{"id":66662,"date":"1957-01-28T00:00:00","date_gmt":"1957-01-28T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/discurso-do-presidente-juscelino-kubitschek-em-visita-a-associacao-comercial-de-santos-em-28-1-1957\/"},"modified":"1957-01-28T00:00:00","modified_gmt":"1957-01-28T03:00:00","slug":"discurso-do-presidente-juscelino-kubitschek-em-visita-a-associacao-comercial-de-santos-em-28-1-1957","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/discurso-do-presidente-juscelino-kubitschek-em-visita-a-associacao-comercial-de-santos-em-28-1-1957\/","title":{"rendered":"Discurso do presidente Juscelino Kubitschek em visita \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos em 28\/1\/1957"},"content":{"rendered":"<p>Publicado em: Site da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/p>\n<p>Santos em 28 de janeiro de 1957<\/p>\n<p># Na Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, sobre caf\u00e9, rela\u00e7\u00f5es internacionais, investimentos estrangeiros e outras quest\u00f5es de desenvolvimento nacional.<\/p>\n<p>Quero, ao iniciar estas palavras, exprimir minha grande satisfa\u00e7\u00e3o em encontrar-me nesta brasileir\u00edssima cidade de Santos, ber\u00e7o de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, cidade ativa e grandiosa, de onde embarcam os frutos de ouro das culturas cafeeiras de S\u00e3o Paulo que v\u00e3o abastecer os mercados mundiais e aonde chegam os equipamentos e as mat\u00e9rias-primas que ainda importamos e que se destinam a aumentar e abastecer o parque industrial deste grande Estado, desta terra paulista, que vai prolongando, na era da energia nuclear e das mais ousadas conquistas tecnol\u00f3gicas, o esp\u00edrito das bandeiras, que \u00e9 o esp\u00edrito da conquista e da juventudade.<\/p>\n<p>Santos \u00e9 o grande porto ativo do grande Estado ativ\u00edssimo, mas, como todas as cidades que s\u00e3o portos de mar, esta aqui tem um aspecto, uma face tranquila, um lado voltado para a paz meditativa. Em Santos, tenho a impress\u00e3o de que n\u00e3o vivem apenas sofregamente as experi\u00eancias, os casos e os problemas, mas de que tamb\u00e9m h\u00e1 tempo para contemplar o que acontece e pensar no que vai acontecer.<\/p>\n<p>Falo de uma tribuna ilustre, a desta Associa\u00e7\u00e3o Comercial, de uma tribuna onde j\u00e1 se fizeram ouvir homens de responsabilidade, de v\u00e1rias tend\u00eancias, todos empenhados em debater problemas nacionais, em ajudar a pensar sobre o dif\u00edcil, o grave, mas apaixonante caso do Brasil. Agora mesmo acabamos de ouvir um discurso que se distingue, pela sua sinceridade e pela diversidade dos temas que aborda, das outras ora\u00e7\u00f5es que se costuma fazer em circunst\u00e2ncias como esta, de visitas de chefes de Estado e demais solenidades do g\u00eanero.<\/p>\n<p>O presidente desta Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Senhor Alceu Martins Parreira, ao receber-me nesta casa em que se cultivam as nobres tradi\u00e7\u00f5es dos nomes respeit\u00e1veis que fizeram o poderio desta pra\u00e7a de Santos, teve a sinceridade de confessar as suas filia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e relembrar a circunst\u00e2ncia de ter militado ao lado das correntes partid\u00e1rias que n\u00e3o apoiariam a minha candidatura. \u00c9, pois, um fato auspicioso, uma demonstra\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 em nossa vida democr\u00e1tica um lado de urbanidade, o que hoje est\u00e1 acontecendo nesta Associa\u00e7\u00e3o, e que homens que lutaram em campos opostos nos pr\u00e9lios eleitorais podem entender-se e saudar-se de p\u00fablico e juntos abordar temas que n\u00e3o pertencem a nenhum partido, mas ao pa\u00eds, que \u00e9 de todos e cujo bom ou mau destino a todos interessa.