{"id":64903,"date":"2014-12-21T01:00:00","date_gmt":"2014-12-21T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/base-da-petrobras-atrasa-e-frustra-regiao-a-tribuna-21-12-2014\/"},"modified":"2014-12-21T01:00:00","modified_gmt":"2014-12-21T03:00:00","slug":"base-da-petrobras-atrasa-e-frustra-regiao-a-tribuna-21-12-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/base-da-petrobras-atrasa-e-frustra-regiao-a-tribuna-21-12-2014\/","title":{"rendered":"Base da Petrobras atrasa e frustra regi\u00e3o \/ A Tribuna &#8211; 21\/12\/2014"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; 21\/12\/2014, p\u00e1ginas C-4 e C-5, Economia<\/p>\n<p># Dificuldades com a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal desafiam metas dos prefeitos e da iniciativa privada<\/p>\n<p>LUCAS KREMPEL<\/p>\n<p>DA REDA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Pensar e agir como regi\u00e3o metropolitana \u00e9 o grande desafio dos prefeitos da Baixada Santista para garantir a chegada de investimentos do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s aos nove munic\u00edpios nos pr\u00f3ximos anos. O principal deles \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de uma base de apoio \u00e0s atividades offshore (distante da costa) da Petrobras na Bacia de Santos.<\/p>\n<p>\u201cA base \u00e9 a portaria da f\u00e1brica, que est\u00e1 em alto-mar. \u00c9 ela que vai atrair os fornecedores de servi\u00e7os, gerar empregos e movimentar o setor. Precisamos dela para trabalhar com pe\u00e7as e componentes\u201d, diz o coordenador da C\u00e2mara de Petr\u00f3leo e G\u00e1s, da Associa\u00e7\u00e3oComercial de Santos, Vicente do Valle.<\/p>\n<p>A Petrobras finalizou a concorr\u00eancia para a contrata\u00e7\u00e3o de dois ber\u00e7os no Porto de Santos, que serviriam como uma base de manuten\u00e7\u00e3o da estatal na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado, no entanto, n\u00e3o agradou \u00e0 empresa. Apenas uma interessada concorreu, a Bandeirante Log\u00edstica Integrada, mas com pre\u00e7o considerado acima do mercado pela estatal.<\/p>\n<p>Uma fonte da Petrobras ouvida por A Tribuna confirma que uma nova licita\u00e7\u00e3o precisar\u00e1 ser feita pela estatal. Agora, a Petrobras prepara um novo edital, mas antes tentar\u00e1 entender por quais motivos n\u00e3o houve interesse de outras empresas.<\/p>\n<p>Segundo a fonte, s\u00f3 depende dos empres\u00e1rios locais que a base offshore fique na regi\u00e3o. \u201cPara a Petrobras n\u00e3o \u00e9 interessante que todas as opera\u00e7\u00f5es fiquem concentradas no Rio ou em Itaja\u00ed (SC). Ter uma base aqui \u00e9 importante, desde que haja interesse local\u201d.<\/p>\n<p>Em julho \u00faltimo, a Petrobras havia anunciado que a licita\u00e7\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o de dois ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o em Santos estava aberta. Os convidados para a licita\u00e7\u00e3o foram operadores log\u00edsticos com experi\u00eancia em movimenta\u00e7\u00e3o de volumes compat\u00edveis com a atividade offshore.<\/p>\n<p>A assinatura do contrato para os dois ber\u00e7os estava prevista para o final deste ano. O primeiro ber\u00e7o deveria entrar em opera\u00e7\u00e3o no segundo semestre de 2015 e o outro no segundo semestre de 2016.<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos santistas est\u00e1 na forte concorr\u00eancia de outros estados pela base, principalmente o Rio de Janeiro. \u201cO Rio faz um lobby fenomenal para tudo ficar l\u00e1, mas eles n\u00e3o podem concentrar tudo. A ind\u00fastria paulista e o Porto de Santos t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de atrair esses investimentos\u201d, afirma Valle.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico de Santos, Omar Silva Junior, a instala\u00e7\u00e3o da Petrobras na Cidade veio acompanhada de uma grande expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de uma base offshore local. \u201cEsta expectativa at\u00e9 agora n\u00e3o se concretizou por motivos alheios \u00e0 vontade e aos esfor\u00e7os da municipalidade. A base (ber\u00e7o portu\u00e1rio) \u00e9 o principal atrativo para a instala\u00e7\u00e3o de empresas locais que trabalham a constru\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os relacionados \u00e0 opera\u00e7\u00e3o offshore\u201d.