9rio brasileiro, o endividamento bruto do pa\u00eds fique em 99% do PIB neste ano.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, o Fundo diz que o Brasil est\u00e1 entre os principais pa\u00edses n\u00e3o exportadores de petr\u00f3leo com maior alta da d\u00edvida neste ano, com uma eleva\u00e7\u00e3o de 12 pontos percentuais do PIB, enquanto \u00cdndia e \u00c1frica do Sul ver\u00e3o o seu n\u00edvel de endividamento subir 17 pontos do PIB.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o fiscal de pa\u00edses emergentes e desenvolvidos piorou de modo generalizado em 2020 devido ao impacto da covid-19, que levou ao aumento das despesas p\u00fablicas e \u00e0 queda das receitas, devido ao tombo da atividade econ\u00f4mica. Nos pa\u00edses avan\u00e7ados, o endividamento bruto vai subir de 105,3% do PIB em 2019 para 125,5% do PIB em 2020, enquanto o dos emergentes deve crescer de 52,6% do PIB para 62,2% do PIB, estima o FMI.<\/p>\n<p>O Monitor Fiscal tamb\u00e9m mostra uma forte piora do d\u00e9ficit p\u00fablico brasileiro neste ano. O rombo prim\u00e1rio (que exclui gastos com juros) deve subir de 1% do PIB em 2019 para 12% do PIB em 2020, enquanto o da m\u00e9dia dos emergentes ficar\u00e1 em 8,8% do PIB, prev\u00ea o Fundo. Para o ano que vem, o FMI espera um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 3,1% do PIB. Nas contas do Fundo, o Brasil deve apresentar resultados prim\u00e1rios no vermelho at\u00e9 2025 \u2014 o limite do horizonte das proje\u00e7\u00f5es \u2014, quando o buraco seria de 0,1% do PIB.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de deteriora\u00e7\u00e3o expressiva tamb\u00e9m do d\u00e9ficit nominal, que considera despesas com juros. Nesse caso, o rombo deve pular de 6% do PIB em 2019 para 16,8% do PIB em 2020, bem acima da m\u00e9dia dos emergentes, de 10,7% do PIB.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, o FMI diz que opera\u00e7\u00f5es fora do or\u00e7amento e medidas quase fiscais tamb\u00e9m podem aumentar vulnerabilidades fiscais, citando o caso de estatais que aumentaram o apoio \u00e0 economia por meio de mais empr\u00e9stimos a companhias e fam\u00edlias no Brasil (uma refer\u00eancia \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos bancos p\u00fablicos).<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m \u00e9 mencionado num boxe do relat\u00f3rio que trata de qu\u00e3o \u201cverde\u201d tem sido a resposta \u00e0 crise da covid-19. O texto diz que alguns pa\u00edses ofereceram empr\u00e9stimos para investimentos verdes, como para a limpeza de po\u00e7os inativos de petr\u00f3leo no Canad\u00e1, a moderniza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos comerciais na Alemanha e a constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura resistente ao clima no Jap\u00e3o. \u201cMedidas negativas foram principalmente resgates [de empresas], como para companhias a\u00e9reas no Brasil, na China e na Fran\u00e7a. At\u00e9 o momento, apenas a Fran\u00e7a atrelou condicionalidades significativas de sustentabilidade ao seu resgate\u201d, diz o FMI.<\/p>\n<p>O encontro anual do FMI e do Banco Mundial ocorre nesta semana, realizado de modo virtual por causa da pandemia de covid-19.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico O Brasil dever\u00e1 atingir em 2020 o segundo maior n\u00edvel de d\u00edvida p\u00fablica de um grupo de 40 pa\u00edses emergentes e de renda m\u00e9dia, segundo estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). 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