{"id":62206,"date":"2014-09-02T00:00:00","date_gmt":"2014-09-02T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/em-novembro-apm-terminals-tera-operacoes-automatizadas-a-tribuna-2-9-2014\/"},"modified":"2014-09-02T00:00:00","modified_gmt":"2014-09-02T03:00:00","slug":"em-novembro-apm-terminals-tera-operacoes-automatizadas-a-tribuna-2-9-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/em-novembro-apm-terminals-tera-operacoes-automatizadas-a-tribuna-2-9-2014\/","title":{"rendered":"Em novembro, APM Terminals ter\u00e1 opera\u00e7\u00f5es automatizadas &#8211; A Tribuna &#8211; 2\/9\/2014"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em:<\/p>\n<p>A Tribuna &#8211; 2\/9\/2014, p\u00e1gina C-2, Porto &amp; Mar<\/p>\n<p># Instala\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres ser\u00e1 a mais avan\u00e7ada do mundo e ter\u00e1 opera\u00e7\u00f5es controladas por computadores<\/p>\n<p>LEOPOLDO FIGUEIREDO<\/p>\n<p>ENVIADO ESPECIAL A ROTERD\u00c3<\/p>\n<p>O maior porto do Ocidente contar\u00e1, a partir de novembro, com o mais avan\u00e7ado terminal de cont\u00eaineres do mundo. Trata-se da nova instala\u00e7\u00e3o da APM Terminals, do Grupo Maersk, que se destaca por ter as opera\u00e7\u00f5es totalmente automatizadas.<\/p>\n<p>Ou seja, tanto o embarque e o desembarque como a armazenagem das cargas nos p\u00e1tios ser\u00e3o feitos sem a necessidade de operadores. Eles ser\u00e3o controlados por computadores a partir de uma programa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em fase de testes, \u00e9 um dos novos terminais constru\u00eddos em Maasvlakte 2, a nova \u00e1rea de expans\u00e3o do Porto de Roterd\u00e3, na Holanda. A regi\u00e3o foi visitada na tarde de ontem pelos empres\u00e1rios e autoridades que integram a comitiva do Santos Export. O grupo foi recebido pelo diretor de Gest\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o, Frank Tazelaar.<\/p>\n<p>A nova unidade da APM Terminals ter\u00e1 um cais de 2,8 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e ocupar\u00e1 uma \u00e1rea de 1,67 quil\u00f4metro quadrado, quase um quarto da superf\u00edcie do Porto de Santos, que \u00e9 de 7,8 quil\u00f4metros quadrados. Mas sua implanta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em fases.<\/p>\n<p>Nesta etapa inicial, tem 600 mil metros quadrados, mil metros de cais e ber\u00e7os (o local de atraca\u00e7\u00e3o dos navios) com 20 metros de profundidade, podendo receber navios de 18 mil TEU, os maiores do mercado.<\/p>\n<p>O primeiro cargueiro \u2013 ainda n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 &#8211; est\u00e1 previsto para o final de novembro, segundo Tazelaar.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 conta com um cais para barca\u00e7as com 500 metros de comprimento e ber\u00e7os de 10 metros de fundura. Essa infraestrutura \u00e9 estrat\u00e9gica, uma vez que Roterd\u00e3 tem 40% de seus cont\u00eaineres escoados por essas embarca\u00e7\u00f5es, que os trazem ou os levam para o interior da Europa atrav\u00e9s dos rios locais.<\/p>\n<p>Quando totalmente implantado, o terminal ter\u00e1 capacidade para operar 4,5 milh\u00f5es TEU (unidade equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s), 1 milh\u00e3o a mais do que Santos escoou no ano passado (3,44 milh\u00f5es TEU).<\/p>\n<p>OPERA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Durante a visita, a comitiva pode observar a retirada de cont\u00eaineres de vag\u00f5es (que chegavam ao terminal) por um p\u00f3rtico, sua coloca\u00e7\u00e3o em uma plataforma m\u00f3vel e seu transporte, pelo ve\u00edculo, em dire\u00e7\u00e3o ao p\u00e1tio. Tudo foi feito automaticamente. Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios profissionais para operar os port\u00eaineres no embarque e no desembarque das mercadorias e os carros que v\u00e3o lev\u00e1-las entre o cais e o p\u00e1tio de armazenagem. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o coordenadas por uma malha de sensores instalada no pr\u00f3prio p\u00e1tio. Os funcion\u00e1rios da empresa ficam concentrados no edif\u00edcio central do terminal.<\/p>\n<p>Devido a essa automa\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de empregados deve chegar a 350, metade do que uma instala\u00e7\u00e3o desse porte demandaria. Segundo Tazelaar, a oferta de m\u00e3o de obra foi um fator determinante para a implanta\u00e7\u00e3o da unidade.<\/p>\n<p>\u201cUm dos motivos para adotarmos essa tecnologia \u00e9 a falta de m\u00e3o de obra para esse tipo de atividade na regi\u00e3o. Outro \u00e9 a velocidade operacional que vamos obter, dando condi\u00e7\u00f5es de operar os grandes navios que Maasvlakte poder\u00e1 receber. Por fim, tamb\u00e9m apoiamos a pol\u00edtica verde adotada no Porto de Roterd\u00e3. Todos os nossos equipamentos s\u00e3o el\u00e9tricos. No terminal, n\u00e3o haver\u00e1 emiss\u00e3o de CO2\u201d, afirmou o executivo, citando o g\u00e1s liberado com a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, usados em v\u00e1rios equipamentos portu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Sobre a falta de m\u00e3o de obra citada por Tazelaar, o problema foi confirmado por representantes da Autoridade Portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o dessa unidade da APM Terminals representou um investimento de 500 milh\u00f5es de euros. Ela \u00e9 a segunda instala\u00e7\u00e3o da empresa em Roterd\u00e3. A primeira fica na regi\u00e3o vizinha de Maasvlakte 1 e pode movimentar 2,5 milh\u00f5es TEU. Essa unidade \u00e9 semi-automatizada.