<\/p>\n<p>Apesar disso, o representante da Prefeitura de Santos afirma que S\u00e3o Paulo concentra cerca de 80% das empresas (ind\u00fastrias) do setor de \u00f3leo e g\u00e1s e a implanta\u00e7\u00e3o da base na regi\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Itanha\u00e9m e S\u00e3o Vicente, que t\u00eam empresas do setor instaladas em seus munic\u00edpios, tamb\u00e9m contam com projetos para a expans\u00e3o do setor na regi\u00e3o. \u201cTemos duas \u00e1reas para a instala\u00e7\u00e3o de um centro de log\u00edstica voltado para fornecedores de servi\u00e7os da Petrobras. Uma de 1 milh\u00e3o de metros quadrados, pr\u00f3xima ao aeroporto, que estamos lutando para conseguir a cess\u00e3o do Governo de S\u00e3o Paulo para o Munic\u00edpio. A outra alternativa fica no lado sul da Cidade, uma \u00e1rea particular\u201d, comenta o prefeito de Itanha\u00e9m, Marco Aur\u00e9lio Gomes dos Santos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o chefe do administrativo lembra que a Petrobras deve inaugurar, no primeiro semestre de 2015, seu pr\u00f3prio terminal no Aeroporto Estadual Antonio Ribeiro Nogueira J\u00fanior, com capacidade para 60 mil passageiros por ano (entre pilotos, t\u00e9cnicos e engenheiros para as plataformas).<\/p>\n<p>O prefeito de Itanha\u00e9m mant\u00e9m o otimismo com o desenvolvimento do setor na Baixada Santista e ressalta que todos os munic\u00edpios est\u00e3o lutando juntos. \u201cA expectativa de explora\u00e7\u00e3o em Maca\u00e9 (RJ) \u00e9 entre 15 e 17 anos, precisamos nos preparar para receber esse setor\u201d, diz. \u201cNeste momento estamos vendo quais medidas e benef\u00edcios podemos oferecer para atrair essas empresas\u201d.<\/p>\n<p>ALERTA<\/p>\n<p>Durante viagem \u00e0 Maca\u00e9 de uma comitiva organizada pela ACS, em novembro, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Industrial de Maca\u00e9, Arist\u00f3teles Cliton Santos, disse que o munic\u00edpio carioca n\u00e3o se preparou devidamente para receber a cadeia de petr\u00f3leo e g\u00e1s. \u201cN\u00f3s n\u00e3o esper\u00e1vamos que os impactos fossem t\u00e3o grandes.<\/p>\n<p>Quando a Petrobras chegou em nosso munic\u00edpio, foi um motivo de muita alegria, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o nos preparamos como dever\u00edamos. Hoje nosso munic\u00edpio conta com in\u00fameros impactos, como no tr\u00e2nsito, distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e tratamento de esgoto, al\u00e9m da mobilidade urbana. Atualmente cerca de 800 carretas passam diariamente pelo centro de nossa Cidade\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador da C\u00e2mara de Petr\u00f3leo e G\u00e1s da ACS lembrou que, em Santos, existe um ambiente de prepara\u00e7\u00e3o para o setor. \u201cCriamos a c\u00e2mara com o objetivo de reunir agentes do poder p\u00fablico, Petrobras, empresas associadas e representantes de outros munic\u00edpios para acompanharmos este processo\u201d.<\/p>\n<p>Munic\u00edpiosede de uma unidade da Iesa \u00d3leo e G\u00e1s na regi\u00e3o, S\u00e3o Vicente tamb\u00e9m est\u00e1 atenta ao desenvolvimento do setor. \u201cNa nossa \u00c1rea Continental temos uitas \u00e1reas para essas empresas. S\u00e3o todas particulares, mas podemos intermediar esses contatos\u201d, avisa o prefeito de S\u00e3o Vicente, Luis Cl\u00e1udio Bili.<\/p>\n<p>Para Bili, os efeitos do pr\u00e9-sal agregam valores na hora de pedir recursos em Bras\u00edlia. \u201cFacilita nossa busca por investimentos para VLT, viadutos na Imigrantes e t\u00fanel Zona Leste-Zona Noroeste\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Problemas<\/p>\n<p>&gt;&gt;Pre\u00e7o do barril<\/p>\n<p>Especialistas afirmam que o Plano de Investimentos da Petrobras para o pr\u00e9-sal foi tra\u00e7ado com um cen\u00e1rio onde o barril de petr\u00f3leo varia entre US$ 80 e US$ 100. Na sexta-feira, o barril fechou custando US$ 60,67.