{"id":50633,"date":"2012-07-04T09:52:43","date_gmt":"2012-07-04T12:52:43","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/santos-se-transforma-em-escola-de-cafe-para-japoneses-g1-santos-04072012\/"},"modified":"2012-07-04T09:52:43","modified_gmt":"2012-07-04T12:52:43","slug":"santos-se-transforma-em-escola-de-cafe-para-japoneses-g1-santos-04072012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/santos-se-transforma-em-escola-de-cafe-para-japoneses-g1-santos-04072012\/","title":{"rendered":"Santos se transforma em &#8216;escola de caf\u00e9&#8217; para japoneses \/ G1 Santos \/ 4\/7\/2012"},"content":{"rendered":"<p>Publicado em:<br \/>G1 Santos, 4\/7\/2012, quarta-feira<\/p>\n<p># Em curso de classificadores de caf\u00e9, quase 65% dos alunos s\u00e3o do Jap\u00e3o.Empresas asi\u00e1ticas premiam os funcion\u00e1rios com a qualifica\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Classificar gr\u00e3os de caf\u00e9 para quem, tradicionalmente, est\u00e1 mais acostumado com o ch\u00e1, \u00e9 uma tarefa complicada. Por isso, as empresas de caf\u00e9 japonesas aproveitam o m\u00eas de julho para qualificar seus funcion\u00e1rios em Santos, no litoral de S\u00e3o Paulo, onde o conhecimento sobre o gr\u00e3o e a bebida fazem parte da hist\u00f3ria da cidade.<\/p>\n<p>Na 51\u00aa edi\u00e7\u00e3o do curso de classifica\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, a maioria dos alunos veio do Jap\u00e3o. Na turma de julho, s\u00e3o 11 orientais e apenas 6 brasileiros. Eles se re\u00fanem diariamente para aprender a teoria e a pr\u00e1tica sobre a hist\u00f3ria do caf\u00e9, produ\u00e7\u00e3o, armazenagem, aspectos econ\u00f4micos nacionais e internacionais, legisla\u00e7\u00e3o, tecnologia e fiscaliza\u00e7\u00e3o. As aulas contam com a parte pr\u00e1tica, na identifica\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, na prova da bebida e desenvolvimento de blends, que \u00e9 a mistura de gr\u00e3os de esp\u00e9cies ou qualidades diferentes.<\/p>\n<p>Para o professor Davi Teixeira, os japoneses s\u00e3o atra\u00eddos pela qualidade da nossa bebida, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o no pa\u00eds asi\u00e1tico. \u201cEles gostam muito do caf\u00e9 brasileiro porque&nbsp; tem itens importantes para fazer qualquer mistura no Jap\u00e3o. Os carboidratos e o a\u00e7\u00facar que n\u00f3s temos \u00e9 diferente dos outros pa\u00edses\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele explica que houve uma mudan\u00e7a constante do trabalho com o caf\u00e9, e o curso, diferentemente de outros no Brasil, manteve a quest\u00e3o da hist\u00f3ria do produto e a parte pr\u00e1tica no curr\u00edculo. Com isso, Teixeira afirma que os japoneses passam a conhecer o gr\u00e3o com detalhes, inclusive os defeitos, a produ\u00e7\u00e3o e todo o trabalho de gen\u00e9tica e de melhoria do caf\u00e9 do Brasil. \u201cN\u00e3o existe laborat\u00f3rio do mundo igual ao brasileiro. Tanto \u00e9 que a nossa qualidade cresce todos os anos. Hoje o nosso caf\u00e9 \u00e9 diferenciado. N\u00e3o \u00e9 igual ao dos outros. A todo o instante o Brasil est\u00e1 formando, procurando qualidade, bebida, gen\u00e9tica e produtividade\u201d, afirma. Segundo ele, cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas vivem do caf\u00e9 direta ou indiretamente no mundo e cerca de 8 milh\u00f5es s\u00e3o brasileiros.<\/p>\n<p>No curso, os japoneses contam com uma tradutora e recebem uma apostila em japon\u00eas. Al\u00e9m disso, ganham um kit para realizar as aulas. Mesmo com a dificuldade da l\u00edngua, eles consideram a qualifica\u00e7\u00e3o no Brasil como um pr\u00eamio que ganham das empresas onde trabalham.<br \/>Kimiyoshi Katsuyama, de 39 anos, veio ao Brasil pela segunda vez. Para ele, \u00e9 muito importante aprofundar os conhecimentos sobre o caf\u00e9, j\u00e1 que est\u00e1 apenas h\u00e1 um ano no mercado. \u201c\u00c9 dif\u00edcil aprender sobre o caf\u00e9, por isso que estou aqui&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Katsuyama diz que reconhece o caf\u00e9 brasileiro facilmente por ser mais doce que os demais e tamb\u00e9m porque, em seu pa\u00eds, os japoneses utilizam os gr\u00e3os do Brasil como base para as misturas. Al\u00e9m da qualidade, ele aponta outros benef\u00edcios das aulas em Santos. \u201cNormalmente os outros cursos duram uma ou duas semanas. Aqui, como dura um m\u00eas, a gente aprende mais\u201d, diz.<\/p>\n<p>Os alunos tamb\u00e9m tem a oportunidade de visitar uma fazenda de caf\u00e9 e um terminal de embarque do produto no Porto de Santos. Desde 1989, o curso j\u00e1 formou mais de 700 alunos, que passam a ser t\u00e9cnicos. A dura\u00e7\u00e3o do curso \u00e9 de um m\u00eas e s\u00e3o realizadas cinco edi\u00e7\u00f5es por ano. Al\u00e9m de japoneses, as aulas j\u00e1 reuniram, em outras edi\u00e7\u00f5es, diversos estrangeiros, como americanos, ingleses, italianos, espanh\u00f3is, portugueses.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2012-07-04-G1-capa-curso.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da chamada no G1 Santos<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2012-07-04-g1-curso-cafe.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da not\u00edcia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em:G1 Santos, 4\/7\/2012, quarta-feira # Em curso de classificadores de caf\u00e9, quase 65% dos alunos s\u00e3o do Jap\u00e3o.Empresas asi\u00e1ticas premiam os funcion\u00e1rios com a qualifica\u00e7\u00e3o no Brasil. Classificar gr\u00e3os de caf\u00e9 para quem, tradicionalmente, est\u00e1 mais acostumado com o ch\u00e1, \u00e9 uma tarefa complicada. 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