{"id":56501,"date":"2013-09-05T14:39:40","date_gmt":"2013-09-05T17:39:40","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/falta-mais-abertura-comercial-para-o-brasil-diz-presidente-da-associacao-comercial-de-santos-em-debate-sobre-cafe\/"},"modified":"2013-09-05T14:39:40","modified_gmt":"2013-09-05T17:39:40","slug":"falta-mais-abertura-comercial-para-o-brasil-diz-presidente-da-associacao-comercial-de-santos-em-debate-sobre-cafe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/falta-mais-abertura-comercial-para-o-brasil-diz-presidente-da-associacao-comercial-de-santos-em-debate-sobre-cafe\/","title":{"rendered":"&#8220;Falta mais abertura comercial para o Brasil&#8221;, diz presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos em debate sobre caf\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (ACS), Michael Timm, afirmou que &#8220;falta mais abertura comercial para o Brasil&#8221;, tanto no que diz respeito ao caf\u00e9, quanto a outros produtos da pauta do com\u00e9rcio exterior. Ele fez a declara\u00e7\u00e3o na discuss\u00e3o Mercado de Caf\u00e9 &#8211; Brasil\/Alemanha, na tarde desta segunda-feira, 2 de setembro de 2013, no Museu do Caf\u00e9 de Santos.<\/p>\n<p>O debate contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o do diretor geral do Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), Guilherme Braga; do presidente do Conselho de C\u00e2maras Setoriais da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Eduardo Carvalhaes Junior, tamb\u00e9m diretor do Escrit\u00f3rio Carvalhaes; e do consultor Carlos Brando, da P&amp;A Marketing Internacional, de consultoria, marketing e trading em agroneg\u00f3cios, de Esp\u00edrito Santo do Pinhal, do Interior do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Marcio Calves, tamb\u00e9m esteve presente no evento.<\/p>\n<p>A mesa-redonda integra o Ciclo de Debates Brasil &amp; Alemanha, que ter\u00e1, nesta ter\u00e7a-feira, 3 de setembro de 2013, \u00e0s 16h30, a discuss\u00e3o Imigra\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 no Brasil, sobre o trabalho imigrante nas lavouras cafeeiras, o sistema de parcerias e a influ\u00eancia cultural.<\/p>\n<p>O debate &#8211; que ocorrer\u00e1 tamb\u00e9m no Museu do Caf\u00e9, na Rua XV de Novembro, 95, no&nbsp; Centro Hist\u00f3rico &#8211; ter\u00e1 palestras de Silvia Cristina Lambert Siriani, D\u00e9bora Bendocchi, Andr\u00e9 Munhoz de Argollo Ferr\u00e3o e Mercedes Gassen Kothe.<\/p>\n<p>Michael Timm<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil&#8221;, diz Michael Timm, &#8220;tem economia muito fechada, para todos os produtos. Falta incentivo para as exporta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 para as importa\u00e7\u00f5es. Falta mais abertura comercial para o Pa\u00eds. A Col\u00f4mbia, que \u00e9 produtora de caf\u00e9, compra o gr\u00e3o do Brasil e industrializa, reexportando o produto para o exterior&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos lembra ainda que o custo Brasil \u00e9 elevado, onerando n\u00e3o apenas os produtos para o mercado interno, mas tamb\u00e9m para o internacional.<\/p>\n<p>Timm, ao falar sobre o mercado alem\u00e3o de caf\u00e9, citou que a Alemanha importa cerca de 22 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 por ano, reservando em torno de 9,5 milh\u00f5es para consumo interno e 12,5 milh\u00f5es para reexporta\u00e7\u00e3o, principalmente a na\u00e7\u00f5es da Europa.