{"id":59624,"date":"2014-05-09T00:00:00","date_gmt":"2014-05-09T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/mecanizacao-e-mais-produtividade-a-tribuna-9-5-2014\/"},"modified":"2014-05-09T00:00:00","modified_gmt":"2014-05-09T03:00:00","slug":"mecanizacao-e-mais-produtividade-a-tribuna-9-5-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/mecanizacao-e-mais-produtividade-a-tribuna-9-5-2014\/","title":{"rendered":"Mecaniza\u00e7\u00e3o e mais produtividade &#8211; A Tribuna &#8211; 9\/5\/2014"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em:<\/p>\n<p>A Tribuna &#8211; 9\/5\/2014, sexta-feira, p\u00e1gina C-1, Economia<\/p>\n<p># Semin\u00e1rio Internacional do Caf\u00e9 de Santos, encerrado ontem, mostra que setor supera desafios com tecnologia e sustentabilidade<\/p>\n<p>DA REDA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>O avan\u00e7o da tecnologia mudou a produtividade do caf\u00e9 nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. Em regi\u00f5es de Minas Gerais acostumadas a investir em pesquisas, a mecaniza\u00e7\u00e3o, que era um desafio para a cultura, chegou a multiplicar por sete o volume de colheitas de sacas.<\/p>\n<p>Um dos palestrantes do \u00faltimo dia do 20.\u00ba Semin\u00e1rio Internacional do Caf\u00e9 de Santos, o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Regi\u00e3o de Monte Carmelo (Copermonte), Creuzo Takahashi, conta que a produtividade em sua regi\u00e3o era de dez sacas por trabalhador em 1978. Com as plantadoras mec\u00e2nicas, o volume subiu para 70 neste ano. A mecaniza\u00e7\u00e3o, que h\u00e1 36 anos era respons\u00e1vel por 30% dos custos de produ\u00e7\u00e3o, agora s\u00e3o de 12%.<\/p>\n<p>Takahashi, que produz no Cerrado Mineiro, conta que o investimento em tecnologia tamb\u00e9m permite ao cafeicultor de sua regi\u00e3o conseguir reduzir o impacto da seca. Ele acha que os danos \u00e0s lavouras v\u00e3o durar menos tempo nas propriedades ligadas \u00e0 Copermonte.<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio foi encerrado no Hotel Sofitel Jequitimar, em Guaruj\u00e1, ontem pelo vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (ACS), JohnWolthers. A ACS \u00e9 a realizadora do evento, que contou com o apoio institucional do Sebrae.<\/p>\n<p>A pesquisa e o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico permitem tamb\u00e9m \u00e0 cafeicultura acelerar as pr\u00e1ticas de sustentabilidade \u2013 uma s\u00e9rie de atividades e programas de gest\u00e3o para preservar os recursos naturais para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. As metas mais imediatas s\u00e3o economizar \u00e1gua e energia e proteger o solo e a sa\u00fade do trabalhador.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o de Guaxup\u00e9, no Sul de Minas, a alta produtividade, com 40 sacas por hectare, facilita os investimentos em sustentabilidade.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador de Programas Sustent\u00e1veis da Cooxup\u00e9, Edson Guerrero, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ter um quinto dos produtores com certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o 100 produtores e 10 mil hectares (duas vezes e meia a \u00e1rea insular de Santos) certificados com caf\u00e9 de alt\u00edssima qualidade\u201d, afirma Guerrero.<\/p>\n<p>NESTL\u00c9<\/p>\n<p>Dois dos maiores compradores de caf\u00e9 do mundo, a su\u00ed\u00e7a Nestl\u00e9 e a americana Starbucks, adotaram programas agressivos de sustentabilidade. Elas exigem de pequenos, m\u00e9dios e grandes fornecedores metas de redu\u00e7\u00e3o de consumo de \u00e1gua e de energia, entre outros itens, tudo com auditoria das certificadoras de sustentabilidade.<\/p>\n<p>A Nestl\u00e9 adota a sustentabilidade em 14 pa\u00edses, buscando redu\u00e7\u00e3o de 20% do consumo de energia e de 30% de \u00e1gua. As solu\u00e7\u00f5es variam de pa\u00eds para pa\u00eds. No M\u00e9xico, 80% de seus fornecedores j\u00e1 utilizam pain\u00e9is solares. Na Costa do Marfim, um pa\u00eds pobre, a Nestl\u00e9 apoia os produtores para obter o engajamento deles nas medidas, que custam caro.<\/p>\n<p>O diretor de Opera\u00e7\u00f5es de Trading da Starbucks, Tom Scharrrer, diz que a gigante das cafeterias pretende comprar 100% de caf\u00e9 certificado em 2015.<\/p>\n<p>Hoje, esse n\u00edvel est\u00e1 em 93%, resultado de US$ 16,9 milh\u00f5es investidos nas fazendas de seus fornecedores. \u201c\u00c9 de nosso interesse apoiar os fazendeiros, porque sem eles n\u00e3o estar\u00edamos aqui\u201d.<\/p>\n<p># Ex-ministro cobra infraestrutura<\/p>\n<p>Apesar de ser o Pa\u00eds com o maior potencial agr\u00edcola para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, o Brasil ainda n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de atender os 40% de aumento da demanda mundial por alimentos, segundo o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, agora coordenador do Centro de Agroneg\u00f3cio da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas.<\/p>\n<p>Rodrigues, que participou do Semin\u00e1rio Internacional do Caf\u00e9 de Santos, diz que o Brasil n\u00e3o possui infraestrutura para suportar esse aumento de produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem estrat\u00e9gia comercial suficiente para fechar tantos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O ministro critica, por exemplo, o fato do Governo Federal contar com quatro ministros ligados ao campo. \u201cTemos v\u00e1rios ministros ligados \u00e0 agricultura disputando prest\u00edgio e verbas\u201d.