{"id":67231,"date":"2015-05-26T00:00:00","date_gmt":"2015-05-26T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/restauracao-sem-burocracia-aquece-construcao-em-lisboa-a-tribuna-26-5-2015\/"},"modified":"2015-05-26T00:00:00","modified_gmt":"2015-05-26T03:00:00","slug":"restauracao-sem-burocracia-aquece-construcao-em-lisboa-a-tribuna-26-5-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/restauracao-sem-burocracia-aquece-construcao-em-lisboa-a-tribuna-26-5-2015\/","title":{"rendered":"Restaura\u00e7\u00e3o sem burocracia aquece constru\u00e7\u00e3o em Lisboa &#8211; A Tribuna &#8211; 26\/5\/2015"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; <a href=\"http:\/\/www.atribuna.com.br\/\">http:\/\/www.atribuna.com.br\/<\/a> &#8211;&nbsp;26\/5\/2015, p\u00e1gina C-4, Economia<\/p>\n<p><em>Integram a delega\u00e7\u00e3o, representando a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (ACS), o presidente, Roberto Clemente Santini; o 1.\u00ba diretor financeiro, Andr\u00e9 Canoilas; V\u00edtor de Souza, presidente do Conselho Fiscal; Fabr\u00edcio Guimar\u00e3es Juli\u00e3o, do Conselho Fiscal; Lup\u00e9rcio Sim\u00e3o Conde, coordenador da C\u00e2mara Setorial de Incorpora\u00e7\u00e3o e Constru\u00e7\u00e3o Civil; e Marcio Calves, diretor executivo.<\/em><\/p>\n<p># Capital portuguesa estimula retrofit, projeto que revitaliza e d\u00e1 voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica a pr\u00e9dios antigos degradados<\/p>\n<p>MARCELO SANTOS<br \/>ENVIADO A LISBOA<\/p>\n<p>Com uma economia abalada pela crise global e uma legisla\u00e7\u00e3o arcaica que colaborou para a degrada\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o e a estagna\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio, os portugueses arrega\u00e7aram as mangas para aquecer os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Enterraram as leis que protegiam os inquilinos a ponto de inviabilizar as reformas dos im\u00f3veis da capital Lisboa, incentivaram as restaura\u00e7\u00f5es das constru\u00e7\u00f5es antigas e facilitaram o ingresso de europeus em busca de clima mais quente.<\/p>\n<p>Hoje, os brasileiros, entre os estrangeiros, lideram as compras de im\u00f3veis da cidade, em meio aos incentivos fiscais que atraem ainda franceses, ingleses, sul-africanos e angolanos.<\/p>\n<p>Nas ruas de Lisboa, s\u00e3o comuns os canteiros de obra de retrofit, nome que a constru\u00e7\u00e3o d\u00e1 aos projetos de restauro que d\u00e3o utilidade econ\u00f4mica a pr\u00e9dios &nbsp;antigos abandonados e que ganham escrit\u00f3rios ou apartamentos.<\/p>\n<p>O franc\u00eas Arthur Moreno chegou a Lisboa em 2011 e imediatamente se apaixonou pelo centro hist\u00f3rico. Junto com um s\u00f3cio criou a Stone, empresa especializada em retrofit. Nove projetos da Stone j\u00e1 movimentaram \u20ac 100 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 340 milh\u00f5es ao c\u00e2mbio de ontem) obtidos junto a fundos imobili\u00e1rios n\u00e3o portugueses.<\/p>\n<p>Em geral, a Stone restaura a fachada, mas praticamente reconstr\u00f3i o interior.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do Edif\u00edcio Cartier, na Avenida da Liberdade, 240, com 5 mil metros quadrados de escrit\u00f3rios e lojas, cuja \u00e2ncora \u00e9 a grife de rel\u00f3gios Cartier. \u201c\u00c9 um dos melhores retrofits de Lisboa\u201d, disse Moreno ontem, no semin\u00e1rio sobre investimentos portugueses no Hotel Tivoli, organizado pelo F\u00f3rum da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o de Santos e Regi\u00e3o (Ficon), em Lisboa.<\/p>\n<p>Uma comitiva de empres\u00e1rios e autoridades do Ficon estar\u00e1 at\u00e9 amanh\u00e3 em Lisboa para conhecer as solu\u00e7\u00f5es portuguesas para a constru\u00e7\u00e3o. O Ficon \u00e9 uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o, com realiza\u00e7\u00e3o da Una Marketing de Eventos.<\/p>\n<p>Segundo Moreno, o projeto da Cartier consumiu dois anos de trabalho. \u201cRestauramos a fachada e escavamos tudo por dentro e constru\u00edmos\u201d. O projeto acabou sendo coroado pela grife francesa, que buscava instala\u00e7\u00f5es nobres para marcar seu retorno a Portugal.