{"id":48382,"date":"2011-10-10T16:42:39","date_gmt":"2011-10-10T19:42:39","guid":{"rendered":"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/parque-tecnologico-nossa-terceira-onda-a-tribuna-9102011\/"},"modified":"2011-10-10T16:42:39","modified_gmt":"2011-10-10T19:42:39","slug":"parque-tecnologico-nossa-terceira-onda-a-tribuna-9102011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/parque-tecnologico-nossa-terceira-onda-a-tribuna-9102011\/","title":{"rendered":"Parque Tecnol\u00f3gico, nossa terceira onda &#8211; A Tribuna &#8211; 9\/10\/2011"},"content":{"rendered":"<p>Publicada em:<br \/>A Tribuna, 9\/10\/2011, domingo, p\u00e1gina C-1, Economia<\/p>\n<p>MARCELO SANTOS <br \/>DA REDA\u00c7\u00c3O <\/p>\n<p>\u00c2ncora do desenvolvimento da Calif\u00f3rnia, de in\u00fameras cidades da China e de poucos centros privilegiados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e tamb\u00e9m S\u00e3o Paulo, a inova\u00e7\u00e3o, no rastro do pr\u00e9-sal, \u00e9 a nova oportunidade que se desenha para Santos e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o, resultado de pesquisas e ideias transformadas em neg\u00f3cios lucrativos, ser\u00e1 a base do Parque Tecnol\u00f3gico de Santos, em gesta\u00e7\u00e3o desde 2007 e que agora d\u00e1 sinais de que finalmente deslanchar\u00e1.<\/p>\n<p>De t\u00e3o importante e meticulosamente planejado, a expectativa \u00e9 que ele se torne o terceiro motor do desenvolvimento da regi\u00e3o, logo ap\u00f3s o Porto e a cadeia de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;O Parque Tecnol\u00f3gico \u00e9 uma nova fronteira de atividade econ\u00f4mica&#8221;, diz o secret\u00e1rio de Desenvolvimento e Assuntos Estrat\u00e9gicos de Santos, M\u00e1rcio Lara.<\/p>\n<p>A meta \u00e9 atrair organismos de pesquisa e empresas inovadoras e seus laborat\u00f3rios, o que inclui equipes com renda elevada e equipamentos milion\u00e1rios. O primeiro deles dever\u00e1 ser da pr\u00f3pria Petrobras, que pretende realizar no parque santista parte dos estudos sobre a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Outras duas empresas inovadoras e j\u00e1 presentes na regi\u00e3o se inserem nos crit\u00e9rios do parque. Uma delas \u00e9 a Schlumberger, que fornece tecnologia para o pr\u00e9-sal. A outra \u00e9 a Usiminas, que pesquisa a\u00e7o para plataformas, dutos e navios.<\/p>\n<p>A futura sede do Parque Tecnol\u00f3gico ser\u00e1 instalada em um pr\u00e9dio anexo ao do antigo Col\u00e9gio Santista, comprado pela Prefeitura e onde hoje funciona o Centro de Atividades Integradas de Santos (Cais). A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 construir um edif\u00edcio de dez andares.<\/p>\n<p>Dois passos importantes foram dados para a consolida\u00e7\u00e3o do parque. O primeiro foi no Semin\u00e1rio G\u00e1s na Economia, evento do Sistema A Tribuna de Comunica\u00e7\u00e3o e Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, no dia 20.<\/p>\n<p>Durante o encontro, o gerente do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, Lu\u00eds Cl\u00e1udio Costa, revelou que a estatal apoiar\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o de n\u00facleo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) no parque santista.<\/p>\n<p>Principal executivo da Petrobras na regi\u00e3o, Jos\u00e9 Luiz Marcusso deixa claro que n\u00e3o ser\u00e1 uma unidade do pr\u00f3prio Cenpes e sim da institui\u00e7\u00e3o santista, mas com apoio da estatal.<\/p>\n<p>O prefeito Jo\u00e3o Paulo Papa sonha com a vinda direta do Cenpes. \u00c9 f\u00e1cil entender o porqu\u00ea disso. O Cenpes fica na Ilha do Fund\u00e3o, em \u00e1rea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e atraiu para o entorno os laborat\u00f3rios de grandes fornecedores, como IBM, Siemens, Usiminas, Cameron e Tenaris Confab.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da circula\u00e7\u00e3o dos melhores c\u00e9rebros de suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, esses investimentos em pesquisa s\u00e3o de centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>\u00c9 do Cenpes do Rio que sa\u00edram as pesquisas que viabilizaram a explora\u00e7\u00e3o da Bacia de Campos em \u00e1guas profundas e agora no pr\u00e9-sal de Santos.