<\/p>\n<p>A circunst\u00e2ncia de ter participado da luta pol\u00edtica em campos opostos n\u00e3o exclui a possibilidade de um entendimento, de uma colabora\u00e7\u00e3o entre cidad\u00e3os que visam a um \u00fanico objetivo &#8211; que \u00e9 o de servir ao Brasil da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Falando em Santos &#8211; cidade ao mesmo tempo nacionalista e internacional pelos seus contatos com o exterior &#8211; quero abordar, sem hesita\u00e7\u00f5es, o problema das nossas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos da Am\u00e9rica. Os portos de mar e as cidades situadas nas fronteiras se parecem e se identificam na mesma preocupa\u00e7\u00e3o de saber, de conhecer, de distinguir o que se passa no mundo, de verificar em que situa\u00e7\u00e3o nos encontramos diante dos outros pa\u00edses com que mantemos rela\u00e7\u00f5es. O mar vizinho e o ch\u00e3o estrangeiro ao alcance da vista importam nessa dupla maneira de ver e sentir as coisas, que \u00e9 simultaneamente amor acendrado ao solo p\u00e1trio e uma curiosidade pelo que vai do outro lado. O orador desta Associa\u00e7\u00e3o, com o tato que se manifesta em todo o seu discurso, alude \u00e0s campanhas que no Brasil t\u00eam sofrido os Estados Unidos da Am\u00e9rica e parece demonstrar o desejo de uma defini\u00e7\u00e3o sobre esse assunto, de minha parte. Compreendo bem que em Santos, o maior centro de exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 do mundo, haja preocupa\u00e7\u00e3o com o estado das rela\u00e7\u00f5es brasileiras com o pa\u00eds amigo, que \u00e9, al\u00e9m do mais, o maior comprador da nossa produ\u00e7\u00e3o cafeeira.<\/p>\n<p>Creio que sobre o estado de nossas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos da Am\u00e9rica, melhor do que quaisquer discursos, a grande resposta foi a assinatura do acordo para o estabelecimento da esta\u00e7\u00e3o de teleguiados em Fernando de Noronha; n\u00e3o h\u00e1 palavras, ali\u00e1s, que signifiquem mais do que um ato como esse, recentemente praticado, que traduz a convic\u00e7\u00e3o e, mais do que isso, a consci\u00eancia de que estamos identificados numa mesma causa, que \u00e9 a de defender a paz no mundo e a integridade dos povos que desejam continuar livres, e que pertencemos, junto com os norte-americanos, a um mesmo sistema. N\u00e3o fossem essa convic\u00e7\u00e3o e essa consci\u00eancia de uma identidade profunda, n\u00e3o fosse a certeza dos mesmos riscos que os dois pa\u00edses correm e a necessidade dos mesmos riscos que os dois pa\u00edses correm e a necessidade de garantir a paz, fortalecendo a seguran\u00e7a continental, nenhum pre\u00e7o nos teria levado a seguran\u00e7a continental, nenhum pre\u00e7o nos teria levado a concluir as negocia\u00e7\u00f5es da maneira como foram conclu\u00eddas.<\/p>\n<p>A unanimidade com que toda a opini\u00e3o sensata do pa\u00eds recebeu o acontecimento provou, em abund\u00e2ncia, que a a\u00e7\u00e3o do governo se pautou pela mais rigorosa conveni\u00eancia nacional.