<\/p>\n<p>Para o coordenador do curso de Geologia do Unimonte, Juarez Fontana, se o valor chegar e permanecer em US$ 45 ou US$ 50, isso inviabiliza o planejamento. J\u00e1 o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, afirma que \u00e9 o momento de repensar os pr\u00f3ximos campos do pr\u00e9-sal. Ele cita o forte aumento da oferta dos pa\u00edses produtores e a estabiliza\u00e7\u00e3o na demanda.<\/p>\n<p>&gt;&gt;Corrup\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As revela\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, que investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras, lobistas, doleiros e pol\u00edticos, s\u00e3o um agravante para os planos da estatal.<\/p>\n<p>Um poss\u00edvel rebaixamento nas avalia\u00e7\u00f5es de nota da estatal pelas ag\u00eancias de riscos podem prejudicar ainda mais o cen\u00e1rio da empresa.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Entrada de Santos \u00e9 op\u00e7\u00e3o para base<\/p>\n<p>Um poss\u00edvel cancelamento na licita\u00e7\u00e3o de dois ber\u00e7os no Porto de Santos n\u00e3o deve alterar o empenho de entidades, Governo Estadual e empres\u00e1rios de viabilizar uma base de apoio \u00e0s atividades offshore (distante da costa) da Petrobras na Baixada Santista. A Tribuna apurou que existem, pelo menos, tr\u00eas sugest\u00f5es de projeto para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das ideias foi apresentada pelo presidente da Investe SP, Luciano Almeida, em congressos internacionais, entre eles o Brazil &#8211; Texas Chamber of Commerce, em Houston, nos Estados Unidos, em maio \u00faltimo.<\/p>\n<p>Estimado em US$ 340 milh\u00f5es (R$ 901 milh\u00f5es), o projeto contaria com investimento do Governo de S\u00e3o Paulo. O valor inclui constru\u00e7\u00e3o de cais, terraplanagem, dragagem, utilit\u00e1rios e acessos. A \u00e1rea fica na entrada de Santos, via Cubat\u00e3o, cuja localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida sob sigilo.<\/p>\n<p>Procurada por A Tribuna, a Investe SP n\u00e3o quis comentar o projeto. A ag\u00eancia vinculada \u00e0 Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que por se tratar de um momento de transi\u00e7\u00e3o de governos (segundo mandato de Geraldo Alckmin) e o projeto ser embrion\u00e1rio, o ideal seria aguardar para revelar detalhes.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de uma base da Petrobras na regi\u00e3o. A contrata\u00e7\u00e3o dos dois ber\u00e7os \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para o momento, mas \u00e9 necess\u00e1rio pensar na base para o momento em que a produ\u00e7\u00e3o no pr\u00e9-sal estiver plena. As empresas s\u00f3 vir\u00e3o \u00e0 Baixada Santista com a garantia que v\u00e3o produzir e entregar aqui\u201d, argumenta o coordenador da C\u00e2mara de Petr\u00f3leo e G\u00e1s da &nbsp;Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Vicente do Valle.<\/p>\n<p>Atualmente, a Petrobras opera de forma emergencial no Ecoporto (antigo Tecondi), em Santos. A Baixada \u00e9 um ponto estrat\u00e9gico para a estatal, que opera em campos de petr\u00f3leo e g\u00e1s distantes at\u00e9 300 quil\u00f4metros da costa.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Constru\u00e7\u00e3o civil espera impacto na Baixada<\/p>\n<p>Um dos setores mais atingidos pela chegada da Petrobras \u00e0 Baixada Santista \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o civil. De junho de 2011 at\u00e9 junho de 2014 foram lan\u00e7ados 18.524 apartamentos em Santos, Praia Grande, Guaruj\u00e1 e S\u00e3o Vicente, segundo levantamento de Robert Zarif \/ Secovi.<\/p>\n<p>O momento, no entanto, \u00e9 de esperar. Enquanto n\u00e3o h\u00e1 a ocupa\u00e7\u00e3o total do estoque de moradias por trabalhadores de petr\u00f3leo e g\u00e1s, o Porto de Santos responde pela demanda.