Clima e Previsão do Tempo
Santos, SP/

14/01/2011

O que fazer contra as precipitações

Costábile Nicoletta - Diretor Adjunto do Brasil Econômico

O Brasil frequentemente é decantado como um país abençoado por Deus e pela natureza. Periodicamente, no entanto, os desígnios divinos nos lembram que devemos ir devagar com o andor, pois o santo é de barro - e as imagens são de lama e desolação.

Há quase meio século os jornais registram os crescentes problemas decorrentes da urbanização desorganizada e malfeita das grandes cidades e de seus entornos e as explicações pouco convincentes dos encarregados do poder público acerca do que se faz para tentar evitar tragédias como as observadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, nos últimos dias, que causaram a morte de centenas de pessoas.

É uma lição exposta ano a ano, e que nunca se aprende, como a progressão continuada do ensino público, em que os alunos seguem adiante o curso mesmo sem ter absorvido o conteúdo do que lhe foi lecionado.

E assim se perpetua a ignorância, a falta de civilidade, a ausência de limites morais e censo ético. As justificativas oficiais para a impotência diante da calamidade são copiosas como as chuvas torrenciais e claras como as enxurradas produzidas pelas precipitações.

Chega de esperar providências de quem deveria tomá-las porque recebeu um mandato nas eleições. A sociedade precisa organizar-se para realizar campanhas incessantes de esclarecimento sobre como a população deve agir para prevenir-se assim que situações de iminente perigo sejam constatadas.

Paralelamente, escolas e igrejas podem ajudar a conscientizar as comunidades desses problemas e de algumas de suas causas, como a ocupação irregular de locais inapropriados para moradias e o descarte indiscriminado de lixo que inexoravelmente vai parar nos rios.

Formar uma corrente humanitária para enfrentar esses problemas sem a expectativa de contar com o poder público não significa que não se deva cobrar sua responsabilidade - e sim que não se deve mais tolerar sua imprevidência.

----------------------------------------------------------

Costábile Nicoletta é diretor adjunto do Brasil Econômico

Fonte: Brasil Econômico - 13/1/2011
Voltar

Leia também

CAFÉ: OIC aprova proposta para novo acordo internacional do café

TRANSPORTE: Estado de SP congela valor de pedágios e não aplicará reajuste neste ano

PETRÓLEO E GÁS: Senado marca votação da PEC dos Combustíveis para hoje

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site, de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.