<\/p>\n<p>Dito isto, n\u00e3o posso deixar de afirmar que aspiro a uma nova pol\u00edtica de colabora\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos da Am\u00e9rica em que as realiza\u00e7\u00f5es concretas sejam maiores. N\u00e3o diminuo nem obscure\u00e7o o que foi feito at\u00e9 aqui. Posso mesmo afirmar que o governo do Presidente Eisenhower n\u00e3o faltou a nenhuma das combina\u00e7\u00f5es feitas ao meu governo, e que as conversas que tivemos os dois em Key West e Panam\u00e1 resultaram em coisas positivas. O ano passado entraram para o Brasil mais do que em qualquer ocasi\u00e3o, financiamentos, cerca de 355 milh\u00f5es de d\u00f3lares, quantia ainda n\u00e3o superada em \u00e9poca alguma. Al\u00e9m disso, os investimentos realizados no Brasil por capitais norte-americanos sobem a 232 milh\u00f5es de d\u00f3lares, que, somados, com os financiamentos, v\u00e3o a quase 600 milh\u00f5es de d\u00f3lares, entrados no Brasil no ano passado. Seria in\u00fatil negar a evid\u00eancia &#8211; os norte-americanos s\u00e3o os nossos melhores clientes, e este porto de Santos envia mar afora para os portos dos Estados Unidos da Am\u00e9rica produtos que se transformam em divisas indispens\u00e1veis \u00e0 nossa exist\u00eancia de pa\u00eds cheio de necessidades para seu desenvolvimento. \u00c0s afinidades numerosas que nos ligam aos Estados Unidos da Am\u00e9rica, \u00e0 conson\u00e2ncia dos mesmos princ\u00edpios e a essa id\u00eantica necessidade de liberdade para viver e respirar que \u00e9 o clima espiritual e moral do nosso continente, n\u00e3o podemos esquecer de unir o complemente material, as liga\u00e7\u00f5es de compra e venda, e muitas outras.<\/p>\n<p>Deus louvado, n\u00e3o estamos em desacordo em nenhum ponto essencial com a na\u00e7\u00e3o norte-americanoa, embora muitas coisas precisem ser discutidas e ainda n\u00e3o se tenha fixado, a meu ver, com a compreens\u00e3o necess\u00e1ria, a aten\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos da Am\u00e9rica na circunst\u00e2ncia de sermos um pa\u00eds em marcha r\u00e1pida para um grande destino, e n\u00e3o apenas um pa\u00eds de futuro. O problema de seguran\u00e7a do Brasil \u00e9 problema de desenvolvimento, e n\u00e3o \u00e9 justo nem razo\u00e1vel que n\u00e3o encontrem as duas na\u00e7\u00f5es amigas f\u00f3rmula de aumentar os limites de uma colabora\u00e7\u00e3o que dar\u00e1 fecundos resultados comuns.<\/p>\n<p>O ritmo de colabora\u00e7\u00e3o brasileiro-norte-americana deve ser ampliado, quer no campo t\u00e9cnico, quer no campo dos investimentos. O que se verifica hoje \u00e9 apreci\u00e1vel, mas n\u00e3o merece adjetivo mais forte. Temos de compreender os norte-americanos como eles s\u00e3o, e eles nos devem aceitar como somos. N\u00e3o h\u00e1 outra maneira de haver entendimento entre os dois povos, sen\u00e3o partindo do respeito que a personalidade de um merece ao outro.<\/p>\n<p>Precisam os industriais e homens de neg\u00f3cio da grande na\u00e7\u00e3o do continente de se convencer de que as rela\u00e7\u00f5es com o Brasil j\u00e1 n\u00e3o devem ser colocadas no plano do export-import, mas que somos pa\u00eds que tem de produzir mat\u00e9rias-primas e transform\u00e1-las, enriquec\u00ea-las aqui mesmo, embora devamos exportar tamb\u00e9m essas mat\u00e9rias-primas &#8211; pois que necessitamos, por nossa vez, de importar tamb\u00e9m o que n\u00e3o existe ou n\u00e3o foi ainda encontrado em nossa terra. O que desejo repetir com clareza \u00e9 que os nossos amigos e antigos aliados nos devem considerar como pa\u00eds em acelerada viagem para a industrializa\u00e7\u00e3o. Quanto a n\u00f3s, for\u00e7oso \u00e9 que nos capacitemos de que os melhores investimentos estrangeiros s\u00e3o os que visam ao lucro e que estes s\u00e3o sempre os mais interessantes e os \u00fanicos verdadeiramente desej\u00e1veis para uma na\u00e7\u00e3o como o Brasil, uma grande na\u00e7\u00e3o como o Brasil. Necessitamos de capitais geradores, de capitais produtivos, de investimentos que venham a dinamizar o ativo de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o caminhar\u00e1 como deve e precisa caminhar sem que fique bem fixado o seguinte: n\u00e3o venceremos nossa