28/01/2011

A briga entre a máquina nacional e a importada

Editorial

Uma bomba hidráulica, cujo preço no exterior fica em torno de US$ 1 mil, mas chega ao Brasil por US$ 250 se importada da China, é o exemplo citado por José Velloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) para justificar o desconforto da indústria nacional em relação à concorrência dos importados.

Essa situação, como afirma, se agravou com a desvalorização cambial e a maior agressividade dos concorrentes chineses, acusados por Velloso de triangulação, prática pela qual os produtos fazem escala em outro país antes de entrar nos portos brasileiros. Com isso, driblam tarifas antidumping.

A intensificação de ações contra essas práticas desleais é uma promessa da nova equipe do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), reafirmada esta semana, que a Abimaq espera sejam acompanhadas de outras medidas.

Entre elas a extensão do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, pelo qual a compra de máquinas conta com juro subsidiado.

Já a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) reivindica participar das decisões sobre os itens importados que podem ser beneficiados tarifariamente pela falta de similares nacionais.

Ao mesmo tempo, quer impedir que a proteção ao produto nacional se dê via aumento da tributação dos importados. "Impostos maiores seriam um "tiro no pé", argumenta Daniel Dias de Carvalho, diretor financeiro da Abimei, lembrando que muitos sócios da própria Abimaq são também importadores de máquinas.

Caberá ao titular do MDIC, o economista Fernando Pimentel, encontrar a solução conciliatória entre as medidas de apoio à indústria de bens de capital, e a consequente substituição de itens importados por produtos nacionais. O combate ao vilão, contudo, precisa ser feito muito cuidadosamente para que não se acabe atingindo também o mocinho.

É que, como lembra Dias de Carvalho, da Abimei, em muitos casos, os fabricantes nacionais não têm escala suficiente de fabricação para atender, com rapidez, os clientes nacionais.

Fonte: Brasil Econômico - 28/1/2011
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