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que o parque atraia pesquisas e neg\u00f3cios tanto de empresas da linhagem da IBM ou Siemens como de pequenos e jovens empreendedores em busca de sucesso no mundo dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A meta \u00e9 que o parque se torne uma nova voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica porque o petr\u00f3leo \u00e9 finito. \u00c9 poss\u00edvel, com base nas estimativas atuais de reservas, que ele acabe em 40 anos. At\u00e9 l\u00e1, a regi\u00e3o ter\u00e1 que desenvolver outras formas de sustento para n\u00e3o decair economicamente. <\/p>\n<p>Frase<br \/>&#8220;T\u00ednhamos a tradi\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de conhecimento e conclu\u00edmos que dev\u00edamos incentivar o fortalecimento de planejamento e desenvolvimento&#8221; <br \/>M\u00e1rcio Lara, secret\u00e1rio de Desenvolvimento e Assuntos Estrat\u00e9gicos de Santos, sobre o foco do Parque <br \/>Tecnol\u00f3gico, que \u00e9 inova\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Comando executivo<br \/>A Funda\u00e7\u00e3o Parque Tecnol\u00f3gico de Santos \u00e9 a figura jur\u00eddica criada por lei para executar o projeto. Ela nasceu a partir de lei municipal, a primeira a ser sancionada pelo prefeito Jo\u00e3o Paulo Papa ap\u00f3s tomar posse de seu segundo mandato em 2009. No dia 26 \u00faltimo, o estatuto da funda\u00e7\u00e3o, uma entidade p\u00fablica sem fins lucrativos, foi alterado pela C\u00e2mara a pedido da Prefeitura. <\/p>\n<p>Conselho e diretoria<br \/>O Parque Tecnol\u00f3gico ser\u00e1 controlado por diretorias e conselhos administrativo e t\u00e9cnico \u00ad este \u00faltimo tomar\u00e1 decis\u00f5es relacionadas \u00e0s pesquisas. Foram criados quatro cargos de confian\u00e7a. Segundo a vereadora Cassandra Maroni Nunes, o posto mais alto, o diretor-presidente, ter\u00e1 sal\u00e1rio de R$ 12 mil. <\/p>\n<p>Entidades participantes<br \/>O parque nasceu formalmente por iniciativa da Prefeitura de Santos, que estar\u00e1 no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o ao lado do Governo do Estado eA g\u00eancia Metropolitana (Agem) mais Petrobras, Usiminas e Codesp. Tamb\u00e9m participam as universidades da regi\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos, Sebrae, Sistema S (Senai, por exemplo) da Fiesp\/Ciesp. O parque tamb\u00e9m ter\u00e1 um conselho t\u00e9cnico com pesquisadores, um conselho fiscal e uma diretoria-executiva que coordenar\u00e1 a C\u00e2mara de Programas e Projetos. <\/p>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o em cinco anos de reuni\u00f5es<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o pela instala\u00e7\u00e3o de um parque tecnol\u00f3gico em Santos come\u00e7ou h\u00e1 quase cinco anos. Foram in\u00fameras reuni\u00f5es intermin\u00e1veis \u00ad e muitas outras ainda dever\u00e3o ser feitas entre entidades p\u00fablicas e privadas. <\/p>\n<p>As conversas come\u00e7aram com as entidades e empresas que agora formar\u00e3o o conselho administrativo do parque (veja quadro Forma\u00e7\u00e3o) mais os governos Federal, do Estado e de Cubat\u00e3o e Guaruj\u00e1. T\u00e9cnicos da Funda\u00e7\u00e3o Seade entrevistaram 100 lideran\u00e7as p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>Desse trabalho nasceu um relat\u00f3rio identificando &#8220;vetores de oportunidades&#8221;. Em 2007, a Prefeitura prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o do parque, cuja lei foi sancionada em 2009. O pr\u00f3ximo passo foi o credenciamento no sistema paulista de parques tecnol\u00f3gicos. Depois o Estado forneceu R$ 260 mil para a realiza\u00e7\u00e3o dos planos de marketing de atra\u00e7\u00e3o de empresas e t\u00e9cnico para identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pesquisas e instala\u00e7\u00f5es. Eles est\u00e3o em fase de conclus\u00e3o pela USP, contratada para esse fim.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contar\u00e1 com o Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia (ICT), cujo projeto executivo est\u00e1 sendo elaborado e que executar\u00e1 as pesquisas inovadoras.<\/p>\n<p>Para participar ser\u00e1 obrigag\u00f3rio inovar<\/p>\n<p>O Parque Tecnol\u00f3gico de Santos \u00e9 exclusivo para pesquisa ou neg\u00f3cios com inova\u00e7\u00e3o em energia (pr\u00e9-sal), portos, constru\u00e7\u00e3o, turismo, transportes, sa\u00fade e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es (TIC).