crise apenas poupando ou nos conservando na defensiva &#8211; temos de enfrentar resolutamente as dificuldades que se apresentam, criando e provocando prosperidade. Os capitais que vierem ajudar-nos nessa conquista devem ser considerados amigos. N\u00e3o h\u00e1 capital colonizador a n\u00e3o ser nas col\u00f4nias. N\u00e3o somos mais na\u00e7\u00e3o coloniz\u00e1vel. Acreditar na possibilidade de sermos escravizados por influ\u00eancias do dinheiro estrangeiro \u00e9 o mesmo que concluir pela nossa fragilidade, pela nossa anemia completa e irremedi\u00e1vel, \u00e9 ofensa \u00e0 nossa personalidade nacional e ao nosso car\u00e1ter de povo formado.<\/p>\n<p>Somos uma na\u00e7\u00e3o que atravessa s\u00e9rias dificuldades, mas j\u00e1 somos um pa\u00eds importante, mesmo com os nossos erros, e o nacionalismo que se preza, o nacionalismo a favor e n\u00e3o contra a na\u00e7\u00e3o precisa crer que ningu\u00e9m \u00e9 bastante forte para desviar o Brasil do seu caminho, que nenhuma influ\u00eancia mal\u00e9fica ser\u00e1 capaz de impedir o surto do nosso desenvolvimento.<\/p>\n<p>Se alguma coisa, ali\u00e1s, nos falta, \u00e9 termos consci\u00eancia exata de que somos irremediavelmente um grande pa\u00eds. N\u00e3o podemos convencer os outros dessa realidade, quando n\u00e3o estamos dela convencidos.<\/p>\n<p>Desejo um novo esp\u00edrito em nossas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos da Am\u00e9rica, mais amplo ainda do que o presente, mais de acordo com os nossos m\u00fatuos interesses, mais coerente com as necessidades da seguran\u00e7a m\u00fatua.<\/p>\n<p>N\u00e3o vos espanta a possibilidade de riqueza, n\u00e3o vos perturba a riqueza. Pelo vosso porto passa a parte mais substancial de um produto a quem o Brasil deve, n\u00e3o direi tudo que tem, mas a maior parte do seu desenvolvimento. Certo n\u00e3o podemos ser exclusivamente pa\u00eds do caf\u00e9, mas o caf\u00e9 \u00e9 e ser\u00e1 produto real, que nos forneceu os elementos para encetarmos a nossa marcha para a industrializa\u00e7\u00e3o, para levarmos adiante este pa\u00eds que a\u00ed est\u00e1 atravessando horas dif\u00edceis, mas que cresceu de maneira irreconhec\u00edvel em cinquenta anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o passou, e longe est\u00e1 de passar, a era do caf\u00e9; o caf\u00e9 n\u00e3o ser\u00e1 na vida econ\u00f4mica do Brasil apenas uma fase, um ciclo que, uma vez vencido, entra em decad\u00eancia, desaparece. Uma na\u00e7\u00e3o que possui um patrim\u00f4nio, como \u00e9 o nosso caso com a cafeicultura, um patrim\u00f4nio de t\u00e3o grande import\u00e2ncia, que rende o que ele nos rende, um patrim\u00f4nio cujos frutos s\u00e3o indispens\u00e1veis \u00e0 nossa vida, um pa\u00eds que possui um servidor, um amigo, uma coluna mestra como \u00e9 o caf\u00e9, n\u00e3o pode deixar de tratar esse fiel servidor, esse amigo dedicado, essa coluna mestra, com o cuidado, as precau\u00e7\u00f5es, o devotamento que merece sua a\u00e7\u00e3o t\u00e3o prodigiosamente ben\u00e9fica.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltar\u00e1 o meu governo ao caf\u00e9 e aos cafeicultores &#8211; e n\u00e3o digo isso com o ar de protetor munificente, que n\u00e3o pretendo ser &#8211; mas com consci\u00eancia de que n\u00e3o zelar pela maior fonte de divisas de nossa terra \u00e9 cometer crime grave contra a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco tempo esteve aqui o meu ministro da Fazenda, Doutor Jos\u00e9 Maria Alkmin, e nesta mesma tribuna da Associa\u00e7\u00e3o Comercial vos deu precis\u00f5es sobre a pol\u00edtica cafeeira. Nada tenho a acrescentar ao que disse o ministro. