{"id":52388,"date":"2012-11-08T01:00:00","date_gmt":"2012-11-08T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/dedicacao-o-simples-segredo-de-um-cafe-campeao-paulista-ccc-vitoria-8112012\/"},"modified":"2012-11-08T01:00:00","modified_gmt":"2012-11-08T03:00:00","slug":"dedicacao-o-simples-segredo-de-um-cafe-campeao-paulista-ccc-vitoria-8112012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/dedicacao-o-simples-segredo-de-um-cafe-campeao-paulista-ccc-vitoria-8112012\/","title":{"rendered":"Dedica\u00e7\u00e3o, o simples segredo de um caf\u00e9 campe\u00e3o paulista &#8211; CCC Vit\u00f3ria &#8211; 8\/11\/2012"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em:<br \/>Site do Centro do Com\u00e9rcio de Caf\u00e9 de Vit\u00f3ria, <a href=\"http:\/\/www.cccv.org.br\/\">www.cccv.org.br<\/a>, 8\/11\/2012<\/p>\n<p>Quase 12 horas di\u00e1rias de dedica\u00e7\u00e3o na ro\u00e7a e nada de m\u00e1quinas. Esse \u00e9 o segredo do agricultor Moacir Donizetti Rossetto para produzir o lote que levou sua propriedade, localizada no munic\u00edpio de Caconde, a vencer o 11\u00ba Concurso Estadual de Qualidade do Caf\u00e9 de S\u00e3o Paulo, organizado pelo Sindicato da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 do Estado (Sindicaf\u00e9-SP), pelo Museu do Caf\u00e9 e pela Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos.<\/p>\n<p>&#8220;Tentamos fazer um trabalho diferente. Colhemos na hora certa, pegamos apenas gr\u00e3os maduros e com pequena porcentagem de verde. Somos muito r\u00edgidos&#8221;, afirma Rossetto, 42 anos. Em seus cafezais, a \u00fanica &#8220;ferramenta industrializada&#8221; utilizada \u00e9 a luva. &#8220;Temos aprendido nos \u00faltimos tempos, procuramos usar \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m&#8221;, afirma o produtor, que nunca conheceu outro of\u00edcio fora o trabalho no campo.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Rossetto produz caf\u00e9 no S\u00edtio S\u00e3o Jos\u00e9 desde 1964. Os 8,5 hectares de terra s\u00e3o ocupados pelo cafezal e pelos terreiros para secagem dos gr\u00e3os. Trabalham na ro\u00e7a ele, o irm\u00e3o Jos\u00e9 Rossetto, 32 anos, e o pai, Jos\u00e9 Rossetto Neto, 70 anos. A esposa, Alessandra Aparecida Rossetto, \u00e9 a respons\u00e1vel pela secagem.<\/p>\n<p>&#8220;Colhemos o caf\u00e9 do modo antigo e n\u00e3o pegamos do ch\u00e3o, s\u00f3 da \u00e1rvores. Mas a qualidade \u00e9 feita no terreiro. Gr\u00e3os diferentes n\u00e3o podem ser misturados. E o caf\u00e9 tem de ser puxado todo dia. Quanto mais mexer, melhor para a qualidade&#8221;, diz. O terreiro fica suspenso a um metro do ch\u00e3o. Feito de tela, \u00e9 ideal para uma boa ventila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 produzido pelos Rossetto recebeu nota 9,023 da comiss\u00e3o julgadora do concurso, que se reuniu na Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos no fim de outubro para avaliar as amostras inscritas. Segundo a comiss\u00e3o, trata-se de um caf\u00e9 frutado, c\u00edtrico, com do\u00e7ura marcante e gosto intenso e prolongado.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 dos Rossetto teve a maior nota do concurso e tamb\u00e9m foi o primeiro da categoria microlote, uma das tr\u00eas do evento. As demais s\u00e3o o caf\u00e9 cereja descascado\/e ou despolpado e o caf\u00e9 natural.