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Santos, SP/

19/01/2011

Medidas do governo não evitam queda do dólar

Anne Dias

Em três meses, o governo federal tomou três medidas para conter a queda do dólar. Apesar disso, no mesmo período, a moeda norte-americana registrou desvalorização de 0,83%.

Em outubro de 2010, foi anunciado o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investidores estrangeiros que aplicam em renda fixa. A taxa passou de 2% para 4%. Duas semanas depois, a alíquota passou para 6%.

No começo deste ano, o Banco Central (BC) anunciou uma medida para aumentar a demanda do dólar e desestimular os bancos a operarem para derrubar a cotação, com o objetivo de valorizar o real.

Fato é que, no dia 4 de outubro (dia da primeira medida), o dólar comercial valia R$ 1,692 e, ontem, fechou cotado a R$ 1,678.

Um dos principais motivos apontados pelos especialistas para a valorização do real é o excesso de moeda norte-americana que entra no Brasil. Quanto mais dólar no mercado, maior também a sua oferta, o que derruba o preço.

Muitos desses investidores são atraídos pelos elevados juros aplicados no Brasil, que atraem investidores externos.

Acontece que o mercado financeiro aposta na alta da taxa básica de juros (a Selic, que atualmente está em 10,75% ao ano) em 2011. Nesta quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, divulga a nova taxa.

E é justamente a Selic que define a rentabilidade de investimentos de renda fixa, por exemplo. "Atraídos pelos juros elevados, muitos investidores estrangeiros acabam vindo para Brasil", afirma o consultor financeiro Silvio Paixão.

Será, então, que as medidas adotadas pelo governo para conter a alta do dólar não foram eficazes?

Para Paixão, além dos juros elevados, os estrangeiros estão bastante otimistas com o Brasil. “É um reflexo das expectativas dos agentes econômicos”, diz.

O problema, segundo ele, é que o governo adotou uma estratégia de curto prazo. “O governo tem instrumentos, mas está agindo pelas leis, pensando no curto prazo, e não por uma política econômica de futuro.”
Problema mundial

A sócia da Kodja Investimentos, Claudia Kodja, afirma que a queda do dólar é um problema mundial.

“O governo adota medidas para conter a queda do dólar. Mas esta é uma questão global”, afirma a consultora. "Só irá ser resolvida em conjunto, inclusive com o governo americano."

Fonte: Uol - 19/1/2011
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