Centro de Santos terá Vizinhança Solidária e Atividade Delegada para combater casos de furtos

Fonte: Departamento de Comunicação da ACS

Para combater os constantes casos de furtos ocorridos nos últimos meses às empresas e comércios do Centro Histórico de Santos será implantada a Atividade Delegada, que consiste na atuação de policiais militares em horário de folga, e o projeto Vizinhança Solidária, programa criado pela Polícia Militar para promover reuniões periódicas que visam discutir ações de segurança.


As medidas foram anunciadas em reunião entre comerciantes, empresários, o secretário de segurança pública Sérgio Del Bel, o comandante da Polícia Militar Bráulio Filgueiras Neto, o tenente da PM Diogo Rodrigues e o ouvidor municipal Rivaldo Santos. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira (07), na Associação Comercial de Santos.

A reunião foi promovida após comerciantes se queixarem do aumento de delitos na região central ao secretário de segurança, na semana passada.

Sergio Del Bel lembrou do importante trabalho da Polícia Militar em combater este tipo de crime. “Muitas vezes quem cometeu a infração é preso. Mas, nossa legislação permite que o infrator seja solto após a audiência de custódia. Ou seja, ele volta para a rua e comete o mesmo crime. Entretanto, tomaremos essas medidas para inibir ainda mais este tipo de ação”.

O secretário também convidou a todos presentes para conhecerem a instalação do Centro de Controle Operacional (CCO), que será entregue nos próximos meses. “O objetivo desse sistema integrado de imagens é agilizar o tempo de resposta das demandas cotidianas e auxiliar no desenvolvimento de medidas que previnam crises, além de rápida atuação em momentos emergenciais”.

Um outo ponto levantado pelo comandante da PM, Bráulio Filgueiras Neto, foram as câmeras de seguranças instaladas em estabelecimentos, que em qualquer movimento estranho aciona a central de monitoramento, entrando em contato direto com a Polícia Militar desnecessariamente. “Em muitos casos, o sensor da câmera é acionado por um vento ou um inseto. Esta empresa de segurança não verifica se tem alguma ocorrência antes de acionar a PM e isso gera um deslocamento viaturas para um lugar tranquilo”, alertou o oficial.

Imóveis abandonados

Muitos comerciantes acreditam que a vulnerabilidade também está ligada à questão de imóveis abandonados e deteriorados no Centro Histórico. Por isso, o ouvidor municipal Rivaldo Santos foi chamado para participar da reunião.

O Ouvidor explicou que a Administração Municipal está com programas de incentivos para retomada do Centro, como o Santos Criativa, que visa dar isenção de impostos a comerciantes. Outro ponto citado por Rivaldo foi o Grupo Técnico de Trabalho (GTT) que se reuni mensalmente para buscar soluções e incentivos para a região do Centro.

“Na reunião de hoje ficou claro que o problema de segurança não envolve apenas a Polícia Militar ou a Prefeitura. Envolve a todos. Todos têm responsabilidade e devem ser cobrados. A Prefeitura tem outros tipos de ações para ser implementadas: a questão da moradia, a ocupação do comércio e o trânsito. Espero que a solução para reunião de hoje seja o ponto de partida para outras novas ações”.

De acordo com um empresário do comércio exterior, a reunião foi produtiva. “As autoridades entenderam o nosso recado. Os comerciantes também estão conscientes que é preciso manter a união. Acho que, além desse reforço no período noturno, temos colocar as faixas de Vizinhança Solidária para inibir os infratores e dizer que estamos unidos às forças policiais e atentos a qualquer movimento”.

 

                                       





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