Chama a benzedeira !!!

Coluna O Porto e Suas Questões

Paulo Schiff (*)

A região da Baixada Santista se transformou num canteiro de obras paradas. Exatamente ao contrário do que se esperava depois de 2013. Naquele ano, o escoamento da safra brasileira de grãos provocou um susto enorme no litoral. Susto que se espalhou por boa parte do país. Congestionamentos de caminhões, com dezenas de quilômetros, travaram o acesso rodoviário e o sistema viário de Santos e região.

Percebeu-se então, uma omissão de mais de 20 anos. Nesse período, a movimentação de cargas no Porto saltou do patamar de 40 milhões de toneladas / ano para o de 110 milhões. Com exceção de duas avenidas perimetrais incompletas, uma em Santos e outra em Guarujá, os acessos viários e rodoviários permaneceram os mesmos.

A obra mais importante, pista de descida da Rodovia dos Imigrantes, não permite o trânsito de caminhões.

As obras necessárias estão desenhadas há décadas. Mas não saem do papel. As que saíram, estão paralisadas neste ano de 2015.

Ligações secas entre Santos e Guarujá têm a necessidade  diagnosticada desde a década de 40 do século passado. Anunciado pelo governo estadual a cada eleição, o túnel ainda não foi nem licitado.

A presidente Dilma Roussef parou o trânsito de Santos no ano passado para anunciar um túnel entre a Zona Leste e a Zona Noroeste da cidade, separadas por morros. Até agora, nenhum metro de escavação.

O Veículo Leve Sobre Trilhos, que começou, está paralisado por decisão judicial em Santos. O Ministério Público implicou com uma mudança de traçado.

A entrada da cidade de Santos, gargalo crônico e que sofreu com o incêndio no terminal da Ultracargo, teve obras anunciadas no início de 2013 pelas três esferas de governo: municipal, estadual e federal. Nenhuma das três conseguiu colocar um único tijolo até agora.

Obras contra as enchentes que também travam os acessos em dias de chuva na Avenida Nossa Senhora de Fátima sofrem críticas quanto ao ritmo lento até dos organismos de financiamento internacional.

E para completar o quadro, o DER não consegue terminar uma reforma que se transformou em novela na Ponte Pênsil, em São Vicente, e está com a duplicação do Viaduto do Casqueiro, em Cubatão, parada.

A impressão que dá no observador é a de que precisa chamar uma benzedeira.

(*) Paulo Schiff é jornalista. Email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

                                       





Rua XV de Novembro, 137 - Centro Histórico, Santos / SP - CEP: 11010-151
E-mail: acs@acs.org.br - Telefone: (13) 3212-8200 - Fax: (13) 3212-8201

desenvolvido por marcasite