<\/p>\n<p>\u201cO grande evento de Santos n\u00e3o se deu. Todas as empresas vieram para Santos com a hist\u00f3ria do pr\u00e9-sal, mas a Petrobras atrasou sua programa\u00e7\u00e3o. Temos parte dos funcion\u00e1rios aqui, mas o grande contingente ainda n\u00e3o veio. Ent\u00e3o, o grande efeito que se esperava do pr\u00e9-sal est\u00e1 atrasado. Mas nem por isso o mercado parou porque o pr\u00f3prio santista est\u00e1 absorvendo os im\u00f3veis\u201d, diz o empres\u00e1rio Leopoldo Arias, da Arias Invespar.<\/p>\n<p>Ele acredita que os funcion\u00e1rios dos novos terminais portu\u00e1rios BTP e Embraport ajudaram a absorver o que foi constru\u00eddo. \u201cMas o mercado n\u00e3o fica \u00e0 espera do grande acontecimento (pr\u00e9-sal). Os quartos diminu\u00edram de dimens\u00e3o porque o mercado se adaptou. Com Petrobras, o estoque vai ser absorvido e voltar ao normal\u201d.<\/p>\n<p>Para o presidente do Grupo Mendes, Arm\u00eanio Mendes, o esc\u00e2ndalo deflagrado com a Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato vai atrasar mais ainda os planos para a regi\u00e3o. \u201cN\u00f3s vivemos numa cidade onde a esperan\u00e7a era o pr\u00e9-sal. A maior empresa se chama Petrobras. Se a nossa perspectiva era o desenvolvimento do pr\u00e9-sal, a Petrobras est\u00e1 com esses assaltos, um atr\u00e1s do outro\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o consultor imobili\u00e1rio Carlos Meschini, a expectativa com o pr\u00e9-sal est\u00e1 abaixo do esperado. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para dizer que n\u00e3o tem nada aqui, mas atendeu apenas 20% a 30%\u201d. Mas ele ainda aposta em crescimento. \u201cO Marcusso (ex-gerente-geral da Petrobras em Santos) disse uma vez que as empresas s\u00f3 v\u00eam com o pr\u00e9-sal em pleno funcionamento\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Lan\u00e7amentos<\/p>\n<p>18.500 apartamentos foram lan\u00e7ados em Santos, S\u00e3o Vicente, Praia Grande e Guaruj\u00e1 entre junho de 2011 e junho de 2014, aponta estudo de Robert Zarif\/Secovi<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Valongo tem progresso lento<\/p>\n<p>Degradado por d\u00e9cadas, o Valongo ressurgiu ap\u00f3s o an\u00fancio da constru\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas pr\u00e9dios da Petrobras e do Museu Pel\u00e9 no bairro. Quatro anos antes da inaugura\u00e7\u00e3o dos empreendimentos, o empres\u00e1rio Marc\u00edlio Macedo de Andrade deu o passo inicial e investiu na constru\u00e7\u00e3o da casa de eventos Esta\u00e7\u00e3o Santos.<\/p>\n<p>\u201cNa \u00e9poca diziam que eu estava adiantado em tr\u00eas anos, mas hoje vejo que s\u00e3o seis anos, pelo menos. \u00c9 um progresso muito lento na regi\u00e3o\u201d, diz. \u201cPrecisamos tirar o Porto Valongo do papel. Somente assim teremos um p\u00fablico circulante bom. Hoje, eu dependo muito mais dos grandes clientes que busquei em empresas de Santos, S\u00e3o Paulo e ABC\u201d.<\/p>\n<p>A demora para concretizar o Porto Valongo j\u00e1 trouxe problemas para o empres\u00e1rio. \u201cUma grande operadora de telefonia m\u00f3vel desistiu de fazer um evento na casa por conta do gargalo que temos com os caminh\u00f5es nessa regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Macedo avisa que a parte visual melhorou com a primeira torre conclu\u00edda, a estreia do Museu Pel\u00e9 e obras de revitaliza\u00e7\u00e3o nas ruas S\u00e3o Bento e Marqu\u00eas de Herval, que hoje n\u00e3o funcionam mais como dep\u00f3sito de entulhos e estacionamento de caminh\u00f5es. \u201cPrecisamos ter pessoas morando nesse bairro. Morei em Salamanca (Espanha) e fui para Filad\u00e9lfia (Estados Unidos) e a revitaliza\u00e7\u00e3o nesses lugares funcionou assim. Cinema de rua, livraria e com\u00e9rcio de bairro s\u00e3o necess\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio ressalta a import\u00e2ncia do projeto da Odebrecht na Pra\u00e7a Lions Clube, o Valongo Brasil (pr\u00e9dios em V) que contar\u00e1 com hotel, lojas e escrit\u00f3rios. Bem pr\u00f3ximo \u00e0 torre da Petrobras, o empreendimento est\u00e1 com 63% da obra conclu\u00edda, faltando alvenaria, instala\u00e7\u00e3o e acabamento. \u201cTemos um potencial tur\u00edstico imenso. S\u00e3o Paulo \u00e9 muito pr\u00f3xima e s\u00e3o 18 milh\u00f5es de pessoas morando na regi\u00e3o metropolitana. Elas querem passar o final de semana aqui\u201d, diz. \u201cSe o poder p\u00fablico n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de ajudar, abra espa\u00e7o para as parcerias com o setor privado. Vim para c\u00e1 com o incentivo do Alegra Centro, mas o projeto n\u00e3o se materializou como era esperado\u201d.