21/02/2011

A vocação do Brasil como celeiro do mundo

Editorial

No último fim de semana, o preço dos alimentos - que segundo cálculos do Banco Mundial ficaram 29% mais caros em relação a um ano atrás - esteve na pauta dos ministros de Finanças reunidos em Paris, para o encontro do G20.

Em documento preparado para a ocasião, o Fundo Monetário Internacional afirma que a crise de dívida da Zona do Euro ainda é uma ameaça à recuperação global, enquanto nações emergentes correm o risco de superaquecer e a alta dos alimentos é um risco inflacionário. Para tentar reverter pelo menos esse último item, a pressão sobre o Brasil promete ser grande.

A oferta mundial de alimentos precisa crescer 20% nos próximos 10 anos para atender a demanda e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que o país terá a expansão mais rápida da produção, que deve ser de 40% até 2019. A meta não é impossível e já foi alcançada nas últimas décadas. Porém, o Brasil tem grandes desafios a superar se quiser atender a expectativa.

Para detalhar esses problemas e suas possíveis soluções, o Brasil Econômico preparou uma série de 12 reportagens sobre o agronegócio, que será publicada quinzenalmente, às segundas-feiras. O objetivo é promover a discussão do tema e apresentar propostas que possam levar à expansão dos negócios.

Na primeira reportagem da série, que o leitor pode conferir na edição desta segunda-feira (21/2), mostramos a evolução da produtividade nos últimos anos e o que ainda pode ser feito para que ela continue a subir. Mas, do sistema de financiamento aos incentivos à inovação no campo, é preciso fazer um inventário minucioso dos gargalos, e eles serão alvos de futuras reportagens.

Voltando à questão do preço dos alimentos, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e atual coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, afirma que os ministros de Finanças não precisam se preocupar com a pressão inflacionária.

O otimismo dele tem a ver tanto com a confiança no desenvolvimento do Brasil no campo quanto com a experiência de anos com o tema. "Os preços agrícolas sobem e descem, mas a linha de tendência sempre aponta para baixo", diz, ressaltando que é preciso resolver os gargalos.

Fonte: Brasil Econômico - 21/2/2011
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