<\/p>\n<p>Os portos alem\u00e3es de Hamburgo e Br\u00eamen tamb\u00e9m atuam como porta de entrada de caf\u00e9 em sacas para outros pa\u00edses da Europa &#8211; por eles passam cerca de 3,4 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 verde por ano, conforme dados do presidente da ACS, que citou a Pol\u00f4nia, com 1,6 milh\u00e3o, como o principal destino.<\/p>\n<p>Os alem\u00e3es tamb\u00e9m gostam muito de caf\u00e9 descafeinado, pois 2,7 milh\u00f5es das sacas importadas s\u00e3o destinadas para este mercado.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 sol\u00favel \u00e9 bastante consumido na Alemanha, com 3 milh\u00f5es de sacas em 2012, inclusive para reexporta\u00e7\u00e3o, para o Reino Unido, Pol\u00f4nia e Ucr\u00e2nia, por exemplo, de acordo com Timm.<\/p>\n<p>As duas grandes torrefadoras de caf\u00e9 na Alemanha s\u00e3o a Tchibo e a Kraft, que respondem por aproximadamente 45% do mercado. Outro player importante \u00e9 a Melitta, que est\u00e1 presente no Brasil, com o caf\u00e9 e com o filtro de papel.<\/p>\n<p>Guilherme Braga<\/p>\n<p>O diretor geral do Cecaf\u00e9, Guilherme Braga, enfatiza a import\u00e2ncia da Alemanha como parceiro comercial do Brasil, inclusive no que diz respeito ao caf\u00e9. &#8220;A Alemanha \u00e9 um dos grandes consumidores de caf\u00e9, com 10 milh\u00f5es de sacas, al\u00e9m de ser o maior exportador mundial de caf\u00e9 industrializado&#8221;.<\/p>\n<p>Braga alertou que fatores que agregam valor ao caf\u00e9 est\u00e3o relacionados \u00e0 log\u00edstica de comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do produto. O diretor geral do Cecaf\u00e9 recordou que o Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 hoje o terceiro maior produtor de caf\u00e9, atr\u00e1s de Minas Gerais e do Esp\u00edrito Santo, mas industrializa 50% do consumo nacional.<\/p>\n<p>&#8220;Do caf\u00e9 processado na Alemanha, cerca de 95% s\u00e3o vendidos ao mercado europeu&#8221;, em vista das facilidades que o pa\u00eds oferece, tanto no aspecto geogr\u00e1fico, pois est\u00e1 pr\u00f3ximo dos pa\u00edses compradores, quanto no que diz respeito ao marketing, porque os alem\u00e3es t\u00eam marcas que s\u00e3o vendidas, por exemplo, na Fran\u00e7a e na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>&#8220;Na Europa&#8221;, disse o diretor do Cecaf\u00e9, &#8220;o grande canal de vendas de caf\u00e9 \u00e9 o supermercado, assim como no Brasil, o que requer uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es para dar conta das necessidadesa do mercado&#8221;.<\/p>\n<p>No supermercado, n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para armazenar grandes quantidades de caf\u00e9s em pacotes. As compras dos supermercados n\u00e3o s\u00e3o em grande volume. Al\u00e9m disso, h\u00e1 necessidade de repor os pacotes de caf\u00e9 nas prateleiras de duas a tr\u00eas vezes por semana.<\/p>\n<p>O diretor geral do Cecaf\u00e9 alertou que n\u00e3o basta querer vender o caf\u00e9 brasileiro industrializado para a Europa. &#8220;N\u00e3o funciona assim. Tem internacionalizar a marca. \u00c9 preciso estar presente nos pa\u00edses consumidores. A Alemanha conseguiu mercado porque est\u00e1 presente na Europa&#8221;.<\/p>\n<p>Carlos Brando<\/p>\n<p>O consultor Carlos Brando, da P&amp;A Marketing Internacional, antes de abordar especificamente o mercado alem\u00e3o de caf\u00e9, fez uma explana\u00e7\u00e3o sobre o consumo de caf\u00e9 no \u00e2mbito mundial, porque a Alemanha acompanha as tend\u00eancias internacionais. &#8220;Nos mercados consumidores tradicionais, o consumo vai para dentro de casa, como nos Estados Unidos, mas as lojas de caf\u00e9, as cafeterias, voltam a ganhar for\u00e7a, como na Europa e Jap\u00e3o. A monodose \u00e9 uma tend\u00eancia, h\u00e1 uma invas\u00e3o das m\u00e1quinas e c\u00e1psulas. Al\u00e9m disso, as marcas pr\u00f3prias se expandem no varejo&#8221;.