PPP para ligação rodoviária entre Rodoanel e Porto de Santos

Coluna O Porto e Suas Questões

Paulo Schiff (*)

Uma das construtoras do Rodoanel, a Contern, propôs ao governo estadual uma parceria público privada – PPP – que interessa diretamente à Baixada Santista.

Trata-se de uma nova ligação planalto – litoral. A estrada, de 36 km, sairia do Rodoanel na altura de Suzano e chegaria na área continental de Santos, ao lado do Porto.

Pela regulação legal das PPPs, se o governo estadual comprar a ideia, promove a licitação. Se a empresa proponente for a vencedora, toca a obra. Se outra empreiteira vencer, remunera aquela pelos investimentos feitos nos estudos de viabilidade e projetos e fica ela com a obra.

O projeto é ambicioso para a realidade brasileira atual. Tem dois patamares. Num deles, o mais alto, seis pistas rodoviárias, três em cada sentido. No patamar de baixo, que fica para uma outra etapa, ferrovia. Também há espaço para dutos.

As questões ambientais podem ser minimizadas pelo projeto já que no trecho mais sensível, a estrada passaria num túnel inicialmente projetado para  32 km de extensão mas que deve ficar com menos de 25 km na versão final.

A ligação do litoral com o interior do estado e a Grande São Paulo nos dois últimos anos se transformou numa enorme dor de cabeça para os prefeitos das cidades da Baixada e também para os governos estadual e federal.

Em 2013, o escoamento da safra brasileira de grãos provocou múltiplos congestionamentos de mais de 40 km na Via Anchieta e travou os sistemas viários de Santos, Cubatão e Guarujá. A questão foi equacionada provisoriamente com um agendamento rigoroso da descarga dos caminhões. Mas esse arranjo tem fôlego limitado. Não resiste a um aumento significativo do movimento do Porto.

Em maio deste ano, um novo susto. Um incêndio que se prolongou por vários dias na margem da Via Anchieta na entrada de Santos, bloqueou o único acesso dos caminhões ao Porto. Uma operação especial da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos permitiu que menos de 30% da demanda fosse escoada naquele período.

Assim, o projeto de PPP da Contern chega em boa hora em relação às questões logísticas.  Já em relação à crise do país, evidentemente a hora é péssima.

(*) Paulo Schiff é jornalista. Email:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

                                       





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