Mantega vai defender no Brics criação imediata de fundo

Simone Cavalcanti ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) | de Brasília
 
# Nesta semana, Mantega participará também do encontro anual do FMI e do Banco Mundial (Bird)
                   
# Objetivo é constituir uma reserva de proteção monetária contra crises que poderá ser usada por países do grupo.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e seus homólogos do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), se reúnem no início da tarde dessa quinta-feira (fuso horário do Japão), em Tóquio, para apressar a formação de uma rede de proteção monetária, por fora da alçada do FMI.

A ideia, lançada no início deste ano durante o G-20, é constituir um fundo de reservas que possa ser usado caso um dos países se encontre em dificuldades financeiras com um nível de exigências e contrapartidas para os empréstimos bem menores.

Inicialmente será um fundo complementar ao de organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso porque a disponibilidade de recursos não se equiparará à da instituição.

"No entanto, ao estabelecer essa rede de segurança, os participantes vão definir suas próprias regras e, para acioná-lo, não dependerão de outras regiões ou países que têm mais poder no FMI", disse ao Brasil Econômico uma fonte do governo brasileiro envolvida nas negociações.

Em agosto passado, o grupo de técnicos do Brics se encontrou no Rio de Janeiro e formatou as diretrizes para esse novo fundo. Agora, na capital japonesa em reunião paralela, os ministros de Finanças desses países vão discuti-las e avaliar sua viabilidade.

A princípio deve-se optar por um fundo plurilateral virtual a exemplo do que existe dentro do acordo de Chiang Mai - cidade tailandesa na qual foi feito um acordo similar com os asiáticos. Após acertados os valores, cada país coloca o montante de suas reservas à disposição para quem precisar dos recursos.

Caso algum dos integrantes passe por uma crise no balanço de pagamentos ou algum problema de liquidez e precise de recursos para reservas, recorre ao acordo e paga juro preestabelecido. Como é virtual, os recursos só saem das reservas internacionais dos países-membros se houver a solicitação. Na pauta também está a discussão sobre a formação de um banco comum a esses países.

Crise e baixo crescimento

Nesta semana, Mantega participará do encontro anual do FMI e do Banco Mundial (Bird) onde discutirá com outros países-membros a continuação da crise e o baixo crescimento da economia global. O encontro, que será comandado pela diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, e o presidente do Bird, Jim Yong Kim, deve abrigar representantes de 188 países.

De acordo com comunicado conjunto das duas instituições, o momento exige empenho construtivo e espírito de flexibilidade e compromisso de todos.

Não é para menos, relatório do World Economic Outlook divulgado pelo FMI na capital japonesa indica redução das estimativas para a expansão mundial tanto para este ano quanto para 2013. Agora a projeção é de 3,3% em 2012 e 3,6% no ano que vem contra os 3,5% e 3,9% esperados anteriormente.

Os países desenvolvidos têm o cenário mais sombrio, com previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,3% neste ano (ante 1,6% em 2011 e 3% em 2010).

O FMI avalia que esse baixo dinamismo deve-se aos cortes dos gastos públicos que vêm sendo implementados sistematicamente e à debilidade do sistema financeiro. Já para o Brasil, com uma política fiscal e monetária expansionista, o FMI prevê alta do produto bem próxima a das economias maduras: 1,5%, um dos níveis mais baixos entre os emergentes.

Fonte: Brasil Econômico - 10/10/2012

 

                                       





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