07/03/2011

A perspectiva do Porto

Coluna De Olho no Porto

Paulo Schiff(*)

O Porto de Santos vai quebrar neste ano a marca redonda de 100 milhões de toneladas de carga movimentadas.

Nas décadas de 70 e 80, quem falasse num número desses era rotulado como visionário delirante.

O movimento geral do porto de Santos em 1978, incluindo o dos terminais privativos situados na "área de administração", foi de 19.695.283 toneladas, contra 18.526.080 em 1977, o que constituía recorde de toda a história do porto. (Arquivos da Companhia Docas de Santos – CDS)

Mesmo na segunda metade da década de 90, já depois da privatização dos terminais, a meta era chegar a 70 milhões de toneladas.

Para isso, em 1994, a taxa de crescimento em relação a 1993 foi de 17,20%.

Agora não se precisa de tanto. O estudo encomendado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento fala em 240 milhões de toneladas em 15 anos contados de 2009. O cronômetro já está correndo.

As obras de infraestrutura, infelizmente, não acompanham o ritmo do cronômetro.

É evidente que movimentar 240 milhões de toneladas não depende só de competência portuária. Depende muito mais do desempenho da economia do país e do cenário internacional.

O Brasil teria de produzir e os países parceiros comerciais teriam de comprar a maior parte desses milhões de toneladas. E teríamos também de multiplicar o nosso potencial de importação de mercadorias. Caberia ao Porto operacionalizar essa movimentação sem obstruir completamente o sistema viário de Cubatão, Santos e Guarujá e o complexo rodoviário que liga o planalto ao litoral.    

O enfoque correto dessa questão é o seguinte: a nossa parte a gente tem de fazer. Ou seja: aumentar a quantidade de acessos para todos os modais ao mesmo tempo em que se melhora significativamente a qualidade e a fluidez deles. E simultaneamente licitar  - repetindo LICITAR - áreas (já desimpedidas de entraves ambientais) para multiplicação de terminais e de berços de atracação.

Parece difícil para quem dormiu em berço esplêndido por tantas décadas. Mas tem solução: é só mandar um pessoal técnico e administrativo estagiar em Suape (PE) ou em São João da Barra (RJ) para aprender a receita.

(*) Paulo Schiff é jornalista. Email:prschiff@uol.com.br

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