{"id":51701,"date":"2012-09-19T09:54:51","date_gmt":"2012-09-19T12:54:51","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/ingleses-apostam-na-privatizacao-a-tribuna-1992012\/"},"modified":"2012-09-19T09:54:51","modified_gmt":"2012-09-19T12:54:51","slug":"ingleses-apostam-na-privatizacao-a-tribuna-1992012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/ingleses-apostam-na-privatizacao-a-tribuna-1992012\/","title":{"rendered":"Ingleses apostam na privatiza\u00e7\u00e3o &#8211; A Tribuna &#8211; 19\/9\/2012"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em:<br \/>A Tribuna, 19\/9\/2012, quarta-feira, p\u00e1gina C-6, Porto &amp; Mar<\/p>\n<p># A Inglaterra foi o primeiro pa\u00eds a entregar o setor portu\u00e1rio \u00e0 iniciativa privada. Por\u00e9m, faz um alerta para a dificuldade de integra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>LEOPOLDO FIGUEIREDO<br \/>ENVIADO ESPECIAL A LONDRES<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o e da opera\u00e7\u00e3o de portos garante uma maior agilidade administrativa aos complexos de cargas e facilita a realiza\u00e7\u00e3o de seus investimentos, mas tamb\u00e9m traz um risco. \u00c9 a dificuldade de integra\u00e7\u00e3o entre a entidade portu\u00e1ria privada e os \u00f3rg\u00e3os e concession\u00e1rias respons\u00e1veis por seus acessos log\u00edsticos &#8211; rodovias, ferrovias e hidrovias.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 de Richard Bird, diretor-executivo de The United Kingdom Major Ports Group Ltd (UKMPG), entidade que re\u00fane companhias privadas administradoras de portos no Reino Unido, respons\u00e1veis por 70% do com\u00e9rcio internacional do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bird se reuniu no in\u00edcio da tarde de ontem, em Londres, capital da na\u00e7\u00e3o, com empres\u00e1rios e autoridades do Porto de Santos que realizam uma s\u00e9rie de visitas t\u00e9cnicas aos complexos ingleses.<\/p>\n<p>As atividades integram a programa\u00e7\u00e3o da 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Santos Export &#8211; F\u00f3rum Internacional para a Expans\u00e3o do Porto de Santos. Iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o e uma realiza\u00e7\u00e3o da Una Marketing de Eventos, o semin\u00e1rio aconteceu nos \u00faltimos dias 13 e 14 de agosto, em Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p>O debate sobre uma maior participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada nos portos &#8211; especialmente em sua gest\u00e3o &#8211; ganha uma nova import\u00e2ncia neste momento, em que o Governo do Brasil estuda mudar as normas de explora\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>Uma das linhas de a\u00e7\u00e3o sob an\u00e1lise no Pal\u00e1cio do Planalto \u00e9 a concess\u00e3o de complexos mar\u00edtimos e fluviais a empresas particulares.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, ocorrida no centro de conven\u00e7\u00f5es anexo ao Minist\u00e9rio de Com\u00e9rcio e Investimento do Reino Unido, Bird destacou que a privatiza\u00e7\u00e3o dos portos brit\u00e2nicos, iniciada em 1983, durante o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher (que ocupou o cargo de 1979 a 1990), garantiu mudan\u00e7as &#8220;significativas&#8221; para o setor. Entre elas, destacou a atra\u00e7\u00e3o e o consequente aumento dos investimentos, a melhora da produtividade, a redu\u00e7\u00e3o dos custos e a agiliza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;T\u00ednhamos portos com graves problemas financeiros e o setor n\u00e3o atendia as demandas das ind\u00fastrias, rejudicando-as. Thatcher quis trazer (para os complexos portu\u00e1rios) os benef\u00edcios obtidos para o setor de avia\u00e7\u00e3o civil, que havia acabado de ser privatizado. E conseguiu. Os portos da Inglaterra deram um salto de qualidade, o que permite que hoje sejamos o pa\u00eds com o segundo maior mercado portu\u00e1rio da Europa, atr\u00e1s apenas dos Pa\u00edses Baixos (onde est\u00e1 o complexo de Roterd\u00e3, o maior do continente)&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>PRIMEIRA PRIVATIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A Inglaterra foi o primeiro pa\u00eds do mundo a privatizar seu setor portu\u00e1rio, tornando-se uma refer\u00eancia da pol\u00edtica liberal.<\/p>\n<p>Nos complexos sob controle privado, a empresa particular atua como operadora e tamb\u00e9m como autoridade portu\u00e1ria, sendo respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o (dragagem, por exemplo) e pelos investimentos em infraestrutura (constru\u00e7\u00e3o de terminais).<\/p>\n<p>E essa miss\u00e3o \u00e9 executada sem recursos p\u00fablicos, lembra o diretor-executivo da UKMPG. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 motivo para o governo gastar com os portos se tem quem o fa\u00e7a. Isso agora \u00e9 um papel das empresas, que buscam seus recursos no sistema financeiro. Assim, os recursos do pa\u00eds podem ser destinados a outros setores&#8221;, afirmou o representante das administradoras portu\u00e1rias privadas.<\/p>\n<p>No Brasil, o Governo Federal realizou um processo de privatiza\u00e7\u00e3o do setor durante os anos 90,mas abriu para a iniciativa privada apenas a opera\u00e7\u00e3o nos complexos. A administra\u00e7\u00e3o continua sendo p\u00fablica.