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses produtores e emergentes, de acordo com Brando, surgem uma nova classe m\u00e9dia e novos consumidores, aumenta a for\u00e7a do sol\u00favel, as cafeterias impulsionam o consumo e na monodose a tend\u00eancia \u00e9 o caf\u00e9 3 em 1 &#8211; caf\u00e9, leite e a\u00e7\u00facar em uma embalagem.<\/p>\n<p>O consumo de caf\u00e9 sol\u00favel \u00e9 outra tend\u00eancia global, segundo Brando, em especial nos pa\u00edses produtores e nos mercados emergentes. &#8220;No sol\u00favel, h\u00e1 praticidade e conveni\u00eancia, al\u00e9m de atuar como porta de entrada nos pa\u00edses que tomam ch\u00e1, bem como oferece pre\u00e7o atraente&#8221;.<\/p>\n<p>O consultor da P&amp;A Marketing Internacional comenta que o caf\u00e9 sol\u00favel apresenta a vantagem de alcan\u00e7ar todos os segmentos de renda. &#8220;Entre os jovens asi\u00e1ticos, o 3 em 1 \u00e9 sucesso absoluto&#8221;.<\/p>\n<p>A monodose \u00e9 outra grande tend\u00eancia global no mercado cafeeiro, conforme observou Carlos Brando. &#8220;As c\u00e1psulas vieram para renovar mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, mas o Brasil tamb\u00e9m \u00e9 um polo din\u00e2mico. A monodose estimula a demanda, devido a fatores como conveni\u00eancia, escolha e rapidez &#8211; e o consumo cresce 20% ao ano desde 2004&#8221;. Em s\u00edntese, as c\u00e1psulas e sach\u00eas de caf\u00e9 s\u00e3o um grande mercado a ser explorado.<\/p>\n<p>Outra grande tend\u00eancia do mercado internacional de caf\u00e9 s\u00e3o as lojas de caf\u00e9, segundo Carlos Brando. &#8220;As cafeterias se expandem r\u00e1pido em novos mercados e abrem caminho para o consumo em casa. Na \u00cdndia, por exemplo, a Coffee Day tem 1.400 lojas em 200 cidades e atende 400 mil clientes por dia. A Coreia do Sul tem 12 mil cafeterias, a maioria servindo marcas locais. Nas Filipinas, h\u00e1 200 lojas da Starbucks. E a Am\u00e9rica Latina moderniza e melhora o mercado cafeeiro, em especial com esta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p>As marcas pr\u00f3prias de caf\u00e9 s\u00e3o outra importante vertente, conforme o consultor da P&amp;A Marketing Internacional. &#8220;As marcas pr\u00f3prias de caf\u00e9 emergem com for\u00e7a na Europa devido \u00e0 busca por op\u00e7\u00f5es mais baratas. As grandes redes varejistas tamb\u00e9m t\u00eam grande for\u00e7a neste segmento, em vista do apelo da marca e do pre\u00e7o baixo. Tesco, Carrefour, Aldi e Casino s\u00e3o grandes players&#8221;.<\/p>\n<p>O consumo global de caf\u00e9 apresenta hoje uma nova din\u00e2mica, de acordo com Carlos Brando. &#8220;A \u00c1sia \u00e9 o novo centro das aten\u00e7\u00f5es, em especial a China, a \u00cdndia, a Coreia do Sul, as Filipinas, a Indon\u00e9sia e o Vietn\u00e3&#8221;.