<\/p>\n<p>Uma vez cadastradas ao parque e instaladas na \u00e1rea de abrang\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o (Valongo, Vila Nova e Vila Matias mais terreno da \u00c1rea Continental), essas empresas poder\u00e3o fechar parcerias de pesquisa e obter incentivos fiscais de Santos e do Estado que venham a ser criados, como desconto de ISS, IPTU, ICMS e financiamento estatal.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso desenvolver pesquisas ou produtos inovadores. Por exemplo, empresas que s\u00f3 querem instalar linhas de montagem n\u00e3o teriam acesso aos incentivos do programa.<\/p>\n<p>As inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para problemas do dia-a-dia da empresa ou para desenvolver ideias, produtos ou reduzir custos.<\/p>\n<p>A Apple \u00e9 o maior exemplo de inova\u00e7\u00e3o. Ela transformou o computador tradicional em produtos adaptados para a palma da m\u00e3o, como os iPhones e iPads, garantindo mobilidade. Por exemplo, jovens \u00e1rabes usam esses meios para convocar seus colegas nas redes sociais contra governos autorit\u00e1rios. Uma revolu\u00e7\u00e3o e tanto. <\/p>\n<p>Objetivo: uma cidade cheia de laborat\u00f3rios<\/p>\n<p>Um parque tecnol\u00f3gico n\u00e3o se resume a um pr\u00e9dio p\u00fablico com empresas em seu interior beneficiadas por isen\u00e7\u00f5es fiscais, segundo o pr\u00f3-reitor de Pesquisas e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da PUC-RS, Jorge Lu\u00eds Nicolas Audy, que tem experi\u00eancia com o Tecnopuc, de Porto Alegre (RS).<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do parque santista prev\u00ea uma sede, mas sem necessariamente exigir a instala\u00e7\u00e3o de empresas e laborat\u00f3rios em seu interior.<\/p>\n<p>As empresas que quiserem participar do parque poder\u00e3o se instalar no Valongo, Vila Nova e Vila Mathias, uma \u00e1rea de 220 mil metros quadrados.<\/p>\n<p>Esses bairros t\u00eam um inconveniente, que \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o urbana, em especial a da Vila Nova, e falta de grandes espa\u00e7os para empreendimentos mais ambiciosos.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outra op\u00e7\u00e3o \u00ad uma \u00e1rea de 3 quil\u00f4metros quadrados no Guarap\u00e1, bairro da \u00c1rea Continental de Santos. Esse trecho j\u00e1 \u00e9 reservado por lei para empresas de base tecnol\u00f3gica n\u00e3o-poluentes, mas que ficar\u00e3o sujeitas aos tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos \u00ad e demorados \u00ad do licenciamento ambiental para a instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas uma sede \u00e9 indispens\u00e1vel. O secret\u00e1rio de Desenvolvimento e Assuntos Estrat\u00e9gicos da Prefeitura de Santos, M\u00e1rcio Lara, diz que ela ter\u00e1 dez andares, dos quais pelo menos cinco para os laborat\u00f3rios. A expectativa da Prefeitura \u00e9 que a constru\u00e7\u00e3o custar\u00e1 R$ 10 milh\u00f5es e os laborat\u00f3rios, mais R$ 30 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo ele, o edif\u00edcio ter\u00e1 audit\u00f3rio, sala de reuni\u00f5es, instala\u00e7\u00f5es para o pessoal administrativo e conjuntos para empresas incubadas e p\u00f3s-incubadas, que s\u00e3o neg\u00f3cios de alta tecnologia que recebem o abrigo de uma esp\u00e9cie de institui\u00e7\u00e3o-m\u00e3e. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/2011-10-09-atribuna-a1-parque.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da capa com a manchete da reportagem<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/127.0.0.1\/acs\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/2011-10-09-atribuna-c1-parque.pdf\">Confira a reprodu\u00e7\u00e3o da reportagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada em:A Tribuna, 9\/10\/2011, domingo, p\u00e1gina C-1, Economia MARCELO SANTOS DA REDA\u00c7\u00c3O \u00c2ncora do desenvolvimento da Calif\u00f3rnia, de in\u00fameras cidades da China e de poucos centros privilegiados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e tamb\u00e9m S\u00e3o Paulo, a inova\u00e7\u00e3o, no rastro do pr\u00e9-sal, \u00e9 a nova oportunidade que se desenha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48382"}],"collection":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48382\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}