<\/p>\n<p>Apesar do fil\u00e3o do retrofit, Portugal ainda est\u00e1 mergulhado em uma crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Pelo menos at\u00e9 agora, a recess\u00e3o d\u00e1 sinais de que ficou para tr\u00e1s e o produto interno bruto cresce perto de 2%, mas o pa\u00eds ainda paga uma conta muito alta pelos excessos ap\u00f3s ingresso na Comunidade Europeia.<\/p>\n<p>AUSTERIDADE<\/p>\n<p>Portugal est\u00e1 sujeito \u00e0 pol\u00edtica de austeridade imposta pela Uni\u00e3o Europeia para receber o socorro financeiro do come\u00e7o da d\u00e9cada. O setor p\u00fablico cortou despesas e deflagrou privatiza\u00e7\u00f5es e isso est\u00e1 longe de acabar (a estatal a\u00e9rea TAP ser\u00e1 privatizada). O clima econ\u00f4mico melhorou, mas n\u00e3o se sabe se daqui para frente o pa\u00eds crescer\u00e1 com for\u00e7a.<\/p>\n<p>O colapso econ\u00f4mico levou Portugal a fazer reformas e disputar capitais com outros pa\u00edses, inclusive com vizinhos da UE. O diretor geral da consultoria imobili\u00e1ria Porta da Frente-Christie&#8217;s, Rafael Ascenso, afirma que Portugal tinha uma economia estagnada, onde a renda era controlada pelo estado, que come\u00e7ou a ser modernizada nos \u00faltimos 15 anos.<\/p>\n<p>No come\u00e7o da d\u00e9cada, Portugal sentiu o impacto da crise financeira que atropelou a Europa e Estados Unidos entre 2007 e 2008. O governo n\u00e3o conseguia mais financiar seus gastos. Era hora de apertar o cinto, principalmente o da popula\u00e7\u00e3o, e fazer todo o esfor\u00e7o para atrair capital externo, inclusive o de brasileiros via setor imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>EM SEU SEGUNDO DIA EM LISBOA, A COMITIVA DO FICON VISITAR\u00c1 O PARQUE DAS NA\u00c7\u00d5ES E A C\u00c2MARA MUNICIPAL, ONDE SER\u00c1 RECEBIDA PELAS AUTORIDADES DO URBANISMO E DO PROGRAMA INVEST LISBOA.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p># Incentivo<\/p>\n<p>Hoje, os brasileiros, entre os estrangeiros, lideram compras de im\u00f3veis em Lisboa, em meio aos incentivos fiscais que atraem ainda franceses, ingleses, sul-africanos e at\u00e9 angolanos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p># Brasileiros na mira dos portugueses<\/p>\n<p>Lisboa, assim como Miami (EUA), \u00e9 uma das cidades do mundo beneficiada pela legi\u00e3o de brasileiros que compra im\u00f3veis no exterior. O primeiro atrativo \u00e9 o pre\u00e7o baixo. A cidade \u00e9 a segunda capital europeia mais barata. Enquanto o metro quadrado m\u00e9dio de Londres, a mais cara, \u00e9 de \u20ac 12 mil (R$ 40,8 mil), o de Lisboa \u00e9 de \u20ac 2 mil (R$ 6.800), pre\u00e7o inferior ao de muitos im\u00f3veis da orla santista.<\/p>\n<p>Segundo autoridades de Lisboa, 95% dos licenciamentos de obras em im\u00f3veis s\u00e3o de reformas em pr\u00e9dios antigos e 5% para novas constru\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para novas edifica\u00e7\u00f5es e, portanto, o restauro \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o do mercado local.<\/p>\n<p>Enquanto em Santos h\u00e1 exig\u00eancias de preserva\u00e7\u00e3o at\u00e9 das partes internas de constru\u00e7\u00f5es antigas, o que afasta o interesse de potenciais investidores que querem infraestrutura moderna, em Lisboa as fachadas antigas s\u00e3o sagradas, mas o interior pode ser totalmente reconstru\u00eddo.<\/p>\n<p>O resultado disso s\u00e3o pr\u00e9dios com fachadas antigas deslumbrantes e interior de alto padr\u00e3o, com cozinhas equipadas e arm\u00e1rios embutidos, tais como os dos edif\u00edcios modernos. \u00c9 l\u00f3gico que nestas condi\u00e7\u00f5es o metro quadrado n\u00e3o \u00e9 barato. Por exemplo, a Porta da Frente-Christie&#8217;s lan\u00e7ar\u00e1 nas pr\u00f3ximas semanas o empreendimento do n\u00famero 203 da avenida Liberdade com apartamentos de at\u00e9 278 metros quadrados a \u20ac 7 mil o metro quadrado &#8211; quase o dobro do alto padr\u00e3o de Santos.<\/p>\n<p>Esse im\u00f3vel, h\u00e1 quatro anos, quando a revitaliza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se espalhar por Lisboa, estava entre os tantos degradados da cidade. Segundo fontes, leis arcaicas protegiam inquilinos e seus descendentes, que ficavam d\u00e9cadas ocupando os im\u00f3veis. Os donos n\u00e3o lucravam com seus bens, que com o tempo ficavam degradados.<\/p>\n<p>A decad\u00eancia se espalhou pela cidade.