{"id":51351,"date":"2012-08-17T10:52:49","date_gmt":"2012-08-17T13:52:49","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/para-suportar-crescimento-previsto-porto-de-santos-precisa-de-um-novo-modelo-de-gestao-transporte-digital-news-1582012\/"},"modified":"2012-08-17T10:52:49","modified_gmt":"2012-08-17T13:52:49","slug":"para-suportar-crescimento-previsto-porto-de-santos-precisa-de-um-novo-modelo-de-gestao-transporte-digital-news-1582012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/para-suportar-crescimento-previsto-porto-de-santos-precisa-de-um-novo-modelo-de-gestao-transporte-digital-news-1582012\/","title":{"rendered":"Para suportar crescimento previsto, Porto de Santos precisa de um novo modelo de gest\u00e3o \/ Transporte Digital News \/ 15\/8\/2012"},"content":{"rendered":"<p>Publicado em:<br \/>Transporte Digital News \/ 15\/8\/2012<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio exterior brasileiro se insere cada vez mais em um cen\u00e1rio de competitividade global, mas ainda sofre com as limita\u00e7\u00f5es impostas pelo modelo de gest\u00e3o dos portos. Al\u00e9m da aus\u00eancia de uma maior autonomia das autoridades portu\u00e1rias, consenso entre os agentes p\u00fablicos e privados do setor, h\u00e1 outros obst\u00e1culos a serem superados com urg\u00eancia, como os gargalos log\u00edsticos e aperfei\u00e7oamento dos processos. Este \u00e9 o balan\u00e7o do Santos Export \u2013 F\u00f3rum Internacional para Expans\u00e3o do Porto de Santos, evento promovido pelo Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o e Una Marketing de Eventos nos dias 13 e 14 de agosto, no Casa Grande Hotel, no Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p>Em palestras e mesas redondas, especialistas e lideran\u00e7as p\u00fablicas e privadas ligadas ao porto discutiram, durante o evento, temas como gest\u00e3o portu\u00e1ria, agroneg\u00f3cio e os novos desafios do cais santista. No final do evento, uma carta p\u00fablica foi lida pontuando os principais assuntos discutidos durante o f\u00f3rum e uma s\u00edntese das reivindica\u00e7\u00f5es dos v\u00e1rios segmentos envolvidos na cadeia portu\u00e1ria. \u201cO Porto de Santos n\u00e3o pode esperar. Nesta edi\u00e7\u00e3o do f\u00f3rum ficou claro que h\u00e1, por parte de todos os agentes que orbitam em torno do complexo, um clima de apreens\u00e3o. \u00c9 consenso que, como todos os avan\u00e7os conquistados nos \u00faltimos anos, muita coisa melhorou, mas ningu\u00e9m ousa dizer que j\u00e1 estamos preparados para o crescimento previsto para os pr\u00f3ximos anos\u201d, mencionou um trecho do documento.<\/p>\n<p>A carta destaca, principalmente, a necessidade de um modelo de gest\u00e3o que amplie a capacidade e a velocidade da administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria em superar os obst\u00e1culos e concretizar investimos. \u201cConvivemos com os gargalos log\u00edsticos e com uma burocracia que emperram o crescimento do nosso com\u00e9rcio exterior e, principalmente, precisamos de uma maior autonomia da autoridade portu\u00e1ria. Priorizar a qualidade do servi\u00e7o prestado, a agilidade e a competitividade \u00e9 fundamental para que o porto cres\u00e7a de forma sustent\u00e1vel. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se houver um rompimento que nos livre das amarras impostas pelo arcabou\u00e7o jur\u00eddico e indefini\u00e7\u00e3o sobre as atribui\u00e7\u00f5es\u201d, destacou o documento em outro trecho.<\/p>\n<p>Tempo \u2013 Al\u00e9m de um novo modelo de gest\u00e3o, outro consenso entre os debatedores \u00e9 a necessidade do aceleramento das a\u00e7\u00f5es que preparem o porto para o crescimento da movimenta\u00e7\u00e3o de cargas. \u201cO plano da segunda fase da dragagem j\u00e1 era para ter sido lan\u00e7ado. Os calados dos navios est\u00e3o maiores e o complexo precisa estar preparado para receb\u00ea-los. Precisamos que a profundidade passe dos atuais 15 metros para 17 no canal externo e para 16 metros no canal interno. Assim, preparamos o porto para a nova realidade mundial de acessos portu\u00e1rios\u201d, afirmou o diretor da Antaq (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios) e ex-ministro de Portos, Pedro Brito.