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 firme e ser\u00e1 cumprida. A situa\u00e7\u00e3o de nosso principal produto ser\u00e1 defendida pela ado\u00e7\u00e3o de medidas comprovadamente \u00fateis para a coletividade cafeeira, tais como a elabora\u00e7\u00e3o do regulamento de embarque, financiamento, amplo combate \u00e0 fraude, provid\u00eancias inadi\u00e1veis sem as quais n\u00e3o h\u00e1 sistema econ\u00f4mico que resista.<\/p>\n<p>Aproveito este ensejo para apelar, tamb\u00e9m por minha vez, para os cafeicultores. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o governo que deve defender o nosso produto chave, mas, principalmente, os que lidam, os que plantam, os que cuidam diretamente da nossa riqueza. A estes quero dizer e lembrar que n\u00e3o estamos sozinhos no mundo como produtores de caf\u00e9. \u00c9 necess\u00e1rio que a defesa de nossa extraordin\u00e1ria riqueza se fa\u00e7a tamb\u00e9m pelo aprimoramento da qualidade e na melhoria da sua produtividade.<\/p>\n<p>Precisamos melhorar a qualidade, precisamos oferecer aos nossos clientes caf\u00e9s finos, e temos de encontrar meios para aumentar o rendimento de nossa agricultura. O caf\u00e9 n\u00e3o precisa apenas de uma aten\u00e7\u00e3o muito especial na sua agricultura, aten\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, aten\u00e7\u00e3o e zelo no apuramento de sua qualidade. N\u00e3o nos basta produzir muito; precisamos produzir bem e com bom rendimento. N\u00e3o haver\u00e1 nenhuma valoriza\u00e7\u00e3o verdadeira e espec\u00edfica. A pol\u00edtica do governo \u00e9, ali\u00e1s, de evitar valoriza\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que resultam sempre em preju\u00edzos inevit\u00e1veis. Todas as valoriza\u00e7\u00f5es provocadas por processos for\u00e7ados resultaram em deprecia\u00e7\u00f5es ruinosas. A n\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o do governo no mercado, salvo em momentos excepcionais, \u00e9 o que devem ensejar todos os que trabalham no ramo sem mero sentido especulativo.<\/p>\n<p>Mais de uma vez tenho visitado S\u00e3o Paulo, depois de presidente. Posso dizer que sou amigo deste grande Estado, amigo certo em todas as horas. N\u00e3o faltou e n\u00e3o faltar\u00e1 a S\u00e3o Paulo por parte do Governo Federal nenhuma medida que estimule e garanta o grande impulso com que este Estado caminha para a frente, para atingir as metas do desenvolvimento nacional.<\/p>\n<p>Confira a reprodu\u00e7\u00e3o do discurso no site da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/ex-presidentes\/jk\/discursos-1\/1957\/06.pdf\/at_download\/file\">http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/ex-presidentes\/jk\/discursos-1\/1957\/06.pdf\/at_download\/file<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/1957\/01\/1957-01-28-presidencia-jk-acs.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o do discurso de Juscelino Kubitschek na Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos em 28 de janeiro de 1957<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em: Site da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica Santos em 28 de janeiro de 1957 # Na Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, sobre caf\u00e9, rela\u00e7\u00f5es internacionais, investimentos estrangeiros e outras quest\u00f5es de desenvolvimento nacional. Quero, ao iniciar estas palavras, exprimir minha grande satisfa\u00e7\u00e3o em encontrar-me nesta brasileir\u00edssima cidade de Santos, ber\u00e7o de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, cidade ativa e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66662"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}