<\/p>\n<p>Nesse caso, suas opera\u00e7\u00f5es de p\u00e1tio seguem a coordena\u00e7\u00e3o de um sistema informatizado, mas os embarques e desembarques s\u00e3o realizados por port\u00eaineres operados por profissionais.<\/p>\n<p>OBRAS<\/p>\n<p>Em Maasvlakte 2, est\u00e3o sendo finalizados mais dois terminais de cont\u00eaineres. Um deles ser\u00e1 o Rotterdam World Gateway (RWG), criado a partir de uma joint venture da operadora portu\u00e1ria Dubai Ports World, que ir\u00e1 administr\u00e1-lo, com as armadoras MOL, Hyundai, APL e CMA CGM, que v\u00e3o utilizar seus ber\u00e7os. A instala\u00e7\u00e3o ser\u00e1 capaz de movimentar 4 milh\u00f5es TEU por ano. A RWG fica em frente ao cais da APM. O outro terminal de cont\u00eaineres \u00e9 a nova unidade da Euromax Terminal, da operadora ECT.<\/p>\n<p>A visita \u00e0s novas instala\u00e7\u00f5es da APM Terminals foi um dos compromissos da comitiva do Santos Export na tarde de ontem.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m percorreram, de barco, a regi\u00e3o de Maasvlakte e conheceram os armaz\u00e9ns frigor\u00edficos da Eurofrigo, nas proximidades da zona portu\u00e1ria. A empresa recebe 80% dos cont\u00eaineres com carnes congeladas que passam por Roterd\u00e3.<\/p>\n<p># Tecnologia<\/p>\n<p>&#8220;Um dos motivos para adotarmos essa tecnologia \u00e9 a falta de m\u00e3o de obra para esse tipo de atividade na regi\u00e3o. Outro \u00e9 a velocidade operacional que vamos obter, dando condi\u00e7\u00f5es de operar os grandes navios que Maasvlakte poder\u00e1 receber.&#8221;<\/p>\n<p>Frank Tazelaar, diretor de Gest\u00e3o da APM Terminals em Maasvlakte 2<\/p>\n<p># Participantes<\/p>\n<p>A comitiva do Santos Export \u00e9 composta por executivos dos principais terminais portu\u00e1rios e das companhias prestadoras de servi\u00e7o na Baixada Santista.<\/p>\n<p>H\u00e1 dirigentes de instala\u00e7\u00f5es de cont\u00eaineres e passageiros, da Praticagem de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participam representantes de associa\u00e7\u00f5es empresariais, como o Centronave (Centro Nacional de Navega\u00e7\u00e3o, que re\u00fane os armadores em atua\u00e7\u00e3o no Brasil), a Associa\u00e7\u00e3o das Empresas do Distrito Industrial e Portu\u00e1rio da Alemoa (AMA), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), a<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais Retroportu\u00e1rios e das Empresas Transportadoras de Cont\u00eaineres (ABTTC) e a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos.<\/p>\n<p>Entre as autoridades, est\u00e3o o diretor-geral da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), M\u00e1rio Povia, e o presidente da Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp), Angelino Caputo e Oliveira.<\/p>\n<p>Ainda integram o grupo diretores do Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o e da Una Marketing de Eventos.<\/p>\n<p># Miss\u00e3o internacional<\/p>\n<p>A visita de autoridades e empres\u00e1rios do Porto de Santos a Roterd\u00e3 (Holanda) e Duisburg (Alemanha) faz parte da programa\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o deste ano do Santos<\/p>\n<p>Export. Esta \u00e9 a primeira vez que haver\u00e1 o retorno a um complexo portu\u00e1rio. Em 2005, quando as atividades do f\u00f3rum passaram a ser complementadas com uma viagem a portos estrangeiros, os destinos foram Le Havre (Fran\u00e7a) e Roterd\u00e3.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 observar o quanto o complexo holand\u00eas evoluiu. Nestes nove anos, foram visitados complexos da Am\u00e9rica do Norte (Houston, Los Angeles, Long Beach, Miami e Seattle, nos Estados Unidos, e Vancouver, no Canad\u00e1), da Am\u00e9rica Central (o Canal do Panam\u00e1 e Col\u00f3n, no mesmo pa\u00eds), da Europa (Southampton, na Inglaterra, Barcelona, na Espanha, G\u00eanova, na It\u00e1lia, Hamburgo, na Alemanha, Copenhague, na Dinamarca), da \u00c1sia (Xangai, Shenzhen, Ningbo e Hong Kong, na China) e do Oriente M\u00e9dio (Jebel Ali, em Dubai, nos Emirados \u00c1rabes Unidos).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/2014-09-02-atribuna-a1-santosexport.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da capa de A Tribuna com a chamada sobre o Porto de Roterd\u00e3<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/2014-09-02-atribuna-c2-santosexport.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; 2\/9\/2014, p\u00e1gina C-2, Porto &amp; Mar # Instala\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres ser\u00e1 a mais avan\u00e7ada do mundo e ter\u00e1 opera\u00e7\u00f5es controladas por computadores LEOPOLDO FIGUEIREDO ENVIADO ESPECIAL A ROTERD\u00c3 O maior porto do Ocidente contar\u00e1, a partir de novembro, com o mais avan\u00e7ado terminal de cont\u00eaineres do mundo. Trata-se da nova [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62206"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62206\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}