<\/p>\n<p>Brando citou os h\u00e1bitos orientais, focados no consumo de ch\u00e1, como um desafio a ser superado. Al\u00e9m disso, as novas gera\u00e7\u00f5es de consumidores tendem a preferir o caf\u00e9, pois o ch\u00e1 \u00e9 visto como a bebida dos pais e av\u00f3s. &#8220;As lojas de caf\u00e9 s\u00e3o lan\u00e7adoras de tend\u00eancias&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse contexto internacional, a Alemanha se consolida como a maior reexportadora de caf\u00e9 no mundo, com um consumo interno de 8,6 milh\u00f5es de sacas por ano, no per\u00edodo de 2000 a 2011, o que corresponde a 28% do total global, segundo observa\u00e7\u00f5es de Carlos Brando. &#8220;Tanto que as importa\u00e7\u00f5es alem\u00e3s de caf\u00e9 aumentam &#8211; do Brasil, foi de 13% paa 27% e do Vietn\u00e3, de 3,7% para 18%&#8221;.<\/p>\n<p>Do caf\u00e9 torrado pelos alem\u00e3es, 17% v\u00e3o para a Pol\u00f4nia, 14% para a Fran\u00e7a e 13% para a Holanda, conforme dados de Carlos Brando.<\/p>\n<p>Quanto ao caf\u00e9 torrado e descafe\u00ednado, 54% s\u00e3o reexportados pela Alemanha para os Estados Unidos, 12% para a Espanha e 7% para a It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Dos extratos (l\u00edquidos) de caf\u00e9, os alem\u00e3es reexportam 15% para o Reino Unido, 11% para a Pol\u00f4nia e 10% para Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Na Europa, os maiores compradores de caf\u00e9 verde em gr\u00e3o s\u00e3o a Alemanha, a It\u00e1lia, a B\u00e9lgica, a Fran\u00e7a e a Espanha, de acordo com dados do consultor da P&amp;A Marketing Internacional.<\/p>\n<p>At\u00e9 2008, os tr\u00eas maiores fornecedores do mercado europeu eram o Brasil, o Vietn\u00e3 e a Col\u00f4mbia. &#8220;Por\u00e9m, em 2012, a Col\u00f4mbia caiu drasticamente no fornecimento, mas o Brasil ainda manteve &#8211; e mant\u00e9m &#8211; a lideran\u00e7a&#8221;. Outros importantes exportadores de caf\u00e9 para os europeus s\u00e3o a Indon\u00e9sia, Honduras e Peru.<\/p>\n<p>No tocante ao consumo de caf\u00e9 na Alemanha, Carlos Brando constatou que o caf\u00e9 torrado e mo\u00eddo tradicional ainda \u00e9 importante no mercado, mas declina em volume. &#8220;O espresso e a monodose conquistam popularidade. Os consumidores est\u00e3o migrando para m\u00e1quinas de fazer caf\u00e9 em casa e para o caf\u00e9 fora de casa e tamb\u00e9m para o caf\u00e9 torrado em gr\u00e3o, processado em m\u00e1quinas de espresso. O caf\u00e9 sol\u00favel tem demanda est\u00e1vel, com apenas 4% do mercado&#8221;.<\/p>\n<p>O mercado interno alem\u00e3o \u00e9 altamente competitivo, segundo Carlos Brando. &#8220;A Mondelez, que fornece para McCaf\u00e9 e McDonal&#8217;s, muito populares entre os jovens, \u00e9 l\u00edder de mercado, com participa\u00e7\u00e3o de 20%, mas sofre com a entrada de novos produtos. Outros grandes players s\u00e3o a Tchibo, a Melitta, a Dallmayr, da qual a Nestl\u00e9 tem 25%, e a J.J. Darboven&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Na Alemanha&#8221;, continuou Brando, &#8220;se destaca a rede de supermercados Aldi, um dos maiores grupos na agrega\u00e7\u00e3o de valor, com 9.800 unidades no mundo, e que compete com Tesco e Carrefour na Europa&#8221;.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o consumo fora de casa \u00e9 concentrado em padarias e cafeterias, de acordo com o consultor da P&amp;A Marketing Internacional. &#8220;Crescem tamb\u00e9m as m\u00e1quinas de vendas (vending machines), com 10% do mercado, al\u00e9m do consumo em postos de gasolina&#8221;.<\/p>\n<p>As novidades atraem cada vez mais consumidores no mercado alem\u00e3o, conforme Carlos Brando. &#8220;Os caf\u00e9s especiais e prepara\u00e7\u00f5es \u00e0 base de caf\u00e9 j\u00e1 s\u00e3o 45% do consumo fora do lar&#8221;.