{"id":105159,"date":"2022-03-04T09:02:09","date_gmt":"2022-03-04T12:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/acs.org.br\/antigo\/?p=105159"},"modified":"2022-03-04T09:02:09","modified_gmt":"2022-03-04T12:02:09","slug":"economia-politica-industrial-moderna-e-desafio-diz-fiesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acs.org.br\/academy\/economia-politica-industrial-moderna-e-desafio-diz-fiesp\/","title":{"rendered":"ECONOMIA: Pol\u00edtica industrial moderna \u00e9 desafio, diz Fiesp"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O ano de 2022 ser\u00e1 dif\u00edcil para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Num momento de esperada contra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e do Produto Interno Bruto setorial, o grande desafio ser\u00e1 empreender uma pol\u00edtica industrial atual, que leve em conta pr\u00e1ticas ESG, de sustentabilidade e de descarboniza\u00e7\u00e3o, afirma Igor Rocha, novo economista-chefe da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp).<\/p>\n<p>A guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia pode ainda adicionar mais dificuldades ao setor, em um cen\u00e1rio de novas altas de pre\u00e7os das commodities e de mais alta no juro, avalia.<br \/>\nEm sua entrevista no novo posto, Rocha, 36 anos, prev\u00ea que, depois de 2021 \u201cat\u00edpico\u201d, de recupera\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o das commodities em patamar elevado, 2022 se imponha com um cen\u00e1rio totalmente distinto.<\/p>\n<p>\u201cEmbora em alta, os pre\u00e7os das commodities est\u00e3o em patamar menor. As economias e o Brasil j\u00e1 passaram pelo efeito de recomposi\u00e7\u00e3o estat\u00edstico que tivemos no ano passado. E, por fim, temos arrocho monet\u00e1rio muito forte. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 sens\u00edvel a juros, pois tem causalidade forte com cr\u00e9dito\u201d, diz, de sua sala no 13\u00ba andar da Fiesp, onde chegou h\u00e1 menos de um m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos com perspectiva de queda de 1% produ\u00e7\u00e3o industrial e o mesmo para o PIB da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. O que precisamos fazer? Ter um plano delineado para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Quando falamos de pol\u00edtica industrial estamos falando de uma pol\u00edtica industrial moderna, pautada nos pilares ESG, na sustentabilidade, focada nos setores de m\u00e9dia e alta tecnologia, que s\u00e3o os que t\u00eam maior potencial verde. A descarboniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisa estar na agenda, para termos alinhamento com as melhores pr\u00e1ticas que ocorrem hoje\u201d, continua.<\/p>\n<p>Rocha, que foi escolhido pelo novo presidente da Fiesp, Josu\u00e9 Gomes da Silva, para substituir o economista Andr\u00e9 Rebelo, afirmou que a agenda sustent\u00e1vel na ind\u00fastria \u00e9 um movimento global, do qual o Brasil n\u00e3o conseguir\u00e1 escapar. \u201cE quando falamos de investimento verde, seria em setores de m\u00e9dia e alta tecnologia, com menor n\u00edvel de emiss\u00f5es, e tamb\u00e9m dos maiores multiplicadores economia\u201d, argumenta. \u201cUm seria o setor da sa\u00fade, intensivo do ponto de vista da tecnologia. O outro, da mobilidade urbana, com eletrifica\u00e7\u00e3o de carros e ve\u00edculos pesados. E, por \u00faltimo, o setor de infraestrutura. Temos um problema de competitividade porque n\u00e3o h\u00e1 infraestrutura adequada para isso.\u201d<\/p>\n<p>Ele argumenta que pol\u00edtica industrial hoje n\u00e3o \u00e9 a mesma que vigorou at\u00e9 os anos 1980, com foco na substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 uma transi\u00e7\u00e3o de setores de m\u00e9dia tecnologia \u00e0 economia verde, pautada nos pilares ESG, na integra\u00e7\u00e3o de maior agrega\u00e7\u00e3o das cadeias globais de valor, voltada para esse movimento simbi\u00f3tico dos setores de servi\u00e7os, infraestrutura e agricultura. Ou seja, uma coisa muito mais complexa do que era o movimento de protecionismo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O peso dos reflexos da invas\u00e3o e dos ataques da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia para a economia global e para alguns setores ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente claros, mas o economista destaca um dos riscos mais vis\u00edveis. \u201cO mundo vive um momento de alta da infla\u00e7\u00e3o. Com o conflito, a depender da intensidade e extens\u00e3o, os pre\u00e7os poderiam ser ainda mais pressionados. O reflexo nos pre\u00e7os das commodities no primeiro dia de conflito traz essa preocupa\u00e7\u00e3o. Os bancos centrais ao redor do mundo podem subir ainda mais os juros\u201d, apontou. \u201cNo Brasil n\u00e3o seria diferente num eventual quadro de surpresa negativa na infla\u00e7\u00e3o. O risco \u00e9 o BC elevar a Selic para patamares ainda mais altos [do que os 12,25% esperados] e por mais tempo. Tal cen\u00e1rio \u00e9 extremamente adverso \u00e0 ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico O ano de 2022 ser\u00e1 dif\u00edcil para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. 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