{"id":50446,"date":"2012-06-25T11:41:22","date_gmt":"2012-06-25T14:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/exposicao-revela-como-o-comercio-do-cafe-transformou-a-cidade-de-santos\/"},"modified":"2012-06-25T11:41:22","modified_gmt":"2012-06-25T14:41:22","slug":"exposicao-revela-como-o-comercio-do-cafe-transformou-a-cidade-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/exposicao-revela-como-o-comercio-do-cafe-transformou-a-cidade-de-santos\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o revela como o com\u00e9rcio do caf\u00e9 transformou a cidade de Santos"},"content":{"rendered":"<p># Com abertura no dia 28 de junho, a mostra em cartaz no Museu do Caf\u00e9 evidencia como o com\u00e9rcio do produto foi decisivo para o desenvolvimento urbano, cultural e social da cidade<\/p>\n<p>Ao caminhar pelas ruas de uma cidade, somos muitas vezes convidados a pensar como seria viver ali em sua \u00e9poca \u00e1urea, o que teria sobrevivido daqueles tempos, o que teria sido determinante para sua vida cotidiana atual. Santos n\u00e3o foge \u00e0 regra. A cidade, e mais especificamente seu Centro Hist\u00f3rico, ainda guarda muitas caracter\u00edsticas adquiridas na \u00e9poca em que era a capital mundial dos neg\u00f3cios do caf\u00e9. S\u00e3o as origens dessas marcas que o Museu do Caf\u00e9 \u2013 institui\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado da Cultura \u2013 investiga na exposi\u00e7\u00e3o \u201cCom\u00e9rcio de caf\u00e9 e vida urbana na cidade de Santos\u201d, com abertura no dia 28 de junho de 2012, quinta-feira, \u00e0s 19h.<\/p>\n<p>Dividida em quatro m\u00f3dulos, a exposi\u00e7\u00e3o passeia por mais de mais de cem anos de hist\u00f3ria \u2013 entre os s\u00e9culos XIX e XX \u2013 explorando recortes hist\u00f3ricos que ajudam a contextualizar os fatos que levaram Santos ao protagonismo da \u00e9poca \u00e1urea do caf\u00e9 no Brasil e como essa posi\u00e7\u00e3o de destaque foi fundamental para seu desenvolvimento social, cultural e urbano. A exposi\u00e7\u00e3o fica em cartaz at\u00e9 o dia 30 de setembro.<\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo com Mar\u00edlia Bonas, diretora t\u00e9cnica do Museu do Caf\u00e9, a mostra apresenta ao p\u00fablico um panorama da cidade, tendo o com\u00e9rcio do caf\u00e9 como fio condutor. \u201cGrande parte da hist\u00f3ria de Santos foi tra\u00e7ada pelo caf\u00e9. Seguir sua trajet\u00f3ria significa enxergar n\u00e3o s\u00f3 a mudan\u00e7a estrutural da cidade, mas tamb\u00e9m as profundas transforma\u00e7\u00f5es que o caf\u00e9 precipitou nas rela\u00e7\u00f5es sociais e culturais do santista\u201d, explica.<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br \/>A primeira abordagem da mostra \u00e9 geogr\u00e1fica, evidenciando como as \u00e1guas tranquilas e profundas do estu\u00e1rio \u2013 favor\u00e1veis \u00e0 atraca\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es \u2013, a serra do mar \u2013 liga\u00e7\u00e3o direta entre litoral e planalto \u2013 e a expans\u00e3o da atividade cafeeira do Vale do Para\u00edba para o Oeste Paulista \u2013 fazendo com que Santos ficasse muito mais pr\u00f3xima das regi\u00f5es produtoras do que o Rio de Janeiro \u2013, contribu\u00edram fundamentalmente para que a cidade se tornasse a preferida para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 trouxe consigo toda uma estrutura que foi incorporada ao cotidiano da cidade. Nesse contexto, proliferaram organiza\u00e7\u00f5es \u2013 como casas comiss\u00e1rias, transportadoras, armaz\u00e9ns, exportadoras, al\u00e9m de institui\u00e7\u00f5es como a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos e a Bolsa Oficial de Caf\u00e9 \u2013 e fun\u00e7\u00f5es, como comiss\u00e1rios, corretores, costureiras de sacas, ensacadores, estivadores, e, por consequ\u00eancia, uma forte organiza\u00e7\u00e3o sindicalista.