<\/p>\n<p>Vicente do Valle, primeiro vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fator \u201cpre\u00e7o\u201d: \u201cTivemos uma melhora em rela\u00e7\u00e3o a produtividade do Porto de Santos, mas continuamos com problemas em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o. Antes da Lei dos Portos, pag\u00e1vamos R$ 120 reais por cont\u00eainer para o transporte de caf\u00e9. Em 2004, esse valor passou para R$ 202 e, atualmente, est\u00e1 em R$ 605. Ao compararmos, percebemos que a China tem um valor tr\u00eas vezes mais barato e a \u00cdndia uma vez e meio\u201d.<\/p>\n<p>Para Wagner Biasoli, presidente da Libra Terminais, a iniciativa privada precisa de uma seguran\u00e7a quanto a regula\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s tivemos um grande avan\u00e7o com o marco regulat\u00f3rio, mas a autonomia da autoridade portu\u00e1ria \u00e9 um consenso. Isso est\u00e1 dentro do conceito privado de agilidade e confian\u00e7a\u201d, disse. O diretor de expans\u00e3o da Icipar, Andr\u00e9 Ursini, seguiu na mesma linha: \u201cN\u00e3o podemos pensar em investir no porto ou na atividade retroportu\u00e1ria sem uma informa\u00e7\u00e3o correta sobre os projetos e futuros investimentos. N\u00f3s que queremos investir na Baixada Santista precisamos dessa seguran\u00e7a para podermos planejar\u201d.<\/p>\n<p>Pesquisa &#8211; Cla\u00fadio Loureiro de Souza, diretor executivo da Centronave (Centro Nacional de Navega\u00e7\u00e3o), apresentou, durante uma das mesas redondas, um estudo realizado pela consultoria DB International. O levantamento enumera as principais provid\u00eancias para reduzir os cr\u00f4nicos congestionamentos e os conseq\u00fcentes cancelamentos de escalas. Traz tamb\u00e9m um alerta: para evitar o colapso, ou aumentam-se significativamente esses investimentos ou se constr\u00f3i um novo porto.<\/p>\n<p>Entre as principais recomenda\u00e7\u00f5es est\u00e3o, no curto prazo, licita\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas alfandegadas, expans\u00e3o do programa Porto 24 horas e aumento do n\u00famero de fiscais; no m\u00e9dio e no longo prazos, a continuidade do programa de dragagens, a entrada em opera\u00e7\u00e3o dos novos terminais de Santos (BTP e Embraport), a acelera\u00e7\u00e3o dos processos de licita\u00e7\u00e3o, a licita\u00e7\u00e3o de novos terminais e a implanta\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de acessos ferrovi\u00e1rios, rodovi\u00e1rios e conex\u00e3o intermodal.<\/p>\n<p>Londres \u2013 Al\u00e9m da programa\u00e7\u00e3o de debates e palestras, uma miss\u00e3o t\u00e9cnica formada por empres\u00e1rios e agentes p\u00fablicos vai percorrer os principais portos de Londres, entre os dias 15 e 21 de setembro. \u201cO sucesso da Santos Export tem rela\u00e7\u00e3o com estas viagens. Nas outras edi\u00e7\u00f5es do f\u00f3rum, pudemos conhecer complexos importantes na \u00c1sia, Europa e Am\u00e9rica do Norte, que nos permitiram trazer novas ideias e fazer compara\u00e7\u00f5es com o desempenho do nosso porto\u201d, explica Fabr\u00edcio Guimar\u00e3es, diretor da Una Eventos.<\/p>\n<p>Sobre o Santos Export<\/p>\n<p>Em sua d\u00e9cima edi\u00e7\u00e3o, o Santos Export \u00e9 considerado pelo mercado o principal f\u00f3rum sobre o tema no Pa\u00eds em fun\u00e7\u00e3o do alto n\u00edvel de debate que produz e pelos especialistas que atrai. E, em 2012, al\u00e9m de debater as quest\u00f5es pontuais do cais santista, trata tamb\u00e9m de apresentar o modelo portu\u00e1rio ingl\u00eas, tema de destaque da programa\u00e7\u00e3o este ano. O evento promover\u00e1 ainda uma viagem internacional na qual, empres\u00e1rios e autoridades poder\u00e3o conhecer, in loco, portos da capital inglesa.<\/p>\n<p>Fonte: Santos Export<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/2012-8-15-transportedigitalnews-export.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da not\u00edcia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em:Transporte Digital News \/ 15\/8\/2012 O com\u00e9rcio exterior brasileiro se insere cada vez mais em um cen\u00e1rio de competitividade global, mas ainda sofre com as limita\u00e7\u00f5es impostas pelo modelo de gest\u00e3o dos portos. 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