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m defende a assinatura de acordos bilaterais para aumentar as exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. O governo segue o princ\u00edpio de que esses tratados devem ser feitos por meio do Mercosul ou de rodadas mundiais. Por\u00e9m, h\u00e1 membros do Mercosul, como a Argentina, que passam por problemas cambiais e inflacion\u00e1rios, que n\u00e3o t\u00eam como foco assinar essas parcerias. No momento, o Mercosul negocia com a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Segundo Rodrigues, os pa\u00edses fortes no com\u00e9rcio exterior buscam os acordos bilaterais. \u201cNa pol\u00edtica comercial, 40% do com\u00e9rcio mundial de alimentos s\u00e3o feitos por acordo bilateral. O Brasil \u00e9 zero nisso\u201d.<\/p>\n<p>O ex-ministro conta ainda que a FGV vai entregar neste final de semana propostas de plano de governo do agroneg\u00f3cio para os tr\u00eas candidatos \u00e0 presid\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com ele, geralmente os candidatos presidenciais ignoram propostas do campo, mas desta vez os sinais s\u00e3o que de os pol\u00edticos est\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s demandas do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p># Sustentabilidade cresce e se dissemina na economia<\/p>\n<p>A palestra de encerramento do Semin\u00e1rio Internacional do Caf\u00e9 de Santos mostrou como a sustentabilidade se desenvolve na economia. A maior parte do avan\u00e7o \u00e9 fruto de a\u00e7\u00f5es civis ou de mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, mas o pr\u00f3prio setor privado acabou sendo beneficiado. \u00c9 o caso do agroneg\u00f3cio da cana-de-a\u00e7\u00facar, pressionado para acabar com a queima, que provoca emiss\u00e3o de gases no meio ambiente. A solu\u00e7\u00e3o foi mecanizar a lavoura. Hoje a colheita mec\u00e2nica j\u00e1 atinge 72% da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A sustentabilidade da cana produziu benef\u00edcios em cadeia. A biomassa da palha antes queimada agora gera energia. O conselheiro da Copersucar, Gast\u00e3o Mesquita, conta que o pre\u00e7o da tonelada do baga\u00e7o, por ter se tornado mat\u00e9ria-prima energ\u00e9tica, j\u00e1 supera o da pr\u00f3pria cana \u2013 pico de R$ 120 contra R$ 58. \u201cA lei obrigou, mas quem se beneficiou foi o produtor, que s\u00f3 ganha com uma cadeia mais sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O setor de tabaco, j\u00e1 pressionado pelos malef\u00edcios do fumo na sa\u00fade, tamb\u00e9m ganhou uma legisla\u00e7\u00e3o rigorosa para reduzir o impacto ambiental. Iro Sch\u00fcnke, da ind\u00fastria de Santa Cruz do Sul (RS), diz que as empresas desenvolveram um sistema integrado com o produtor para acelerar o resultado das medidas.<\/p>\n<p>Os agricultores t\u00eam uma vestimenta para n\u00e3o se contaminarem nas colheitas e as ind\u00fastrias recolhem embalagens de agrot\u00f3xicos. J\u00e1 as propriedades de 16 hectares em m\u00e9dia destinam 12% da \u00e1rea para eucaliptos e 18% de mata nativa.<\/p>\n<p>O diretor de Marketing e Comercial da Sobloco, Luiz Augusto de Almeida, conta que a Riviera de S\u00e3o Louren\u00e7o, empreendimento da construtora em Bertioga, possui duas funcion\u00e1rias com autonomia para identificar pr\u00e1ticas no condom\u00ednio que n\u00e3o sejam sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p># Cr\u00edtica<\/p>\n<p>\u201cNa pol\u00edtica comercial, 40% do com\u00e9rcio mundial de alimentos \u00e9 feito por acordo bilateral. O Brasil \u00e9 zero nisso\u201d<\/p>\n<p>\u201cTemos v\u00e1rios ministros ligados \u00e0 agricultura disputando prest\u00edgio e verbas\u201d<\/p>\n<p>Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador de Agroneg\u00f3cio da FGV<\/p>\n<p># Tecnologia no caf\u00e9<\/p>\n<p>&#8211; Riviera. No condom\u00ednio de Bertioga, prioridade para cal\u00e7adas e bicicletas, diz o diretor da Sobloco, Luiz Almeida<\/p>\n<p>&#8211; Cosm\u00e9ticos. A mineira Vanessa Vilela criou a Kapeh, cosm\u00e9ticos \u00e0 base de caf\u00e9<\/p>\n<p>&#8211; Cooxup\u00e9. Cooperativa prev\u00ea 20% dos s\u00f3cios com produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, diz Edson Guerrero<\/p>\n<p>&#8211; Cana. Segundo Gast\u00e3o Mesquita, da Copersucar, colheita mec\u00e2nica gerou emprego com capacita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/2014-05-09-atribuna-a1-cafe.pdf\">Confira a chamada de capa<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/2014-05-09-atribuna-c1-cafe.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da reportagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em: A Tribuna &#8211; 9\/5\/2014, sexta-feira, p\u00e1gina C-1, Economia # Semin\u00e1rio Internacional do Caf\u00e9 de Santos, encerrado ontem, mostra que setor supera desafios com tecnologia e sustentabilidade DA REDA\u00c7\u00c3O O avan\u00e7o da tecnologia mudou a produtividade do caf\u00e9 nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. Em regi\u00f5es de Minas Gerais acostumadas a investir em pesquisas, a mecaniza\u00e7\u00e3o, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}