&nbsp;<\/p>\n<p>O grande movimento dos neg\u00f3cios do caf\u00e9 tamb\u00e9m foi fundamental para a mudan\u00e7a radical na paisagem urbana da cidade. Santos n\u00e3o possu\u00eda a infraestrutura necess\u00e1ria \u00e0s novas demandas, era v\u00edtima de frequentes epidemias, seu porto era constitu\u00eddo de poucas e fr\u00e1geis pontes de madeira, al\u00e9m da evidente car\u00eancia de ruas e avenidas para a mobilidade urbana. O projeto de saneamento de Saturnino de Brito foi uma das principais conquistas do per\u00edodo. A canaliza\u00e7\u00e3o dos rios e ribeir\u00f5es que cortavam a regi\u00e3o, al\u00e9m do benef\u00edcio sanit\u00e1rio, marcou esteticamente a cidade.<\/p>\n<p>Por fim a exposi\u00e7\u00e3o revela como o dinheiro proporcionado pelo caf\u00e9, o progresso urbano e o crescimento populacional impulsionaram o desenvolvimento cultural da cidade. Novos espa\u00e7os de sociabilidade foram criados, surgiram clubes e agremia\u00e7\u00f5es, pe\u00e7as de teatro, concertos e recitais come\u00e7aram a fazer parte do cotidiano santista. A essa altura, Santos j\u00e1 n\u00e3o lembrava em nada a cidade pequena e insalubre de tempos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Projeto de Pesquisa<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cCom\u00e9rcio de caf\u00e9 e vida urbana na cidade de Santos\u201d \u00e9 o primeiro produto de um grande projeto de pesquisa do Museu do Caf\u00e9 batizado de \u201cPra\u00e7a de Santos\u201d. O trabalho se baseia no mapeamento de refer\u00eancias patrimoniais do caf\u00e9 na cidade, buscando toda a documenta\u00e7\u00e3o textual, plantas, mapas, fotografias, filmes, objetos, maquin\u00e1rios, mobili\u00e1rios e edifica\u00e7\u00f5es relacionadas ao tema. A frente de pesquisa integra a \u201cS\u00e3o Paulo Hist\u00f3ria em Rede\u201d, iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, que articula projetos de pesquisa das universidades e dos museus voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio paulista.<\/p>\n<p>Segundo Mar\u00edlia Bonas, como primeiro produto do projeto de pesquisa, a mostra \u00e9 um ensaio museol\u00f3gico contextual da import\u00e2ncia patrimonial dos acervos santistas na hist\u00f3ria do caf\u00e9. \u201cA cidade de Santos, que j\u00e1 det\u00e9m o maior porto do caf\u00e9 do mundo, torna-se &#8211; com as a\u00e7\u00f5es de pesquisa, preserva\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o do Museu do Caf\u00e9 \u2013 um novo porto, fundamental, das a\u00e7\u00f5es patrimoniais da hist\u00f3ria de S\u00e3o Paulo e do Brasil\u201d, revela.<\/p>\n<p>O Museu do Caf\u00e9 fica \u00e0 rua XV de Novembro, 95, no Centro Hist\u00f3rico de Santos. Seu hor\u00e1rio de funcionamento \u00e9 de ter\u00e7a-feira a s\u00e1bado das 9h \u00e0s 17h, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visita\u00e7\u00e3o custam R$ 5, estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam meia-entrada. J\u00e1 a Cafeteria do Museu funciona de segunda-feira a s\u00e1bado das 8h \u00e0s 18h, e aos domingos entre 10h e 18h. Outras informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis em <a href=\"http:\/\/www.museudocafe.org.br\">www.museudocafe.org.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>Abertura da exposi\u00e7\u00e3o \u201cCom\u00e9rcio de caf\u00e9 e vida urbana na cidade de Santos\u201d<\/p>\n<p>Data: 28 de junho de 2012&nbsp;(quinta-feira)<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 19h<\/p>\n<p>Local: Museu do Caf\u00e9<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: Rua XV de Novembro, 95, Centro Hist\u00f3rico, Santos\/SP<\/p>\n<p>Pre\u00e7o: Gr\u00e1tis<\/p>\n<p>Fonte: Museu do Caf\u00e9 &#8211; 25\/6\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p># Com abertura no dia 28 de junho, a mostra em cartaz no Museu do Caf\u00e9 evidencia como o com\u00e9rcio do produto foi decisivo para o desenvolvimento urbano, cultural e social da cidade Ao caminhar pelas ruas de uma cidade, somos muitas vezes convidados a pensar como seria viver ali em sua \u00e9poca \u00e1urea, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":50445,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50446"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50446\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}