<\/p>\n<p>Brando antecipa que, entre as perspectivas para o consumo de caf\u00e9 na Alemanha, deve continuar a demanda por produtos pr\u00e1ticos e f\u00e1ceis de preparar. &#8220;Existe a necessidade de busca por conveni\u00eancia e o alem\u00e3o tamb\u00e9m quer aproveitar ao m\u00e1ximo o tempo livre&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;As por\u00e7\u00f5es para o caf\u00e9 em monodose vieram para ficar, entende Carlos Brando. As op\u00e7\u00f5es s\u00e3o os sach\u00eas, as c\u00e1psulas, as m\u00e1quinas dom\u00e9sticas, o caf\u00e9 pronto para beber e o sol\u00favel 2 em 1 &#8211; caf\u00e9 e creme em uma embalagem&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O caf\u00e9 \u00e9 a bebida mais consumida na Alemanha&#8221;, afirmou Carlos Brando, desfazendo a ideia de que a cerveja estaria no topo. De acordo com dados de 2010, o consumo per capita foi de 150 litros de caf\u00e9, 131 litros de \u00e1gua e 107 litros de cerveja.<\/p>\n<p>Eduardo Carvalhaes Junior<\/p>\n<p>O presidente do Conselho de C\u00e2maras Setoriais da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Eduardo Carvalhaes Junior, tamb\u00e9m diretor do Escrit\u00f3rio Carvalhaes, afirmou que &#8220;o Brasil tem que continuar a fazer hist\u00f3ria &#8211; e por isso deve superar o consumo dos Estados Unidos, tornando-se o maior consumidor mundial de caf\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p>Carvalhaes lembrou que o caf\u00e9 construiu o Brasil e alavancou a industrializa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, em vista da import\u00e2ncia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Os primeiros alem\u00e3es a virem ao Brasil chegaram com Martim Afonso de Sousa, citou Carvalhaes. Em 1534, em Santos, foram lan\u00e7adas as bases do Engenho do Trato ou do Senhor Governador. Mais tarde, a propriedade foi vendida ao alem\u00e3o Erasmo Scheter, e passou a ser conhecida como Engenho de S\u00e3o Jorge dos Erasmos.<\/p>\n<p>Carvalhaes informou que, na d\u00e9cada de 1830, o alem\u00e3o Theodor Wille fundou em Santos a Theodor Wille &amp; Cia., conhecida por exportar a primeira saca de caf\u00e9 da ent\u00e3o Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo para a Europa.<\/p>\n<p>Uma presen\u00e7a mais recente da Alemanha no Brasil foi o estabelecimento da Melitta no Pa\u00eds em 1968, para fabricar principalmente filtros de papel para caf\u00e9.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a produtos agr\u00edcolas &#8211; e n\u00e3o apenas no tocante ao caf\u00e9 &#8211; o Brasil n\u00e3o sabe agregar valor, observou Carvalhaes. &#8220;Falta cultura de como agregar valor. Al\u00e9m disso, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, por exemplo, tem que olhar o assunto com muito mais aten\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_02.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_03.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_04.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_05.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_06.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_07.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_08.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_09.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/museu1\/2013-09-02-museucafe_10.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (ACS), Michael Timm, afirmou que &#8220;falta mais abertura comercial para o Brasil&#8221;, tanto no que diz respeito ao caf\u00e9, quanto a outros produtos da pauta do com\u00e9rcio exterior. 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