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi acelerar o despejo dos inadimplentes, que antes durava alguns anos e passou a ser feito em poucos meses. Entre outros benef\u00edcios fiscais para a revitaliza\u00e7\u00e3o, a possibilidade do lucro oxigenou a constru\u00e7\u00e3o civil da capital. A Avenida da Liberdade \u00e9 bom exemplo disso. Antes avenida deserta, a Liberdade ostenta agora lojas da Hugo Boss, Louis Vuitton e Cartier nos t\u00e9rreos de pr\u00e9dios restaurados. A nova fase da via \u00e9 receber moradias como a do n\u00famero 203.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de Lisboa merece ser estudada em Santos, com a constata\u00e7\u00e3o de que o antigo merece ser preservado desde que aliado a uma voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que o sustente e sob investimento privado. E tudo com pouca burocracia e regras claras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p># Incentivo deixa UE desconfiada<\/p>\n<p>Para atrair capital externo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, os estrangeiros conseguiram regalias do governo portugu\u00eas. Os incentivos incluem isen\u00e7\u00e3o de impostos para quem compra im\u00f3veis no pa\u00eds, vistos de perman\u00eancia a n\u00e3o residentes e at\u00e9 cidadania portuguesa, o que contrariou a Uni\u00e3o Europeia (UE). Segundo o diretor da Stone, Arthur Moreno, que atua no mercado de revitaliza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, a UE v\u00ea esses benef\u00edcios como venda de vistos de resid\u00eancia. Por\u00e9m, esses incentivos continuam e muitos estrangeiros querem aproveit\u00e1-los.<\/p>\n<p>Entre os benef\u00edcios, est\u00e1 o famoso Golden Visa, licen\u00e7a tempor\u00e1ria para residir em Portugal, ap\u00f3s investimento de \u20ac 500 mil (equivalente a R$ 1,7 milh\u00e3o) em im\u00f3veis.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios n\u00edveis de aproveitamento e o melhor deles permite pedir cidadania portuguesa ap\u00f3s cinco anos de investimentos.<\/p>\n<p>Lisboa d\u00e1 isen\u00e7\u00f5es de impostos nos investimentos feitos por estrangeiros de alta renda, como artistas e executivos considerados residentes n\u00e3o habituais. N\u00e3o s\u00e3o cobrados os tributos de reformas e de doa\u00e7\u00e3o ou heran\u00e7as.<\/p>\n<p>O advogado Vasco Marques, s\u00f3cio da Teixeira, Freitas e Rodrigues Associados, diz que entre os impostos cobrados no setor imobili\u00e1rio h\u00e1 o equivalente do ITBI brasileiro, que \u00e9 zero para os im\u00f3veis de \u20ac 80 mil (cerca deR$ 270 mil) e que chega a 6% sobre moradias de mais de \u20ac 500 mil. Quem compra im\u00f3vel para com\u00e9rcio ou hot\u00e9is pode pedir isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Valor Agregado sobre compra e venda da propriedade, permitindo a compensa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o neg\u00f3cio entrar em atividade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p># Saiba mais<\/p>\n<p>&gt;&gt;Patroc\u00ednio<\/p>\n<p>O Ficon 2015 tem o patroc\u00ednio da Engeterpa, Ecorodovias, Grupo Macuco, Grupo Mendes, L. Lopes, Silamar, V\u00e9rtice e WDS.<\/p>\n<p>&gt;&gt;Apoio<\/p>\n<p>Apoiam o Ficon 2015 a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Associa\u00e7\u00e3o de Empres\u00e1rios da Baixada Santista (Assecob), Caixa Econ\u00f4mica Federal, Governo Federal, Seconci-SP, Sinduscon-SP e prefeituras de Bertioga, Cubat\u00e3o, Guaruj\u00e1, Praia Grande e Santos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/2015-05-26-atribuna-a1-ficon-acs.pdf\">Confira a capa de A Tribuna com chamada da reportagem<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/2015-05-26-atribuna-c4-ficon-acs.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da reportagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; http:\/\/www.atribuna.com.br\/ &#8211;&nbsp;26\/5\/2015, p\u00e1gina C-4, Economia Integram a delega\u00e7\u00e3o, representando a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (ACS), o presidente, Roberto Clemente Santini; o 1.\u00ba diretor financeiro, Andr\u00e9 Canoilas; V\u00edtor de Souza, presidente do Conselho Fiscal; Fabr\u00edcio Guimar\u00e3es Juli\u00e3o, do Conselho Fiscal; Lup\u00e9rcio Sim\u00e3o Conde, coordenador da C\u00e2mara Setorial de Incorpora\u00e7\u00e3o e Constru\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67231"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}