<\/p>\n<p>Nas redondezas do pr\u00e9dio da Petrobras, nenhum outro empreendimento, restaurante ou lojas foram lan\u00e7ados nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p># Projetos efetivos em Santos<\/p>\n<p>&gt;&gt;Instala\u00e7\u00f5es administrativas<\/p>\n<p>A sede das opera\u00e7\u00f5es da Petrobras na Bacia de Santos est\u00e1 espalhada em sete pr\u00e9dios de Santos. Recentemente, a empresa inaugurou a primeira das tr\u00eas torres do complexo no Valongo.<\/p>\n<p>Cada pr\u00e9dio tem capacidade para 2,2 mil funcion\u00e1rios. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando os dois pr\u00f3ximos edif\u00edcios ser\u00e3o constru\u00eddos, mesmo com as funda\u00e7\u00f5es j\u00e1 finalizadas.<\/p>\n<p>&gt;&gt;Centro de Pesquisa<\/p>\n<p>O Centro Tecnol\u00f3gico da Baixada Santista (CTBS), que \u00e9 fruto de um conv\u00eanio entre a Petrobras, Prefeitura de Santos e as universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp), est\u00e1 em andamento. De acordo com o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico de Santos, Omar Silva J\u00fanior, as obriga\u00e7\u00f5es da Prefeitura em rela\u00e7\u00e3o ao conv\u00eanio est\u00e3o sendo atendidas nos prazos, com o repasse do terreno. O projeto executivo est\u00e1 sendo executado sob a responsabilidade da Funda\u00e7\u00e3o USP (Fusp). A previs\u00e3o de finaliza\u00e7\u00e3o das obras \u00e9 o segundo semestre de 2016.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o nove laborat\u00f3rios em \u00e1reas ligadas \u00e0 \u00f3leo e g\u00e1s que trar\u00e3o muitas possibilidades de desenvolvimento tecnol\u00f3gico \u00e0 Baixada Santista e que ficar\u00e3o bem ao lado do Parque Tecnol\u00f3gico de Santos.<\/p>\n<p>&gt;&gt;Arranjo Produtivo<\/p>\n<p>Iniciou-se uma discuss\u00e3o para criar um Arranjo Produtivo Local de \u00d3leo e G\u00e1s (APL &#8211; O&amp;G), considerando as empresas do setor j\u00e1 instaladas em outras cidades (Saipem em Guaruj\u00e1 e a L\u00edder Avia\u00e7\u00e3o,em Itanha\u00e9m).<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que este fator ser\u00e1 bem positivo para a atra\u00e7\u00e3o de investimentos regionais\u201d, diz Omar Silva Jr.<\/p>\n<p>&gt;&gt;Empresas<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio santista afirma que \u00e9 procurado constantemente por organismos internacionais que est\u00e3o trabalhando em atividade de prospec\u00e7\u00e3o para empresas do setor. \u201cA visibilidade que a Cidade tem demonstrado, os investimentos em infraestrutura, a qualidade de vida, e a opera\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal t\u00eam sido claramente vistos e notados mundo afora. Acreditamos que estas prospec\u00e7\u00f5es se confirmem em breve, num curto espa\u00e7o de tempo (pr\u00f3ximos cinco anos)\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/2014-12-21-atribuna-a1-pre-sal.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da capa de A Tribuna com chamada para a reportagem<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/2014-12-21-atribuna-c4-c5-pre-sal.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da reportagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; 21\/12\/2014, p\u00e1ginas C-4 e C-5, Economia # Dificuldades com a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal desafiam metas dos prefeitos e da iniciativa privada LUCAS KREMPEL DA REDA\u00c7\u00c3O Pensar e agir como regi\u00e3o metropolitana \u00e9 o grande desafio dos prefeitos da Baixada Santista para garantir a chegada de investimentos do setor de petr\u00f3leo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64903"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64903\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}