<\/p>\n<p>Nos dois pa\u00edses, a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a defini\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o do setor s\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o. Mas o cen\u00e1rio constru\u00eddo a partir da concess\u00e3o dos portos \u00e0s empresas privadas traz um risco, a falta de integra\u00e7\u00e3o dos terminais com o restante da infraestrutura de transportes do pa\u00eds, alerta Richard Bird.<\/p>\n<p>Ele explica que uma das dificuldades enfrentadas pelas administra\u00e7\u00f5es particulares dos complexos \u00e9 atuar em parceria com concession\u00e1rias e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que exploram rodovias e ferrovias, de modo que os acessos log\u00edsticos atendam as demandas do mercado portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Demorou um tempo para que consegu\u00edssemos integrar portos, estradas e ferrovias. Dover (porto que fica a 124 quil\u00f4metros a sudeste de Londres, \u00e0s margens do Canal da Mancha), por exemplo, s\u00f3 conseguiu planejar seus acessos devidamente h\u00e1 sete anos&#8221;, explicou o executivo.<\/p>\n<p>E complementou, mandando um recado \u00e0s autoridades brasileiras: &#8220;Esse \u00e9 um perigo que enfrentamos. Se o Brasil estuda ampliar a privatiza\u00e7\u00e3o agora, tem de evitar esse problema. \u00c9 bom garantir que todos os participantes &#8211; portos, estradas, ferrovias, hidrovias &#8211; atuem em parceria&#8221;.<\/p>\n<p>Ontem, al\u00e9m do encontro com Richard Bird, os integrantes da comitiva do Santos Export assistiram a apresenta\u00e7\u00f5es de Philip Grindrod, respons\u00e1vel pelo setor de pol\u00edticas portu\u00e1rias do Departamento de Transportes do Reino Unido, e de Mark Wandless, presidente do conselho da Sociedade das Ind\u00fastrias Mar\u00edtimas (SMI, na sigla em ingl\u00eas) do Reino Unido.<\/p>\n<p>Em seguida, no final da tarde, ainda no centro de conven\u00e7\u00f5es anexo ao Minist\u00e9rio de Com\u00e9rcio e Investimento, o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Carlos Kopittke, e diretores de terminais de cont\u00eaineres de Santos, participantes do grupo do Santos Export, apresentaram o complexo portu\u00e1rio santista, suas empresas e planos de investimento. Na plateia estavam empres\u00e1rios e autoridades brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>GRUPO<\/p>\n<p>A comitiva do Santos Export \u00e9 formada por executivos de terminais de cont\u00eainerese gran\u00e9is, operadores log\u00edsticos, prestadores de servi\u00e7os para o setor e da Praticagem de Santos, diretores da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Terminais Retroportu\u00e1rios e das Empresas Transportadoras de Cont\u00eaineres (ABTTC), da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos e da Associa\u00e7\u00e3o das Empresas do Distrito Industrial e Portu\u00e1rio da Alemoa (AMA).<\/p>\n<p>Entre as autoridades, est\u00e3o o diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Carlos Kopittke, o presidente do Conselho de Autoridade Portu\u00e1ria (CAP) de Santos e secret\u00e1rio de Planejamento da Prefeitura de Santos, Bechara Abdalla Neves, e o secret\u00e1rio de Assuntos Portu\u00e1rios de Guaruj\u00e1, Carlos Blaschi. Tamb\u00e9m participam diretores do Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A s\u00e9rie de visitas t\u00e9cnicas e reuni\u00f5es em portos da Inglaterra, da comitiva do Santos Export, prossegue at\u00e9 amanh\u00e3. <br \/>Hoje, est\u00e1 programada uma visita ao Porto de Southampton, na costa sul do pa\u00eds, a 126 quil\u00f4metros a sul de Londres.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o principal complexo mar\u00edtimo para a opera\u00e7\u00e3o de carros (mais de 650 mil por ano) e cruzeiros do Reino Unido e o segundo na de cont\u00eaineres (mais de 1,5 milh\u00e3o por ano). Tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder no movimento de passageiros, recebendo mais de 1 milh\u00e3o por ano (quantidade semelhante \u00e0 de Santos na\u00faltima temporada). Foi dele que zarpou, em 10 de abril de 1912,o Titanic.<\/p>\n<p>INTERNACIONAL<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a oitava miss\u00e3o t\u00e9cnica realizada pelo Santos Export, que anualmente, desde 2005, promove visitas a complexos mar\u00edtimos de destaque no cen\u00e1rio internacional.<\/p>\n<p>As delega\u00e7\u00f5es do semin\u00e1rio j\u00e1 foram recebidas em portos da Holanda, da Fran\u00e7a, da It\u00e1lia, da Espanha, da Alemanha, da Dinamarca, dos Estados Unidos, do Canad\u00e1, do Panam\u00e1 e, no \u00faltimo ano, da China.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 organizada em parceria com o Minist\u00e9rio de Com\u00e9rcio e Investimento do Reino Unido (UKTI, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/2012-09-19-atribuna-c6-londres.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da reportagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em:A Tribuna, 19\/9\/2012, quarta-feira, p\u00e1gina C-6, Porto &amp; Mar # A Inglaterra foi o primeiro pa\u00eds a entregar o setor portu\u00e1rio \u00e0 iniciativa privada. 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