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas tr\u00eas anos caf\u00e9s do tipo microlote participa do concurso, e \u00e9 a primeira vez que um de seus representantes sai vencedor. Eduardo Carvalhaes Junior, coordenador do concurso, afirma ter ficado feliz em constatar que o melhor caf\u00e9 paulista \u00e9 tratado de forma artesanal, mercado no qual o Brasil tenta avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>&#8220;Esse selo de qualidade \u00e9 aquela pontinha da pir\u00e2mide que acaba estendendo o prest\u00edgio para toda a pir\u00e2mide&#8221;, diz Carvalhaes. &#8220;Como maior produtor de caf\u00e9 do mundo, o Brasil sempre vai ter o mercado de grandes volumes. Mas existe uma tend\u00eancia global para dar aten\u00e7\u00e3o a esse estilo mais artesanal, e \u00e9 isso que estamos tentando fazer&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ele, um bom caf\u00e9 \u00e9 resultado de um conjunto de fatores. Pesam a colheita, a secagem, o solo o clima e a altitude &#8211; Caconde est\u00e1 a 860 metros acima do n\u00edvel do mar. Com a valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 gourmet, entrou na agenda do produtor brasileiro o chamado &#8220;fator terroir&#8221;, termo que na cultura do bom vinho franc\u00eas designa uma certa qualidade intr\u00ednseca, quase cultural.<\/p>\n<p>O concurso estadual do melhor caf\u00e9 de S\u00e3o Paulo foi criado para incentivar o produtor a investir na qualidade e restabelecer a imagem de S\u00e3o Paulo no segmento.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o produto que d\u00e1 rosto ao Estado. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, percebemos que S\u00e3o Paulo era o 3\u00ba maior produtor de caf\u00e9 do pa\u00eds. Mas tem o maior porto exportador, o maior centro de consumo de caf\u00e9 e re\u00fane os principais exportadores e torrefadores do Brasil. Al\u00e9m disso, as principais ind\u00fastrias de beneficiamento e de m\u00e1quinas de colheita est\u00e3o aqui&#8221;, lembra Carvalhaes.<\/p>\n<p>S\u00e3o 13 concursos regionais que desembocam na competi\u00e7\u00e3o estadual. Al\u00e9m de mudar a imagem do caf\u00e9 em S\u00e3o Paulo, diz, o concurso estadual acabou inspirando eventos do g\u00eanero no Paran\u00e1 e em Minas Gerais. Hoje, Minas responde por cerca de 50% da produ\u00e7\u00e3o nacional do caf\u00e9. O Esp\u00edrito Santo vem em segundo, com 25%. A fatia de S\u00e3o Paulo \u00e9 de quase 10%, e Paran\u00e1 e Bahia t\u00eam 5% cada.<\/p>\n<p>Conforme o classificador e degustador de caf\u00e9 Aloisio Barca, os principais crit\u00e9rios analisados na disputa foram secagem, aspecto, cor, tamanho da fava, forma\u00e7\u00e3o, olfato e paladar. Ele participou da an\u00e1lise dos lotes do concurso.<\/p>\n<p>No total, ser\u00e3o premiados dez lotes &#8211; dois do microlote, quatro do descascado e quatro do natural. Os lotes foram leiloados at\u00e9 ontem. Puderam participar do preg\u00e3o pessoas ind\u00fastrias e cafeterias. A cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no dia 13, quando Moacir Rossetto vai a Santos pela primeira vez, para receber o pr\u00eamio.<\/p>\n<p>A colheita deste ano na lavoura do S\u00edtio S\u00e3o Jos\u00e9 ser\u00e1 de aproximadamente 130 sacas de 60 quilos, ainda n\u00e3o comercializadas devido aos atuais baixos pre\u00e7os do caf\u00e9 no mercado. &#8220;Estamos esperando ver se melhora&#8221;, diz Moacir. Para 2013 a estimativa \u00e9 crescer 54%, chegando a 200 sacas vendidas, volume j\u00e1 projetado antes do an\u00fancio do pr\u00eamio.<\/p>\n<p>Sobre o impacto econ\u00f4mico que o t\u00edtulo de melhor caf\u00e9 paulista lograr\u00e1, Moacir diz n\u00e3o ter ideia. &#8220;Essa \u00e9 a parte mais dif\u00edcil. Esperamos aumentar o valor, n\u00e3o sabemos para quanto. Mas acho que as coisas v\u00e3o melhorar, que novos compradores chegar\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico &#8211; 07\/11\/2012 &#8211; Agroneg\u00f3cios &#8211; P\u00e1gina B16<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/2012-11-08-cccv-concurso.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em:Site do Centro do Com\u00e9rcio de Caf\u00e9 de Vit\u00f3ria, www.cccv.org.br, 8\/11\/2012 Quase 12 horas di\u00e1rias de dedica\u00e7\u00e3o na ro\u00e7a e nada de m\u00e1quinas. 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